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Suzan Lamens e Francisco Comesana são os novos campeões do Oeiras Open 125

 
- Neerlandesa vence pela primeira vez um WTA 125
- Argentino ergue maior título da carreira e estreia-se no top 100 ATP
 
Suzan Lamens e Francisco Comesana nunca mais vão esquecer esta semana: a neerlandesa e o argentino conquistaram os maiores títulos das respetivas carreiras no Oeiras Open 125 e garantiram novos máximos nas atualizações dos rankings WTA e ATP que serão publicadas na segunda-feira.
 
Este foi o terceiro ano consecutivo em que a Federação Portuguesa de Ténis organizou, no Complexo de Ténis do Jamor, em Oeiras, um torneio combinado, com a particularidade de 2024 ter assinalado o regresso ao país de um torneio do circuito WTA pela primeira vez desde 2014.
A disputar a final mais importante da carreira, Suzan Lamens (163.ª classificada no ranking WTA) levou a melhor num encontro épico e repleto de mudanças de ascendente e derrotou a dinamarquesa Clara Tauson (87.ª) com os parciais de 6-4, 5-7 e 6-4 após 2h53.
 
O triunfo deste domingo foi o nono em nove encontros de singulares disputados na última quinzena na terra batida do Jamor, onde começou por contribuir com quatro — deles o maior da carreira, frente a Jelena Ostapenko (10.ª) — para a promoção dos Países Baixos na Billie Jean King Cup by Gainbridge. Se a estes se juntarem os da variante de pares, a neerlandesa celebrou por 14 vezes em 15, com a única derrota a dar-se frente a Francisca Jorge e Matilde Jorge nos quartos de final da competição ganha pelas portuguesas neste sábado.
Mas só chegou depois de uma montanha-russa com contornos épicos. Isto porque Tauson arrancou melhor e explanou a habitual agressividade neste contraste de estilos, mas Lamens — bem mais consistente, rápida e a atuar mais no contra-ataque — inverteu o primeiro parcial na reta final e fugiu no marcador no segundo, quando a antiga top 40 e detentora de dois títulos WTA 250 se lesionou no adutor direito.
 
A vencer por 6-4 e 5-0, a tenista neerlandesa não conseguiu encerrar o encontro nas duas oportunidades em que serviu para o efeito (na segunda teve mesmo três championship points), cedeu sete jogos consecutivos e viu a balança mudar para o lado de Tauson, entretando já bem enfaixada na perna direita.
 
Ao soltar ainda mais o braço e sem nada a perder, a tenista de 21 anos arrecadou 11 jogos em 12 e passou a liderar o terceiro e decisivo parcial por 4-1, com dois breaks de vantagem. Desta vez tudo parecia resolvido para a dinamarquesa, mas os erros não forçados aumentaram em catadupa e Lamens assinou uma reviravolta dentro da reviravolta com seis jogos consecutivos a concluírem uma campanha dourada.
 
“Ainda estou a tentar acreditar no que aconteceu. Foi um encontro de loucos porque estive a ganhar por 6-4 e 5-0 e depois a perder por 4-1 no último set e consegui dar a volta. Foi uma grande montanha-russa e estou muito feliz, mas também cansada”, disse na abertura da conferência de imprensa.
 
Na derradeira análise da semana, Lamens admitiu que demorou a esquecer a grande vantagem que desperdiçou: "No início do terceiro set ainda estava a pensar muito nisso, mas ao 1-4 já só dizia a mim mesma para continuar a lutar porque no set anterior ela tinha estado a perder por mais. E de repente ela fez duas duplas faltas que alteraram um pouco o momentum e eu comecei a sentir-me otimista outra vez.”
 
Sem competição prevista para as próximas duas semanas, a tenista dos Países Baixos regressará a casa ainda este domingo e terá “muito tempo” para “celebrar com a família e os amigos” o maior título e a chegada a um novo máximo no ranking: o 134.º lugar a partir de segunda-feira.
A final masculina não foi tão dramática, mas também contou com muito bom ténis e só foi resolvida após três partidas. O resultado foi favorável a Francisco Comesana (115.º do ranking), com os parciais de 6-4, 3-6 e 7-5 sobre Ugo Blanchet (192.º) a darem ao argentino o quinto e mais importante título Challenger da carreira e ao mesmo tempo a entrada inédita no top 100 mundial.
 
Ao contrário do que aconteceu durante a semana, em que anulou três match points contra Elias Ymer e esteve a dois pontos da derrota frente a Jaime Faria, o jogador de Mar Del Plata andou quase sempre na frente do marcador. Este domingo, Comesana conseguiu controlar a tremenda agressividade do francês, em especial da pancada de direita, bem como o bom serviço, e mesmo sem estar a 100% entregou-se de alma e coração ao compromisso.
A única exceção na boa exibição do argentino surgiu a 5-3 do terceiro set, quando serviu para a vitória e viu o adversário elevar o nível nos primeiros pontos para conseguir uma quebra de serviço em branco. Nada que o tenha perturbado, até porque a semana foi de superação, e a tão desejada vitória chegou ao terceiro match point e ao cabo de 2h16, com a terra batida do Court Central a servir de cama ao emocionado festejo.
 
Pouco depois, na conversa com os jornalistas, o discurso disse tudo: "O troféu vai ficar num local muito especial e hoje até vai dormir comigo”.
 
“Não há nada mais bonito do que entrar no top 100 a ganhar um torneio. Receberam-me muito bem desde o primeiro dia. Foram todos muito amáveis, toda a organização, todos me ajudaram e como estava sozinho senti-me sempre muito confortável com essa ajuda”, acrescentou na despedida a um local que prometeu não esquecer.
 
Concluída mais uma edição do Oeiras Open 125, o circuito mundial feminino continuará pelo concelho de Oeiras e já esta segunda-feira arranca mais uma edição do Oeiras CETO Open. Em 2024 promovido à categoria ITF W100, o torneio conta com a participação das melhores tenistas nacionais e decorre até 28 de abril no Clube Escola de Ténis de Oeiras.
 
Fotografias: Sara Falcão/Federação Portuguesa de Ténis
 

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segunda-feira, 25 de maio de 2026

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