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GP do Canadá 2025: Antevisão

GP do Canadá: meteorologia e ultrapassagens imprevisíveis
Grande Prémio do Canadá, décima prova da temporada, a segunda em solo norte-americano, depois da paragem em Miami, é um dos clássicos do calendário, tendo sido, outrora, o único evento da Fórmula 1 nesta parte do mundo. O circuito de Montreal goza de enorme popularidade junto de pilotos e equipas, graças ao entusiasmo dos adeptos locais, que criam uma atmosfera vibrante durante uma semana em que a cidade da Província do Quebeque se anima com múltiplos eventos ligados ao Grande Prémio.
 
Mais uma vez, os três primeiros classificados receberão uma edição especial do boné de pódio Pirelli, desenhado por Denis Dekovic. Em tom castanho, esta sétima versão criada pela Pirelli Design já se encontra disponível para venda na plataforma de e-commerce dedicada a merchandising da Pirelli (https://store.pirelli.com/).
Os compostos 
 
Pela terceira vez nesta temporada, será utilizado o trio mais macio da gama de compostos. Após as estreias em Imola e no Mónaco, o C6 (Macio) volta a entrar em ação, acompanhado do C5 (Médio) e do C4 (Duro). Em comparação com o ano passado, que contou com os compostos C3, C4 e C5 temos, assim, um nível mais macio.
 
Durante o próximo fim de semana, as equipas e os pilotos poderão tirar partido dos dados recolhidos durante as duas anteriores aparições do C6. O Circuito Gilles Villeneuve, pelas suas características, exercerá forças laterais médias a baixas sobre os pneus. Por outro lado, as forças longitudinais serão mais acentuadas, mas não muito extremas, devido às fortes desacelerações seguidas de acelerações intensas.
 
O asfalto apresenta-se muito liso e pouco abrasivo, sendo utilizado exclusivamente durante o fim de semana do Grande Prémio. A ocorrência de graining, especialmente nos treinos livres de sexta-feira, é possível, mas tenderá a desaparecer à medida que a borracha se for depositando na pista. Os tempos por volta deverão diminuir rapidamente, tanto de sessão para sessão como dentro da própria sessão.
 
Além disso, a meteorologia instável e imprevisível será um fator a considerar. As temperaturas flutuantes são uma das características deste evento, podendo perturbar de forma significativa o desenrolar da corrida.
Em 2024
 
A corrida arrancou com a pista molhada. Dezanove pilotos optaram pelos pneus intermédios, enquanto os dois pilotos da Haas iniciaram com os Cinturato de chuva (azul). Magnussen e Hülkenberg protagonizaram o espetáculo nas voltas iniciais, beneficiando da excelente aderência oferecida pelos pneus de chuva, ao ponto de o dinamarquês atingir a quarta posição à terceira volta, tendo partido de 14.º. Contudo, a pista começou a secar rapidamente, obrigando os dois pilotos da equipa americana a serem os primeiros a parar nas boxes para montar os intermédios, uma vez que os tempos por volta estavam a aumentar significativamente.
 
Na segunda metade da corrida, os pneus Intermédios voltaram a ser os mais eficazes, com a alternância entre chuva e sol a secar novamente a pista, sobretudo na linha de corrida, antes de nova chuvada. A maioria dos pilotos aproveitou o primeiro Safety Car, cerca de 40 minutos após o arranque, para montar um segundo jogo de intermédios. No entanto, um trio formado por Ocon, Tsunoda e Bottas arriscou prolongar o stint com os mesmos pneus, na expectativa de transitar diretamente para slicks. Bottas (Sauber) aguentou até à volta 42, enquanto Ocon (Alpine) e Tsunoda (Racing Bulls) pararam duas voltas depois. Foram os únicos três pilotos a completar as 70 voltas com apenas uma paragem.
Quando os pneus slicks se tornaram viáveis, a maioria (14) optou pelo composto Macio, procurando uma melhor fase de aquecimento, enquanto cinco optaram pelo Duro, com foco na durabilidade.
A pista
 
O Circuito Gilles Villeneuve é uma infraestrutura semipermanente construída na ilha artificial de Notre Dame, no rio São Lourenço, que acolheu a Expo 67 e eventos dos Jogos Olímpicos de 1976.
 
 
O traçado foi integralmente repavimentado no ano passado, mas manteve a baixa abrasividade e a aderência reduzida que sempre o caracterizaram. Com 4,361 km de extensão, alterna retas com chicanes apertadas e possui 14 curvas (seis para a esquerda e oito para a direita). É uma pista de tipo stop-and-go, exigindo grande estabilidade em travagem e tração eficiente à saída de curva.
 
As ultrapassagens são possíveis, em parte devido às três zonas de DRS. O ponto de travagem no final da linha de meta continua a ser o local de ultrapassagem por excelência. A chicane seguinte, onde ainda se pode usar DRS da ativação anterior, é célebre pelos acidentes espetaculares, tendo ganho o nome de “muro dos campeões” após Damon Hill, Michael Schumacher e Jacques Villeneuve lá terem batido durante a corrida de 1999.
Palavra-chave: Água
 
Para além de estar rodeado pelas águas do rio São Lourenço e de acompanhar uma pista de remo olímpica, o Grande Prémio do Canadá é um dos mais afetados pela chuva. Na corrida do ano passado, foram utilizados ambos os tipos de pneus de chuva da Pirelli.
 
 
Em cada fim de semana, a Pirelli fornece a cada piloto cinco jogos de Intermédios e dois de Cuva. Os primeiros conseguem escoar até 35 litros de água por segundo a cerca de 300 km/h, enquanto os segundos atingem os 85 litros por segundo.
 
O pneu Cinturato de Chuva foi reformulado este ano: os blocos da banda de rodagem ganharam mais rigidez, reduzindo a geração de calor. A construção também foi revista para responder às cargas aerodinâmicas elevadas dos monolugares atuais, tornando-o menos suscetível ao sobreaquecimento e à degradação térmica. Os testes de desenvolvimento indicam uma melhoria no desempenho, aproximando-se ligeiramente do nível oferecido pelos intermédios, mantendo, no entanto, a mesma capacidade de escoamento para evitar fenómenos de aquaplanagem.
 
Desde 2023, os pneus de chuva deixaram de poder ser pré-aquecidos. Por outro lado, fixou-se nos 60 °C a temperatura das mantas térmicas que podem ser aplicadas aos pneus intermédios.
 
Box das estatísticas
 
Esta será a 54.ª edição do Grande Prémio do Canadá, sendo que o primeiro evento remonta a 1967. A corrida já teve lugar em três circuitos: antes de Montreal, passou por Mosport, a cerca de 100 km de Toronto, e por Mont-Tremblant, a 145 km de Montreal.
 
Michael Schumacher e Lewis Hamilton lideram as tabelas de vitórias (sete cada) e pole positions (seis cada). Schumacher e Kimi Räikkönen têm o maior número de voltas mais rápidas (quatro), sendo que o alemão lidera isolado no número de pódios (12). A equipa mais vitoriosa é a McLaren (13), seguida da Ferrari (12) e da Williams (7).
A edição de 2011 figura nos registos como o Grande Prémio mais longo de sempre em duração: quatro horas, quatro minutos e 39,537 segundos. Contou com seis entradas do Safety Car, mas a longa interrupção por bandeira vermelha, provocada por chuva torrencial, contribuiu decisivamente para esse recorde, já que o regulamento em vigor desde 2005 impedia a paragem do cronómetro durante suspensões da corrida. No final, Jenson Button, que era último à volta 37, venceu pela McLaren!
 

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segunda-feira, 25 de maio de 2026

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