O presidente da Câmara Municipal de Lisboa entregou hoje a Medalha de Honra da Cidade a Gonçalo Byrne, “arquiteto, pensador e cidadão” que, como sublinhou Carlos Moedas, “mudou o rosto de Lisboa”.
“Hoje o seu nome fica indelevelmente ligado a Lisboa. À cidade que também ajudou a fazer, a construir e a transformar”, afirmou Carlos Moedas, sustentando que a entrega desta medalha constitui “um ato de elementar justiça”, por distinguir “alguém cujo percurso de vida se sentiu de forma concreta em Lisboa e na vida dos lisboetas”.
“É um prémio que me dá muita honra porque esta é a minha cidade desde sempre, onde eu vivi e que me habituei a viver intensamente”, afirmou por sua vez Gonçalo Byrne, declarando-se “infinitamente agradecido por esta condecoração”. “Nunca sonharia que isto me poderia acontecer, mas uma vez que acontece, muitíssimo obrigado”, rematou o arquiteto.
A atribuição da Medalha de Honra da Cidade foi aprovada por unanimidade em reunião camarária, por proposta de Carlos Moedas. Nessa proposta diz-se sobre Gonçalo Byrne que “a sua relação com a cidade de Lisboa espelha o seu percurso profissional, elegendo-a, sistematicamente, como simultâneo objeto de fascínio e de estudo”.
Entre as várias intervenções do arquiteto em Lisboa encontram-se, como se destaca nessa proposta, “o icónico Complexo Residencial ‘Pantera Cor-de-Rosa’ (em coautoria com António Reis Cabrita); a reabilitação do Quarteirão “Império” no Chiado, associada à reestruturação e regeneração urbana desta importante área da cidade; as várias instalações para os Campus Universitários; ou, mais recentemente, a Requalificação da Sede do Banco de Portugal (em coautoria com João Pedro Falcão de Campos) e a Requalificação do Teatro Thalia (juntamente com Barbas Lopes Arquitectos)”.
A cerimónia de entrega da distinção decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa e contou com a presença de muitos familiares, amigos, arquitetos e outros profissionais com quem Gonçalo Byrne se cruzou ao longo da sua longa carreira.