Foi dado um passo fundamental para o planeamento urbano da cidade de Lisboa na reunião da Câmara Municipal de Lisboa desta quarta-feira, 31 de maio, graças à aprovação da reativação do procedimento de alteração do Plano de Urbanização do Vale de Santo António (PUVSA).
Este é um momento determinante para fazer avançar um processo que tinha sido iniciado em 2017 com a aprovação dos Termos de Referência para a alteração do PUVSA, devido à necessidade de rever algumas das opções de planeamento assumidas no plano em vigor desde 2011. Desde 2017, foi realizado um trabalho técnico aprofundado e decorreram dois períodos de participação preventiva, tendo, no entanto, sido ultrapassados os prazos legais de execução.
A proposta agora aprovada tem como base os mesmos Termos de Referência e recupera todas as sugestões e informações apresentadas anteriormente para garantir um processo eficiente e o cumprimento dos prazos legais para submissão à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT).
A proposta de plano, que será agora remetida à CCDR-LVT, reforça as intenções presentes nos Termos de Referência. Destacam-se no plano a promoção do arrendamento acessível, a criação de um parque urbano de grande dimensão, a modelação do Vale para remover o efeito de barreira entre as duas encostas, a implementação de um conceito de mobilidade mais sustentável e unificador, a criação de funções urbanas complementares no Vale, a compatibilização com o tecido urbano existente, e a garantia de um sistema de vistas com novos miradouros e excelente relação com o rio Tejo.
Tendo em conta que este território, com cerca de 50 hectares, é quase totalmente propriedade do Município, o PUVSA terá um papel determinante na política municipal de habitação. A proposta de alteração ao plano, com um grande foco na criação de espaços habitacionais de qualidade, permite a concretização de cerca de 2.400 fogos.