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O maior festival de surf e música do país encerrou, em Cortegaça – Ovar, com a realização da primeira etapa do Campeonato Nacional de Longboard e a quarta do Campeonato Nacional de Stand Up Paddle, categoria de Ondas.
No Longboard (pranchas com mais de 9 pés), a vitória sorriu ao algarvio Luís Esteves, depois de uma final muito disputada e de uma última onda de grande potencial, que acabou por fazer a diferença. Luís deixou o actual campeão
nacional, Ruben Silva, no segundo lugar, a jovem esperança Sebastião Maia no terceiro e o ex-campeão nacional Bruno Grandela, na quarta posição.
“Eu sabia que as ondas com potencial andavam por ali,” afirmou o vencedor. “Tive de manter a calma ao longo da bateria e, mais perto do fim, consegui encontrar duas boas, que acabaram por ser as vencedoras. Estou bastante
satisfeito, pois o meu objectivo é ser campeão nacional este ano e começar com uma vitória é a melhor forma de chegar lá,” concluiu Esteves.
Bruno Grandela, que fez as últimas três baterias da competição de seguida, ainda arranjou forças para vencer a final de Stand Up Paddle (pranchas onde o surfista anda sempre de pé e usa um remo para o auxiliar), batendo João Maya,
Paulo Ferreira e Rui Horta, respectivamente segundo, terceiro e quarto classificados. Com esta terceira vitória em quarto etapas, Bruno cimenta o seu estatuto de principal candidato ao título nacional desta modalidade, embora João Maya seja um adversário de peso e a ter em conta.
“Depois de me ter desencontrado com as ondas na final de Longboard, entrei para a final de Stand Up Paddle meio baralhado, pois não gosto de perder e até estava a surfar bem. Mas logo no início, o João forçou uma onda que ambos
apanhámos e o júri acabou por assinalar-lhe uma interferência. Penso que foi isso que o prejudicou, pois ele também estava a surfar bem e acho que até podia ter ganho esta etapa. Apesar de tudo e de algum cansaço, acabei por conseguir fazer depois as minhas ondas e vencer mais uma prova. A próxima é em Peniche, em casa para mim e para o Maya… como contam os quatro melhores resultados para o ranking final, acho que vai ser o tira-teimas!” comentou Bruno Grandela.
Pelo lado da música, o Surf At Night não podia ter acabado da melhor forma. Sexta-feira foi dia de Reggae & Roots, com os jamaicanos Dubtonic Kru e o português Freddy Locks a criarem muito bom ambiente no Parque do Buçaquinho.
Sábado foi dia de família, com Dengaz, Jimmy P, Bezegol e DJ Ride a encherem a recinto por completo e a lidarem com o muito público como verdadeiros “habitués” do Surf At Night. Milhares de pessoas a cantarem em uníssono as músicas de Dengaz, Jimmy P e Bezegol foi a melhor forma de verificar porque este é um festival especial.
“Esta sexta edição excedeu todas as expectativas,” afirmou Nuno Amaro, responsável pela organização do Surf At Night. “Passaram mais de 40 mil pessoas pela Vila do Surf e, apesar de não termos conseguido realizar a demonstração de surf nocturno que está na base deste Festival devido ao nevoeiro cerrado, a realidade é que tivemos quase sempre casa cheia. Para mim é motivo de grande orgulho o facto de termos conseguido angariar 1,5 toneladas de bens alimentares para o projecto Surf For Food, mas agora já só penso em 2014. Gostava de acrescentar outras modalidades ao Surf At Night, como Skimboard ou mesmo Kitesurf… mas para isso precisávamos de um main sponsor!... vamos ver o que conseguimos,” concluiu o principal mentor deste Festival, cansado mas satisfeito.
Ao todo foram mais de 60 horas de música, 150 horas de pura diversão e 100.000 Watts de som e luz, numa semana muito bem preenchida e vivida por todos, que incluiu ainda actividades alternativas como aulas de iniciação ao skate para os mais jovens, cortesia do Skate Clube de Espinho, Surf Adaptado, Workshops de Shape, Terapias de Saúde e Bem Estar pela MCC Terapias, Fitness, Feira de Artesanato, Insufláveis para crianças e muito alegria.