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Divisão nos recifes na procura de uma vantagem na VOR

 

A skipper britânica Dee Caffari, está preparada para liderar a sua tripulação pelo meio da segunda maior barreira de coral do mundo, numa tentativa de defender o primeiro lugar na 6ª etapa da Volvo Ocean Race, quando a linha de chegada se aproxima.

 

Caffari disse que vai fazer passar o Turn the Tide on Plastic através da Grand Passage, uma estreita zona no recife que circunda a cadeia das ilhas do Pacífico Sul,na Nova Caledônia, tentando garantir alguma vantagem de tempo.

 

O Turn the Tide on Plastic passou para a frente esta quarta-feira, quando a etapa de 6.100 milhas de Hong Kong para Auckland entrou nas 1.500 milhas finais.

 

Pressionada pelas equipas rivais Team Sun Hung Kai / Scallywag e AkzoNobel, a cerca de 40 quilómetros a oeste, Caffari e o seu navegador Brian Thompson optaram por este movimento arriscado na esperança de ganhar cerca de 90 minutos.

 

Além de navegar num rumo mais curto, Caffari espera que sua equipa esteja melhor colocada para o vento que chega do leste.

 

"A cerca de 120 milhas, há um recife no topo da Nova Caledônia", explicou Caffari, a primeira mulher a navegar sozinha, sem escalas à volta do mundo, tanto contra os ventos dominantes com a favor. "Há duas opções - ou dar a volta por fora, ou atravessar a Grand Passage, pelo meio.

 

"Estamos a ir pela última opção porque pensamos que podemos ganhar cerca de uma hora e meia. Agora até Auckland cada minuto conta. Os nossos adversários que estão atrás de nós vão fazer algo semelhante, mas os que

estão mais para oeste vão contornar pelo lado de fora. Teremos que ver quem ganha com esta opção - amanhã saberemos".

 

De acordo com a classificação das 13:00 UTC, calculada com base na distância até ao final, o Turn the Tide on Plastic teve um ganho de 18 milhas em relação ao AkzoNobel e 23 milhas sobre o Scallywag.

 

Na realidade, as três equipas estão lado a lado com menos de 1.300 milhas para navegar.

 

“O Turn the Tide on Plastic está à frente na classificação, mas eles estarão à nossa frente quando chegarmos ao próximo waypoint no norte da Nova Caledónia?", perguntou Cecile Laguette do AkzoNobel.

 

"Temos menos milhas para navegar para lá chegar. A única coisa certa é que eles nos apanharam num grande momento, é este o jogo. "

 

Apesar de aparecer em segundo lugar na classificação, o Brunel está quase 20 milhas a norte do Turn the Tide on Plastic.

 

Quase 90 milhas atrás dos líderes, o MAPFRE e o Dongfeng Race Team estão juntos novamente, depois de se terem separado ontem à noite.

 

Apesar de estarem atrás com uma distância considerável, nenhuma equipa está fora da regata, pois segundos as previsões há oportunidades para recuperar nos últimos dias da etapa.

 

“A moral a bordo é boa, e todos esperamos uma oportunaade para recuperar algumas milhas a médio prazo", disse o navegador do MAPFRE, Juan Vila. "A frente da Austrália Oriental pode trazer algumas oportunidades, e a passagem para a Nova Zelândia pode não ser tão direta quanto pensamos”.

 

6ª etapa - Classificação geral - Quinta-feira, 22 de fevereiro (dia 16) - 13:00 UTC

1 - Turn the Tide on Plastic - distância até ao final - 1283,90
2 - Brunel +13,25
3 - AkzoNobel +18,44
4 - Sun Hung Kai / Scallywag +23,10
5 - MAPFRE +70,97
6 - Dongfeng Race Team +73,19
Vestas 11th Hour Racing - NÃO PARTICIPA

 

 

Periodicidade Diária

domingo, 16 de maio de 2021 – 18:43:47

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