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Etapa icónica para a África do Sul abre nova fase na Volvo Ocean Race

 

A Volvo Ocean Race 2017-2018 entra numa nova fase no domingo com o início da segunda etapa que liga Lisboa à Cidade do Cabo, na África do Sul. No total, as sete equipas vão percorrer 7 mil milhas náuticas durante três semanas.

 

É uma das etapas icónicas da regata e marca a transição do Atlântico Norte, passando pelos “Doldrums”, também conhecidos como calmarias equatoriais e que pode ainda entrar ligeiramente nos Mares do Sul, antes do final apoteótico na sul-africana Cidade do Cabo, que é anfitriã da Volvo Ocean Race pela décima vez.

 

 Nesta edição, as opções táticas são muito mais abertas, dado que foi removido o tradicional “waypoint” na ilha de Fernando de Noronha, a 170 milhas da costa do Brasil.

 

Normalmente, as equipas escolhem uma rota mais a Oeste, mas com a exclusão deste ponto de passagem obrigatório, navegar mais para este, junto à costa africana pode estar no cenário.

 

“É uma etapa muito interessante, provavelmente mais do que em edições anteriores”, afirma Charlie Enright, skipper do Vestas 11th Hour Racing, vencedor da primeira etapa: “Usualmente tínhamos quase de ir até ao Brasil…como se costuma dizer West is the Best.

 

Desta vez, não é o caso: “Penso que a retirada do waypoint muda muita coisa”, afirma David Witt, skipper do Sun Hun Kai/Scallywag: “Vai ser uma etapa interessante e julgo que vamos ter a maior separação da frota a que assistimos nas últimas edições da Volvo Ocean Race. Vamos ver o que acontece.

 

Podemos ir mais a Este”, concorda Charles Caudrelier, skipper do Dongfeng Race Team: “A diferença é enorme, mas perigosa tacticamente. Tem de haver sempre equilíbrio e é difícil saber por onde vamos. Vai ser um pesadelo para os navegadores.

 

 “Vamos ver. Vamos esperar que seguem todos pelo percurso mais curto e nós continuamos para Oeste”, refere Xabi Fernández, skipper do MAPFRE: “É difícil dizer. O Joan Vila (navegador) vai ter muito trabalho, mas confiamos nos seus instintos e seguramente teremos uma boa passagem pelo Equador.

 

É uma etapa de 21 ou 22 dias em que diariamente vamos tomar decisões técnicas”, diz Simeon Tienpont, skipper do AkzoNobel que acrescentou à tripulação a experiência de Chris Nicholson, Jules Salter e Peter Van Niekerk.

Em contraste, para muitos dos estreantes, a Etapa 2 será a mais longa em que alguma vez estiveram no mar e vão viver uma nova experiência.

 

Temos tripulantes que nunca estiveram no mar por mais de seis ou sete dias de cada vez”, afirma Dee Caffari, skipper do Turn the Tide on Plastic: “Estão numa linha de aprendizagem. Esta é a primeira em que passamos por um pouco de tudo.

 

Bouwe Bekking está na sua oitava participação na Volvo Ocean Race. O skipper do Team Brunel tem a bordo Peter Burling, velejador do ano e vencedor da America’s Cup, que vai fazer o seu maior percurso offshore, incluindo uma passagem pelo Equador em vai haver uma visita do Rei Neptuno.

“Estamos a competir, mas essa é uma tradição da regata e é importante”, sublinha Bekking: “Vai haver com certeza boas imagens do Peter Burling com um penteado diferente ou algo parecido.

 

 Mas antes há a largada, que terá um percurso dentro do Rio Tejo, com bóias montadas na Praça do Comércio. As equipas rumam depois à África do Sul com as previsões a apontarem para vento de Norte a soprar entre os 15 e os 18 nós.

 

 

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domingo, 9 de maio de 2021 – 08:34:19

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