- Damir Dzumhur e Francesco Passaro discutem final de singulares às 11 horas
Francisco Cabral fechou 2024 com chave de ouro ao celebrar pela terceira vez no Maia Open, o ATP Challenger 100 que a Federação Portuguesa de Ténis e a Câmara Municipal da Maia organizam até este domingo, dia da final de singulares entre o bósnio Damir Dzumhur e o italiano Francesco Passaro.

O especialista português jogou a final deste sábado ao lado de Theo Arribage e superou o belga Kimmer Coppejans e o espanhol Sergio Martos Gornes por 6-1, 3-6 e 10-5 para repetir o duplo triunfo de 2021, então com Nuno Borges (no ano seguinte voltaram a disputar a final, mas terminaram como vice-campeões).
Campeões em Braga há um mês e meio e finalistas em Rovereto na semana passada depois de deixarem escapar dois match points, Cabral e Arribage disputaram, na Maia, a terceira final em quatro torneios como parceiros.
“Foi um encontro superdisputado. Começámos claramente superiores, mas não conseguimos aproveitar as oportunidades no início do segundo set e no final já não estávamos com a mesma dinâmica. O público foi muito importante porque puxou muito por nós e antes do match tie-break dissemos um ao outro que tínhamos de voltar a meter mais energia, porque eles estavam claramente a subir de rendimento e nós a baixar”, analisou no final o portuense de 27 anos, ex-top 50 da variante e atual 79.º (o título resultará numa subida de três lugares para fechar o ano).
O terceiro título de Francisco Cabral na Maia foi o 13.º em torneios do ATP Challenger Tour e o 28.º de um palmarés que inclui duas conquistas em cinco finais disputadas no circuito principal, o nível a que quer voltar de forma regular na próxima temporada: “A primeira coisa que me vem à cabeça seria voltar a ganhar um torneio ATP. Estou a 76 do mundo, mas acredito que o meu nível é superior ao que o ranking mostra, portanto se conseguir manter-me assim vou subir. Não quero pôr metas em termos de classificação, mas quero voltar a afirmar-me no circuito e jogar com regularidade os torneios maiores. Felizmente já joguei todos os torneios do Grand Slam, mas só joguei alguns ATP 500 e ATP Masters 1000 ainda não joguei nenhum.”
Francisco Cabral e Theo Arribage inauguraram a galeria de campeões da sétima edição do Maia Open que este domingo, a partir das 11 horas, ficará a conhecer o sucessor de Nuno Borges no plano individual.
De um lado Damir Dzumhur, já com o grande objetivo da semana atingido ao assegurar o apuramento para o Australian Open, do outro Francesco Passaro, ainda dependente da decisão deste domingo para ficar com a sensação de dever cumprido.
O bósnio (106.º ATP, ex-23.º) carimbou o acesso à sexta final de 2024 com um triunfo por 6-4 e 6-3 em 97 minutos sobre Federico Coria (101.º, antigo 49.º), invertendo uma desvantagem de 4-2 no parcial inaugural.
O italiano (114.º da tabela, a oito lugares da melhor classificação de sempre) teve de aplicar-se para dar a volta ao eslovaco Andrej Martin (509.º), carrasco de três portugueses nas rondas anteriores, com os parciais de 2-6, 6-2 e 6-1.

Damir Dzumhur contou com a variedade de jogo que o caracteriza para derrotar a consistência do argentino e acabar com as dúvidas em relação à entrada no quadro principal do próximo torneio do Grand Slam, revelando no final ter sentido a pressão: "É claro que não foi fácil e ao 4-1 do segundo set pensei num encontro parecido que acabei por perder e que não me saiu da cabeça durante uns meses, mas agora já está.”
A campanha na Maia não está, no entanto, concluída e na terra batida portuguesa o jogador da Bósnia e Herzegovina espera conquistar um sexto troféu de campeão no mesmo número de finais disputadas este ano, mesmo se o desfecho já não afeta o também importante regresso ao top 100 que procurou a muito custo.

Já Francesco Passaro consumou uma reviravolta rápida (resolvida em 80 minutos) para dar o quarto de cinco passos necessários rumo a dois objetivos: garantir uma vaga no Australian Open e entrar pela primeira vez na elite dos 100 melhores jogadores do mundo.
"Sei que posso conseguir as duas coisas ao mesmo tempo, mas se não for amanhã hei-de chegar ao top 100. É apenas uma questão de tempo e acredito que vou jogar muitos quadros principais de torneios do Grand Slam nesta nova fase da minha carreira", disse o italiano.

A final do Maia Open será o terceiro capítulo da rivalidade entre Dzumhur (aos 12 títulos no circuito secundário junta três no principal) e Passaro (em busca do quarto troféu Challenger), que até agora dividiram vitórias — com a do italiano a ser a única sobre terra batida.
Fotos: Eduardo Oliveira/FPT