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No dia 27 de março, Dia Mundial do Teatro, a sessão do espetáculo Estranha Profecia é de entrada livre, com bilhetes disponíveis no próprio dia. Em cena até 30 de março, com sessões com interpretação em Língua Gestual Portuguesa e com Audiodescrição nos dias 28 e 30. O ciclo Jardim Aberto regressa a 25 de março ao Teatro São Luiz, com o programa Compositoras, segunda parte.
O Teatro São Luiz volta a receber o Festival do Violoncelo Paulo Gaio Lima com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a 28 e 29 de março, homenageando o músico com interpretações de Bernardo Ferreira e do prestigiado violoncelista Pieter Wispelwey.
Jardim Aberto | Compositoras II
O ciclo Jardim Aberto dá continuidade ao sucesso do Foyer Aberto do Teatro Nacional São Carlos, oferecendo concertos gratuitos e intimistas. Regressa a 25 de março, às 18h30, na sala Bernardo Sassetti, no Teatro São Luiz, com o programa Compositoras, segunda parte:
Hedwige Chrétien Quinteto de sopros
Amy Beach Pastorale
Frederico de Freitas Quinteto de sopros
Maria de Lurdes Martins Sonatina, op. 26
Joly Braga Santos Adagio e Scherzino
Entrada livre sujeita à lotação da sala. Bilhetes disponíveis no próprio dia na bilheteira do Teatro a partir de uma hora antes do evento (até 2 por pessoa).
Festival do Violoncelo Paulo Gaio Lima
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Regressa a 28 e 29 março, o Festival do Violoncelo Paulo Gaio Lima/ Orquestra Metropolitana de Lisboa, ao Teatro São Luiz, na Sala Luis Miguel Cintra. Com periodicidade bienal, a Metropolitana propôs-se celebrar o Violoncelo evocando a memória de Paulo Gaio Lima, violoncelista e pedagogo desaparecido em 2021. Em 2023, o palco do Teatro São Luiz contrapôs em dias sucessivos o segundo concerto de Shostakovich e o segundo de Haydn. Agora, é vez do primeiro de Shostakovich e do concerto único de Schumann. Em sintonia com o espírito da transmissão de legado tão caro a Gaio Lima, apresentam-se dois solistas de gerações distantes: o jovem Bernardo Ferreira, vencedor da 1.º edição do Prémio do Festival, e Pieter Wispelwey, prestigiado violoncelista com mais de duas dezenas de álbuns lançados e professor no Conservatório de Amesterdão.
Programa 1 | 28 março
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Dmitri Schostakovich, Concerto para Violoncelo e Orquestra N.º 1
Dmitri Schostakovich, Sinfonia de Câmara, Op. 83a (orquestração de Rudolph Barshai)
Solista: Bernardo Ferreira (violoncelo; vencedor da 1.º edição do Prémio Paulo Gaio Lima)
Maestro: Pedro Neves
Programa 2 | 29 março
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Robert Schumann, Concerto para Violoncelo
Robert Schumann, Sinfonia N.º 2
Solista: Pieter Wispelwey
Maestro: Pedro Neves
Continua em cena…
Estranha Profecia
A partir de textos de Heinrich von Kleist, Encenação Maria Duarte
O espetáculo está em cena até 30 de março, as sessões com interpretação em Língua Gestual Portuguesa e com Audiodescrição realizam-se a 28 e 30 março:
sexta, 19h30 – Reconhecimento de palco às 18h30;
domingo, 16h00 – Reconhecimento de palco às 15h00.
Estranha Profecia, a partir de textos de Heinrich Von Kleist, uma encenação de Maria Duarte e interpretação de Catarina Rôlo Salgueiro, Flávia Lopes, Leonardo Garibaldi, Nuno Pinheiro, na Trompete David Rodrigues.
Estranha Profecia e Outros Textos é uma antologia de textos de Heinrich von Kleist, alguns célebres como A mendiga de Locarno, Sobre o teatro de marionetas, Um princípio da crítica superior, Carta a um Jovem poeta; pequenos episódios do quotidiano de Berlim do início do século XIX, relatos de polícia, ocorrências estranhas, opiniões, pequenas histórias, anedotas, críticas, podendo ser lidos como trabalho literário de um escritor invulgar ou como escrita jornalística moderna. A coexistência num espaço delimitado (uma folha desdobrável – o jornal) de formas híbridas e impuras, questiona “onde começa e o que é um texto literário?”; a subversão que configura um conflito entre literário e não literário, ficcional e real, fictício e factual, poético e histórico; a narrativa paralela em contraponto à “história oficial”; o “instantâneo” da escrita e da receção; o processo de apropriação e transformação; o verosímil, o inverosímil, a experiência e a verdade; por último, uma miscelânea ostensiva de formas e registos com o intuito de “entretenimento de todas as classes da população”, nas palavras do próprio Kleist. O encontro e afinidade dos artistas no projeto Estranha Profecia é satisfazer uma dimensão sensível que é transmitida e sobrevive pela memória (herdada e presente), criar um espaço de pensamento único e imprimir à atualidade cultural portuguesa um momento de pathos – uma singularidade sensível.
A partir de textos de Heinrich von Kleist, in Estranha Profecia e Outros Textos, publicados no Berliner Abendblätter, jornal diário dirigido e redigido por Kleist entre 1 de outubro de 1810 e 30 de março de 1811.
Próximas semanas…
Il Trionfo del Tempo e del Disinganno
Georg Friedrich Händel
Teatro Nacional São Carlos
Il Trionfo del Tempo e del Disinganno é uma oratória de Georg Friedrich Händel composta em 1707, com libreto do Cardeal Benedetto Pamphili. Impedido de escrever óperas em Roma devido a uma proibição papal, Händel explorou a expressividade musical para dar vida às personagens Beleza, Prazer, Tempo e Desengano. A obra culmina no triunfo do Tempo e do Desengano, refletindo um tema universal.
Em 1711, quatro anos depois da composição de Il trionfo, Händel usou a mesma melodia da ária Lascia la spina, cogli la rosa na sua ópera Rinaldo, eternizando-a sob o título Lascia ch’io pianga.
Georg Friedrich Händel, Il Trionfo del Tempo e del Disinganno / O triunfo do tempo e do desengano (1737) (La Bellezza ravveduta nel trionfo del Tempo e del Disinganno) HWV 46ª Oratória em duas partes de Benedetto Pamphili.
No Corpo: Assim se Conhece o Mundo
Vânia Rovisco
“O que poderá o saber humano fazer para restaurar o seu mutilado sentido?”
Cordelia, em O Rei Lear, William Shakespeare
Em No Corpo: Assim se Conhece o Mundo, mal se entra, começa-se. Mal se sai, ainda não acabou. Percorrer um espetáculo de Vânia Rovisco é como desatar a correr em todas as direções e encontrar num poro de pele o universo inteiro. É reconhecer repetindo, continuar coabitando, desenrolar acontecendo entre quatro dignidades: de pé, deitados, sentados, a caminho. Quatro maneiras de sermos plenamente nós próprios: Rovisco procura o que nos faz sentir em casa nos nossos corpos e o que nos faz percorrer o mundo. Perguntando sobre o que aflige, comove, move, agita, consola. Questionando o gesto regular de pisar o chão.
Como nos deslocamos entre afazeres, e entre sentidos se temos 23 anos, 5 anos, 47, 64? Como é amar, criar, falhar, divergir, escutar ou parar enquanto ação e enquanto palavra? Onde se desencontram? Onde e como encaixam? Vânia Rovisco convida-nos a uma experiência imersiva onde cada um é a peça fundamental da roda que escolher.
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