>
- Com o MINI JCW T1+ intacto , Maria irá enfrentar a Etapa 5, segunda metade da maratona, com 356 quilómetros entre ela e o reencontro com a equipa em Hail.

Maria Luís Gameiro enfrentou hoje a primeira metade da etapa maratona do Dakar 2026 com uma performance que terminou em nota claramente positiva. A piloto portuguesa, navegada por Rosa Romero, completou a Etapa 4 na 42.ª posição, um resultado que lhe permitiu subir 11 lugares na classificação geral, situando-se agora na 40.ª posição nos Ultimate, e consolidando o seu Dakar numa trajetória de solidez e progressão constante.
O dia começou com um andamento regular, num ritmo de adaptação à exigência característica da maratona, em que o risco mecânico é magnificado pela impossibilidade de contar com recurso a mecânicos ou peças sobressalentes ilimitadas. Nos primeiros quilómetros, Maria conseguiu inclusivamente rodar nos top 40, sinalizando uma boa sintonia com o MINI JCW T1+ e uma leitura adequada de um terreno sempre desafiante. Contudo, já no meio da etapa, a dupla viu-se obrigada a gerir uma fase em que perdeu tempo. O muito pó que enfrentou dificultou sobremaneira a pilotagem por terrenos exigentes.

A verdadeira nota positiva veio no último terço dos 452 quilómetros cronometrados, quando Maria Luís conseguiu uma excelente recuperação, voltando a ganhar tempo, terminando com um ótimo resultado. O facto de concluir a etapa sem problemas mecânicos de relevo, com o MINI ainda em boas condições e a dupla mentalmente forte, reforça o significado do resultado. Mais uma vez, serviu de “pronto-socorro” ao companheiro Guillaume De Mévius, com uma breve paragem para dar óleo de embraiagem ao colega de equipa.
Completar a primeira metade da maratona é sempre um marco importante num Dakar. A progressão na classificação geral reflete não apenas o desempenho de hoje, mas também a consistência acumulada ao longo de quatro dias de corrida numa das provas mais duras do mundo.

Declarações de Maria Luís Gameiro
Apesar das dificuldades e do muito pó, Maria Luís estava muito contente com o resultado de hoje, o ritmo evidenciado e, acima de tudo, ter escapado a furos e a problemas, o que significa que o MINI está pronto para a segunda metade da etapa maratona.
“Esta etapa correu-nos muito bem. Conseguimos recuperar algumas posições e mostrar um ritmo bom, sem arriscar em demasia e, acima de tudo, sem danificarmos o nosso MINI. Foi uma etapa muito dura em que sofremos muito com pó. Fizemos praticamente 180 km sempre no pó, com visibilidade muito reduzida. Foi muito difícil, mas conseguimos ultrapassar mais essa adversidade. Ainda paramos para ajudar o Guillaume, que estava novamente com um problema e para complicar ainda mais a tarefa, tivemos um pequeno percalço de navegação, mas fomos capazes de rapidamente encontrar o caminho. O resultado deixa-nos satisfeitas, mas o melhor foi mesmo termos superado todas as adversidades sem problemas e termos o carro pronto para a segunda metade da etapa maratona”.
Etapa 5 – o caminho de volta para Hail
Amanhã, 8 de janeiro, Maria e Rosa vão acordar no bivouac refúgio para enfrentar os 356 quilómetros cronometrados que as separam de Hail e do reencontro com a equipa X-Raid. A Etapa 5, segunda e última metade da maratona, atravessa um terreno rochoso que exigirá novamente muitas cautelas. No geral, deverá ser uma etapa mais rápida, com várias mudanças de direção, com a navegação novamente em foco.
Hail, cidade histórica situada entre as montanhas Shammar e o deserto de Nafud, representa muito mais que um simples destino geográfico. Para Maria e Rosa, significa segurança, assistência, e a possibilidade de reparar qualquer problema acumulado durante os dois dias de maratona. Mas chegar lá exige completar mais 356 km sem falhas graves..
Concentração máxima, comunicação perfeita com Rosa e uma dose de sorte serão necessárias para fechar a maratona em sucesso. A liberdade e a assistência esperam em Hail – mas o caminho até lá permanece minado de perigos.