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 Nambotin arrasa adversários em Vale de Cambra

Público supera expectativas da organização

 

O segundo dia do GP Polisport Portugal, segunda etapa do mundial de enduro que decorreu este fim-de-semana em Vale de Cambra, reuniu uma vez mais milhares de pessoas que encheram as montanhas onde decorriam as provas e animaram o concelho.

 

Depois de um primeiro dia em que os portugueses se viram arredados do pódio, o dia de domingo começou da melhor forma com Luis Correia, na classe E3, a fazer o melhor tempo na 1ª volta. Com efeito, o piloto da Beta bateu por 2,66s Matti Seistola, que ficou em segundo, relegando para quarto lugar Ivan Cervantes que tinha vencido as duas sessões de Espanha e a prova de ontem o que lhe permitia liderar destacado com 60 pontos. O equilíbrio acabou por ser a nota dominante ao longo das 12 passagens, com uma acesa luta entre  MattiSeistola, MatthewPhillipse Luis Correia. O experiente e multicampeão Ivan Cervantes mantinha uma distância considerável dos seus adversários. Ao fim de mais de 80 minutos de prova, Luis Correia perde o terceiro lugar por umas escassas 73 milésimas de segundo e o segundo lugar por 2,29 segundos, o que é bem demonstrativo do enorme equilíbrio que se verificou ao longo do dia de ontem.

 

O piloto da KTM, Gonçalo Reis, que compete na classe E2, desde a primeira passagem que percebeu que este não seria o seu melhor dia. Apesar de uma enorme entrega e de uma luta constante, no final da prova o seu 10ª lugar, entre 11 participantes, não o podia deixar satisfeito, mais a mais que tinha manifestado o desejo de melhorar o resultado de sábado, o que não conseguiu. A liderança continua a pertencer a Antoine Meo, que apenas na última passagem do Extreme conseguiu superar Pierre-Alexandre Renet e alcançar a dobradinha em Vale de Cambra.

 

A sorte também não esteve do lado de Joaquim Rodrigues, que acabou por desistir após a 3ª passagem. Desta forma, o piloto português não conseguiu pontuar em Portugal. A classificação é liderada por Cristophe Nambotin, que não tem permitido grandes veleidades aos seus adversários. O francês, campeão mundial de 2013 e 2012 na classe E3, prepara-se para repetir a proeza mas desta feita na classe E1, tendo conquistado até agora 80 pontos, o máximo possível, com uma vantagem de 20 sobre o segundo classificado o finlandês Eero Remes.

 

Na classe dos juniores, onde milita o português Diogo Ventura, que completou este mês 21 anos, a liderança é também inquestionável, cabendo ao piloto britânico da KTM, Daniel McCanney, a proeza de ter conquistado os 80 pontos. Apesar de um início prometedor do piloto português da Gas Gas, desde a segunda passagem que ficou claro que dificilmente poderia chegar ao pódio. O seu 6ª lugar na classificação final após estas duas etapas permite fazer um balanço positivo nesta sua primeira participação no mundial enquanto membro de uma equipa oficial.

 

A sensação de dever cumprido era bem patente no rosto dos elementos do clube organizador, Sport Clube de Cambra, nomeadamente em António Carmo, o seu presidente. “Provamos que é possível organizar uma prova com a exigência que uma etapa do mundial de enduro exige, satisfazendo o promotor do circuito e os pilotos bem como as expectativas dos patrocinadores. Foi a terceira vez que o mundial veio a Vale de Cambra e estou certo que não será a última, assim se voltem a encontrar as vontades de todas as partes envolvidas na tomada de decisão. Uma nota final para o apoio que sentimos por parte da autarquia, em que o seu presidente literalmente vestiu a nossa camisa.

 

Para José Pinheiro, Presidente da Câmara, “estes eventos permitem trazer até ao nosso concelho milhares de pessoas que assim ficam a conhecer-nos. Quer a nossa habitual cordialidade mas também as potencialidades turísticas que oferecemos. Com a exposição mediática através dos meios de comunicação estrangeiros que aqui estiveram é, não só Vale de Cambra mas também Portugal, que vê o seu nome difundido e elogiado. Mas não é só na imagem e notoriedade que estes eventos geram ganhos, pois calculamos que estes dois dias tenham tido um impacto directo na economia da região de vários milhares de euros, e não apenas em Vale de Cambra. A hotelaria registou uma taxa de 100% em Vale de Cambra e também nos concelhos vizinhos de S. João da Madeira, Arouca e Oliveira de Azeméis ao que devemos somar toda uma actividade adicional do comércio local.

 

A prova continua na Grécia, em Kalambaka, a 10 e 11 de Maio.

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terça-feira, 9 de junho de 2026

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