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Reestruturação da Direção Técnica Nacional

A Federação Portuguesa de Atletismo procedeu a uma reestruturação do seu quadro de apoio técnico, nomeadamente no que diz respeito à Direção Téncica Nacional e à sua área de intervenção.
 
Segundo o documento que divulgamos em anexo, “sendo a área de intervenção técnica, designada no nosso modelo organizacional por SNARJ – Seleções Nacionais, Alto Rendimento e Juvenil, a área diretamente responsável pela gestão do rendimento, preparação para o rendimento e obtenção de resultados, será sempre aquela que a maior imprevisibilidade estará sujeita, já que na maioria das situações, a direção do processo de preparação para os resultados e obtenção dos mesmos depende dos atletas e dos seus treinadores.
 
A capacidade de influência da FPA estará sempre na capacidade de melhor rentabilizar e alocar recursos (materiais, humanos e financeiros), tornando mais eficiente a sua utilização e criando processos e mecanismos de controlo e adequação da intervenção técnica e ligação a atletas, seus treinadores e clubes.
 
Um adequado processo de sinalização e deteção de talentos e jovens promessas1 articulando-se aqui o departamento de alto rendimento com o departamento de desenvolvimento (infanto-juvenil e desenvolvimento), com o programa de competições e estágios regionais, com a intervenção direta da estrutura técnica federativa e um programa adequado de formação de quadros e produção de recursos técnicos, contribuirá certamente para o desenvolvimento da modalidade.
 
Um outro vetor a considerar é certamente a existência de um triângulo/quadrado virtuoso já identificado ao nível nacional. A existência próxima de uma pista, um clube, uma escola, a que juntaríamos uma autarquia, deverá ser o ponto de partida para um processo de apoio localizado e personalizado, como forma de desenvolver bolsas de desenvolvimento do atletismo. Cruzando esta informação com a informação demográfica da distribuição da população em idade de prática desportiva, poderemos priorizar recursos e intervenção especialmente dirigida.
 
As opções darão resultado? Pensamos que sim! Não podemos garantir. No entanto ao nada fazer, garantimos certamente a regressão e retrocesso da modalidade.
 
Um conjunto de indicadores de desenvolvimento do atletismo (IDA) serão determinantes para aferir e monitorizar a implantação e desenvolvimento da modalidade. Por exemplo, as pistas existentes, seu estado de operacionalidade e apetrechamento, localização, número de clubes por concelho, número de atletas filiados por escalão e género, número de participantes por atividade, número de juízes, treinadores, dirigentes em atividade, atletas por setor e por ranking regional/ nacional/ europeu/ mundial, ações de formação realizadas, registo e acompanhamento de atletas talento…etc.”
 
Nesta reestruturação, a Direção Técnica Nacional, liderada por José Santos, será composta pelo Departamento de Alto Rendimento, pelo Departamento de Desenvolvimento, pela Equipa Multidisciplinar e pelo Gabinete de Performance, Estudos e Planeamento.
 

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terça-feira, 2 de junho de 2026

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