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Audi MedCup: Veleiros já navegam em Cascais

O circuito Audi MedCup consiste em cinco regatas ao longo de cinco meses em quatro países diferentes. Em 2011, a prova visita Cascais (Portugal), Marselha (França), Cagliari (Sardenha, Itália), Cartagena e Barcelona (Espanha).

A grande novidade da Audi MedCup em 2011 é a introdução da classe Soto 40, em franco crescimento em todo o mundo. Os veleiros vão competir com um convidado a bordo durante a regata que, no meio da acção, sentir-se-á parte da tripulação. Algo único no desporto!

Para além dos Soto 40, o circuito Audi MedCup terá em competição os TP 52. Enquanto os Soto 40 devem ser idênticos (one desogn), nos TP 52 é permitida a liberdade de design.

O circuito Audi MedCup é reconhecido como o maior circuito de regatas do mundo e atrai os melhores designers, velejadores e técnicos. Esta situação inspirou muitos proprietários e equipas de vela profissional para competir na prova e continuar a participar ao longo da história de sete anos da competição.

Neste momento, as expectativas estão muito altas mas espero que no final desta semana estejamos tão contentes como estivemos o ano passado. Estão em Cascais alguns dos melhores velejadores do mundo, vai ser uma competição muito forte”, garante Nacho Postigo, Director Técnico da Audi MedCup.

A lutar por grandes resultados tem também velejadores portugueses. Na apresentação da prova, na Marina de Cascais, Pedro Mendonça e Francisco Lobato foram os porta-vozes lusos.

Não podíamos deixar de estar presentes. Cascais tem condições fantásticas para este tipo de regata. Vamos fazer o melhor possível”, afirma o Armador do veleiro Bigamist, Pedro Mendonça. Francisco Lobato garante que a Audi MedCup é um desafio para a equipa XXI Portuguese Sailing Team: “Todos nós já obtivemos grandes resultados noutros tipos de provas. Lançaram-nos este desafio agora com uma equipa de nove pessoas. Alguns de nós já estavam habituados a competir como grupo, mas não deixa de ser um grande desafio. É bom estar em casa, vamos tentar o nosso melhor contra as outras equipas”, refere o Skipper.

A tarefa lusa na competição não se antevê fácil mas isso não faz com que os portugueses baixem os braços. De entre os adversários estão os melhores velejadores mundiais mas há um com uma particularidade curiosa. Aos comandos do “Rán”, em TP 52, está o sueco Niklas Zennstrom, co-fundador do Skype (software que permite a comunicação pela Internet através de conexões de voz sobre IP – VoIP).

No campo das decisões estão mais portugueses. Miguel Allen e Manuel Santos Silva integram os elementos dos júris de regata da Audi MedCup.

Hoje é o dia das duas primeiras regatas de competição da classe TP 52 e de treino para os Soto 40. Apesar da chuva, o vento a soprar de norte, rondando os 13 nós - com tendência a crescer – e o mar com muita vaga prometem ajudar à festa do Troféu de Cascais da Audi MedCup.

Declarações e números da Audi MedCup:

Vereador da Câmara Municipal de Cascais – Miguel Pinto Luz
Para poder receber um evento destes são necessários anos e anos de preparação. Nós, de facto, sabemos e gostamos de receber bem. A nossa ligação à vela e ao mar é histórica e penso que o grande salto, em termos de imagem e da marca Cascais enquanto destino de vela, foi dado na candidatura à primeira America’s Cup. A partir daí organizámos outros grandes eventos, onde contámos com mais de 1500 velejadores em Cascais, cerca de 6 000 pessoas em terra. A primeira edição da Audi MedCup realizada aqui o ano passado, também foi um grande sucesso. Nós continuamos a investir porque o retorno é realmente apreciável e com isto vamos construindo esta imagem que de facto temos um dos melhores campos de regata do mundo.

Numa prova destas, pelo lado da Câmara, investe-se cerca de 600 mil euros, mas é um investimento ganho à partida. As nossas expectativas são de um retorno de mais de 100% em termos directos.”

O turismo é incontornável como a principal fonte económica do concelho e as dormidas, cerca de 3.500 a 4.000, são números semelhantes aos do ano passado que esperamos manter e até superar, o que nos dá, em retorno financeiro, não directo para a autarquia, mas para o município, para as entidades e operadores económicos, qualquer coisa como um milhão e duzentos mil euros (1,200.000 euros) de retorno.

A ocupação dos hotéis é bastante apreciável. Normalmente, nesta altura, teríamos cerca de 50% a 60% de lotação, neste momento estamos a ultrapassar os 80%-90%. Nota-se o impacto deste tipo de eventos.

Marta Lobato – organizadora da Audi MedCup para Portugal

São precisas muitas pessoas para organizar este evento. Em Cascais temos cerca de 80 pessoas, cinco delas portuguesas. Temos colaboradores de 12 países diferentes. Cascais como primeiro evento da época as equipas trouxeram tudo embalado e claro que as necessidades são muitas. Além de todos os serviços relacionados com a náutica temos pedidos de todo o género: Fisioterapia, médicos, informações de todo o género.


  

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terça-feira, 5 de maio de 2026

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