
Depois de terem efetuado três sessões de treinos livres e a qualificação que colocou Filipe Albuquerque e os seus companheiros de equipa, Seth Neimann, Alessandro Latif e Dion von Moltke na 23º posição da grelha, ontem teve lugar mais uma sessão de treinos com Filipe Albuquerque a ser o mais rápido entre os seus companheiros de equipa e a assegurar o 10º melhor tempo nos GTD. A corrida arranca hoje pelas 17.30h, hora portuguesa, com 65 carros na grelha de partida entre eles 29 da categoria GTD.
Como é que está a correr a participação nas 24h de Daytona?
Os treinos livres começaram bem com bons tempos e com margem de progressão, no entanto na qualificação não fomos tão felizes e o Dion von Moltke não conseguiu fazer melhor que o 23º lugar. Não era o resultado que estávamos à espera, mas para uma corrida de 24h, a posição na grelha não tem um papel fundamental. Por isso continuamos a acreditar nos nossos objectivos.
O que é que correu mal na qualificação?
A equipa decidiu que seria o Dion a fazer a qualificação. Não conseguimos extrair todo o potencial do Audi R8 LMS sobretudo devido a problemas de pressão dos pneus. Gostava de ter sido eu a fazer a qualificação, mas esta é uma prova de equipa, e as decisões são soberanas.
Quais as principais diferenças deste ano para o ano passado quando venceu a prova?
Existem várias diferenças sobretudo ao nível dos regulamentos. Este ano somos obrigados a ter um piloto 'gentleman driver' na estrutura e isso pode ser limitativo mas a realidade é que é igual para todos. Estamos a trabalhar para minimizar esse 'handicap' e conseguir fazer o trabalho da melhor forma possível.
O que espera da corrida?
Depois da vitória do ano passado, não posso ter ambições inferiores. Quero vencer a prova novamente, mas tenho consciência que será uma meta difícil de alcançar. A nossa categoria tem muitos carros e pilotos com experiências distintas. A única certeza é que quando estiver em pista vou dar o meu melhor.
E no que toca ao Audi R8 LMS GTD, é muito diferente da versão do ano passado?
Até ao início da prova propriamente dita que trabalho têm pela frente?
Muito trabalho pela frente. A equipa não para. Tudo é tratado ao ínfimo pormenor para que nada falhe. Para uma corrida de 24h a fiabilidade do carro é muito importante e por isso nenhum pormenor é deixado ao acaso. Para além do trabalho com a equipa há depois um em número de ações de marketing que a organização da prova põe em prática e nas quais temos de participar. Antes do início vai haver ainda tempo para meter a conversa em dia com os outros pilotos portugueses e desejar-lhes sorte.
O que distingue esta prova das outras em que participaste?
A cultura automobilística nos Estados Unidos é muito diferente da Europa. No fundo é o ambiente que difere porque quando estamos em pista o objectivo e postura é o mesmo. Correr para vencer.
Um desejo para este fim-de-semana?
Ganhar! Seria a melhor forma de começar a temporada de 2014.
O fim-de-semana de competição pode ser acompanhado através do ‘live timing’ em http://scoring.imsa.com/