Springbok Rugby Legends pela primeira vez em Portugal

 

 

De 2 a 5 de junho, o nosso país recebe estrelas do Rugby Sul-africano

 

A Springbok Rugby Legends constituída por ex-jogadores da mítica Seleção Nacional Sul-africana que conquistou a final do Campeonato do Mundo de Rugby em 1995, vai estar pela primeira vez em Portugal entre os dias 2 e 5 de junho.

 

A comitiva vai dar umaConferência de Imprensa no próximo dia2 de junho, às 15h30, no Sheraton Cascais Resort, hotel oficial da Springbok Rugby Legends em Portugal. A iniciativa conta também com o apoio da Bravegeneration SA, Câmara Municipal de Cascais, Companhia de Seguros Tranquilidade, Fine&Country, KIA, Massice Reach, Move Sports, NDR & Associados, Portugal Rugby, Sable Group, Super Bock e Vitalis.

 

Quem não se recorda de “Invictus”, o filme de Clint Eastwood sobre a chegada de Nelson Mandela à presidência da África do Sul? A história, baseada na conquista do Campeonato do Mundo de Rugby de 1995 pela seleção da casa, após o desmantelamento do apartheid, é hoje lembrado como um dos maiores momentos da história desportiva do país.

 

Mark Andrews e Chester Williams, o único negro da equipa em 1995, são dois dos jogadores representados no filme que vão estar em Portugal. A comitiva, com um total de 16 Springboks, conta ainda com a presença dos capitães John Smit e Gary Teichmann e do treinador Ian Mcintosh.

 

O programa da visita da Springbok Rugby Legends inclui um jogo com a Seleção Portuguesa de Rugby, mais conhecida como “Os Lobos” a realizar no dia 4 de junho.

 

Sobre os Springboks

 

Os Springboks fizeram a sua estreia em 1995 no Campeonato do Mundo de Rugby quando a recém-democrática África do Sul recebeu o torneio. Os Springboks derrotaram os All Blacks por 15-12 na final, que agora é lembrada como um dos maiores momentos da história desportiva da África do Sul, e um “separador de águas” no processo de construção da nação pós-Apartheid.

 

Ao assistir a um jogo dos Springboks, Nelson Mandela reconheceu que os negros no estádio apoiavam a equipa adversária. O próprio concluiu que fez o mesmo enquanto esteve preso em Robben Island. Sabendo que África do Sul estava preparada para receber o Campeonato do Mundo de Rugby de 1995, Mandela convenceu o Comité Sul-Africano de Desporto, dominado por negros, a apoiar os Springboks. De seguida, reuniu-se com o capitão da equipa de rugby Springboks, François Pienaar, sugerindo que uma vitória dos Springboks no Campeonato do Mundo iria unir e inspirar a nação. Mandela também partilhou com Pienaar um poema, "Invictus", que o inspirou durante o seu tempo na prisão.

 

Muitos sul-africanos, brancos e negros, duvidaram que o rugby iria unir uma nação dilacerada por cerca de 50 anos de tensões raciais. Para muitos negros, especialmente os radicais, os Springboks simbolizavam a supremacia branca. No entanto, Mandela e Pienaar mantiveram-se firmes na sua teoria de que o jogo podia conseguir unir o país Sul-Africano.

 

Durante os jogos de abertura, o apoio aos Springboks começou a crescer entre a população não-branca. No segundo jogo, os cidadãos de todas as raças compareceram para apoiar a equipa e os esforços de Mandela.

 

Os Springboks superaram todas as expectativas e qualificaram-se para a final contra os neozelandeses All Blacks, a melhor equipa de rugby no mundo, até então. Antes do jogo, a equipa sul-africana visitou a Ilha Robben, onde Mandela passou 27 anos na prisão.

 

Apoiado por adeptos brancos e negros, Pienaar motivou sua equipa. Os Springboks venceram a final no último minuto com um drop kick de Joel Stransky, com o resultado de 15-12. Mandela e Pienaar comemoraram em campo a vitória improvável e inesperada.

 

 

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