>

Com 70% dos votos, a lista B, encabeçada por José Silva, venceu as eleições para os órgãos sociais da Associação de Treinadores de Portugal (ATAP), para o quadriénio de 2020-2024, tendo tomado posse hoje, no Centro de Alto Rendimento do Centro Nacional Desportivo do Jamor, em Oeiras.
A cerimónia contou com a presença do presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Jorge Vieira, dos presidentes do Comité Olímpico e do Comité Paralímpico de Portugal, respetivamente José Manuel Constantino e José Manuel Lourenço, e de Carlos Pereira, do Instituto Português do Desporto e Juventude.
Antes do início do protocolo da tomada de posse pela nova direção, o presidente da Assembleia Geral Cessante, João Ribeiro, valorizou o elevado número de associados da ATAP que votaram na eleição de dia 21 de julho, mostrando-se confiante de que este é um sinal de que os treinadores estão disponíveis para participar mais ativamente no sentido de terem uma voz coletiva mais forte.

Seguiram-se as palavras do presidente da Assembleia Geral Eleito, Fonseca Antunes, que relembrou os dois pontos-chave do programa desta nova direção: valorizar a carreira e o estatuto do treinador em Portugal; apostar na formação de treinadores.
Foi o presidente eleito, José Silva, que abordou, em seguida, a estratégia para levar estes desígnios a bom-porto. “Serão criados dois grupos de trabalho – um Conselho Consultivo e um Conselho Técnico-Científico, que irão ter a função de apoiar na concretização do nosso programa”, disse. O novo presidente da ATAP sublinhou ainda a heterogeneidade da equipa que dirige, “com elementos com elevado nível técnico-científico e com grande experiência, mas também provenientes de todo o país, incluindo das ilhas, e de todas as áreas do atletismo”.
É desta forma que José Silva disse esperar “revitalizar a ATAP e dar a importância que o treinador merece no atletismo, mas também na sociedade”.
Foi, de resto, a multiplicidade de papeis do treinador, que muitas vezes é também educador, dirigente associativo, inventor, que marcou as intervenções seguintes, particularmente as do presidente do COP e do presidente da FPA.
“Ser treinador é uma das atividades com mais relevância na sociedade, não só pelo seu papel ao nível da performance do atleta, mas no ultrapassar de barreiras da performance humana”, apontou Jorge Vieira.
O presidente da FPA aproveitou ainda para defender a ideia da criação de uma Escola Portuguesa de Treinadores, na qual cada Federação pudesse gerir a formação da sua modalidade; e adiantou que a ATAP irá ter um papel fundamental na colaboração com a Federação Portuguesa de Atletismo na área da Ética.
“O treinador tem de ser um exemplo de ética”, rematou.