- Daniel Galan e Elmer Moller marcam encontro na final de singulares
Francisco Cabral voltou a vencer o Braga Open em pares e celebrou a conquista do 12.º título da carreira no ATP Challenger Tour no mesmo dia em que o colombiano Daniel Galan e o dinamarquês Elmer Moller marcaram encontro na final de singulares. O torneio é organizado pela Federação Portuguesa de Ténis e pelo Clube de Ténis de Braga com o apoio da Câmara Municipal de Braga.
Ao lado de Theo Arribage, o tenista português colocou um ponto final no jejum de títulos que se prolongava há um ano e meio ao vencer o italiano Marco Bortolotti e o israelita Daniel Cukierman por 6-3 e 6-4.
Na primeira vez a competir em conjunto, Cabral e Arribage venceram na cidade dos arcebispos só cedendo o primeiro parcial de toda a competição. A partir desse momento, os segundos cabeças de série mostraram toda a superioridade, quer em recinto coberto (primeira ronda e final), quer no court central, ao ar livre, do Clube de Ténis de Braga.
Na decisão deste sábado, a dupla luso-francesa necessitou de inverter uma desvantagem de 4-1 no segundo set para triunfar em 80 minutos frente a um dos campeões desta prova há um ano (Bortolotti) e um dos titulares da edição inaugural da CT Porto Cup — Cukierman derrotou Arribage nessa final.
O número um nacional de pares (91.º e ex-45.º) o segundo título no Braga Open (em 2021 venceu ao lado de Nuno Borges) é sinónimo do 27.º troféu da carreira (12.º no circuito Challenger), mas primeiro desde abril de 2023 naquela que foi a primeira final desde novembro do ano passado.
Para Arribage (70.º da variante), o segundo troféu consecutivo em Portugal — vem de vencer o Del Monte Lisboa Belém Open — trata-se do 17.º da galeria, nono no circuito secundário e sexto da temporada em 12 decisões, quatro delas no nosso país.
“Não era segredo nenhum que queria ganhar o torneio, queria ganhar um título. Já era muito tempo sem ganhar, apesar de não pôr essa pressão em mim mesmo, queria apenas voltar a desfrutar e jogar com um sorriso na cara. Isso aconteceu, estou super contente e espero continuar a dar sequência a esta boa fase nos últimos torneios do ano”, sublinhou na conferência de imprensa de rescaldo.
“Se pudesse escolher um sítio para voltar a ganhar era sempre em Portugal", acrescentou acerca de uma semana de que "não podia sair mais satisfeito" e que acabou por ser "um déjà vu de 2021, quando também acabámos a jogar em indoor. São coincidências giras. Pensei nisso hoje de manhã quando vi que estava a chover. Mas este título sabe melhor pela fase que vinha a passar."
Nos singulares, o título do Braga Open será discutido este domingo, às 11 horas, entre Daniel Galan (127.º) e Elmer Moller (231.º).
Num dia inteiramente disputado nos campos cobertos face à chuva que voltou a assolar o Clube de Ténis de Braga, o jovem dinamarquês de 21 anos surpreendeu o veterano espanhol Albert Ramos-Vinolas (134.º, ex-17.º), de 26 anos, por 7-5 e 7-6(2) para manter vivo o sonho de erguer o primeiro título Challenger.
Moller aproveitou as condições mais rápidas para bater o jogador curricularmente mais cotado da competição – quatro títulos ATP (um deles no Millennium Estoril Open de 2021) em 12 finais, uma das quais perdida no ATP Masters 1000 de Monte-Carlo, isto tudo além dos quartos de final em Roland-Garros.
Indiferente a tudo isso, o talentoso escandinavo de 21 anos foi um passo mais longe do que na semana passada no Del Monte Lisboa Belém Open (na altura como lucky loser, agora como qualifier) e somou o nono triunfo na quinzena portuguesa em 11 duelos para garantir a terceira final Challenger da carreira (e do ano na categoria, quinta no total de 2024, 12.ª do palmarés).
Para o sucesso frente a um tenista 15 anos mais velho, Moller precisou de anular cinco set points, dois no primeiro parcial e três no segundo. No primeiro, viu Ramos serviu a 5-3, no segundo anulou as vantagens do catalão no 12.º jogo, no próprio serviço. Sempre mais forte nos pontos importantes, o dinamarquês evitou ceder o primeiro set na competição e continuou a maravilhar os presentes com uma pancada de esquerda que tem arrancado elogios.
Para conquistar o primeiro troféu na categoria e o sétimo da carreira, Elmer Moller terá de derrotar outro tenista bastante cotado, em especial em terra batida. Daniel Galah já foi 56.º da hierarquia masculina e tem quatro troféus Challenger em nove finais (sete títulos no total do palmarés em 19 finais). O sul-americano também chega ao último embate do torneio sem qualquer parcial perdido e na segunda ronda superou João Domingues, campeão deste torneio em 2019.
Este sábado venceu bem mais facilmente para alcançar o bilhete para a final, a primeira decisão de 2024. É verdade que o golpe inicial só foi desferido no tie-break, mas Galan nem sequer perdeu o serviço em todo o encontro e só enfrentou um ponto de break, no jogo inaugural do segundo set. O colombiano terminou o frente a frente com 11 ases e 87% de pontos amealhados com a primeira pancada.
A conclusão da sexta edição do Braga Open marcará o primeiro frente a frente entre Daniel Galan e Elmer Moller. A decisão está marcada para o court central, mas há fortes possibilidades de ser transferida novamente para um campo coberto em caso da (previsível) chuva.
Fotos: Eduardo Oliveira/FPT