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O primeiro grande teste das 20 marchas a concurso encheu o pavilhão de cor, música e rivalidade saudável. Entre os dias 29 e 31 de maio, os bairros apresentaram as suas armas ao júri, antes da mítica descida da Avenida da Liberdade.
O cheiro a manjerico ainda agora começou a fazer-se sentir, mas Lisboa já dança a passo firme. As Marchas Populares de Lisboa 2026 abriram oficialmente as Festas de Lisboa, transformando o MEO Arena no epicentro da cultura e do bairrismo na passada sexta-feira, 29 de maio. Este foi o primeiro de três dias de exibições intensas, onde o público vibrou e o júri tomou as primeiras notas daquela que é uma das tradições mais aguardadas e acarinhadas de Lisboa.
Mais do que um espetáculo para o inumero publico nas bancadas, as apresentações no MEO Arena funcionam como o primeiro momento crucial de avaliação para as 20 marchas a concurso. É aqui, sob a luz dos holofotes que nesta grande sala, que se começam a desenhar as favoritas antes da icónica e decisiva descida da Avenida da Liberdade, na noite de 12 de junho.
O nível de exigência está alto e a responsabilidade de avaliar a coreografia e a componente artística cabe a um painel de especialistas de renome. Sob a presidência de Vítor Agostinho, o júri oficial deste ano conta com:
Coreografia: Bruno Cochat
Cenografia: Hélder Freire Costa
Figurino: José António Tenente
Letra: Maria Inês Almeida
Música: Osvaldo Ferreira
Representante da EGEAC: Leonor Padinha
Todas as marchas interpretam obrigatoriamente a composição vencedora do concurso de 2026: "A Europa em Lisboa", uma criação com letra e música de José Quintela e João Filipe.
Sob o tema central "Somos Lisboa. Somos Europa", as exibições deste ano conseguiram o equilíbrio perfeito: celebrar as raízes mais profundas de cada bairro sem esquecer a diversidade cultural europeia que hoje caracteriza a capital. Do Fado tradicional aos jogos da sorte, passando pelo incontornável Santo António, a ferrovia, o mar, as varinas e os míticos tritões, os temas escolhidos pelas Marchas foram um desfilar de histórias, memórias e tradições partilhadas com um público entusiasta.
"Uma mistura perfeita entre o bairrismo tradicional e a Lisboa cosmopolita que acolhe o mundo."
A primeira noite de exibições (29 de maio) arrancou com a energia contagiante da Marcha Infantil "A Voz do Operário". Fora da competição, mas com o coração cheio, os mais pequenos desfilaram orgulhosamente apadrinhados por Joana Barrios e Filipe Sambado, provando que o futuro da tradição está assegurado.
Logo depois, a competição oficial entrou em campo e o MEO Arena transformou-se num verdadeiro "combate" de aplausos, corações e padrinhos de luxo:
| Marcha | Madrinha | Padrinho |
|---|---|---|
| Benfica | Margarida Moreira | Francisco Beatriz |
| Bica | Micaela | Ricardo Guedes |
| São Domingos de Benfica | Jani Gabriel | Carlos Félix |
| Bela Flor Campolide | Daniela Santos | Flávio Furtado |
| Graça | Joana Diniz | João Ricardo |
| Bairro Alto | Filomena Cautela | Kiko Is Hot |
| Mouraria | Sissi Martins | Ruben Madureira |
Os arcos ergueram-se, os figurinos brilharam e o público não poupou a voz para apoiar o bairro do seu coração. O primeiro "round" está entregue, mas a festa mal começou.
As emoções continuam. Voltaremos em breve com a crónica do segundo dia de exibições!
Texto e foto de: Zé Gaspar
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