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Eurohockey: Portugal perto de subir, pela primeira vez na história, ao topo da europa

As nuvens chegaram a Lousada, e o tempo fresco convidava a que o jogo entre a Ucrânia e a Bielorrússia fosse vivo. Não aconteceu propriamente assim, mas os golos foram surgindo com naturalidade: uma colheita de oito, tendo a Ucrânia marcado cinco, contra três do adversário.
Ao intervalo, valiam os golos de Maksym Onofriiuk, que adiantou a Ucrânia, e o de Dzianis Yasinsky, que empatou para a Bielorrússia. 1-1 era, então, o resultado ao intervalo.
Aos 37 minutos, Mikita Yepshkin recolocou a Bielorrússia na frente, mas  Andrii Koshelenko, aos 39, 50 e 60 minutos, mostrou como se fazem três golos seguidos. Com 4-2, a Rússia não amoleceu e, aos 67 minutos, Volodymyr Stretovych avolumava para 5-2. No último minuto, a Bielorrússia conseguiu reduzir para 3-5, através de Ihar Yaoshchankau, estabelecendo o resultado final.



O primeiro jogo da poule de subida, disputado às 14 horas, opôs a Itália à Irlanda. De recordar que as quatro equipas que disputam esta série – Irlanda, Portugal, Itália e Escócia – partiam para os jogos finais igualadas em pontos (a Irlanda empatou com Portugal, o mesmo tendo sucedido entre a Itália e a Escócia).
O jogo começou praticamente com o golo da Irlanda, marcado por Nick Burns aos 2 minutos, Irlanda que voltou a marcar aos 6 e aos 8 minutos, por Owen Magee. A Itália reduziu aos 20 minutos, por Giulio De Vivo, mas a Irlanda continuou a controlar a partida, apesar de a Itália se ter oposto melhor às investidas irlandesas. Quebrou, no entanto, no minuto final do primeiro tempo, ao consentir o quarto golo, da autoria de Simon Wolfe, que colocou em 1-4 o resultado, à partida para o intervalo.
No recomeço, o rolo compressor da Irlanda começou a impor-se ainda mais. Aos 42 minutos, a Itália ainda diminuiu, por Thomas Keenan, mas, na jogada de resposta, Jamie Wright, concretizou o 2-5. Simon Wolfe passou as contas para 2-6, aos 48 minutos. A partir daí só deu Nick Burns até ao 2-9 final: 2-7, aos 52; 2-8, de penalty, aos 58; 2-9, aos 69 minutos.
Esclarecedora em todos os aspectos a maior goleada da prova até ao momento. Domínio absoluto.



O último jogo da jornada opôs a Escócia a Portugal. Com convidados ilustres na bancada: o embaixador da Índia em Portugal (ele que é jornalista da modalidade) e a equipa de futebol do Marítimo, que estagia no Vale do Sousa.
Desde logo, as equipas encaixaram uma na outra e o grande momento de perigo surgiu apenas aos 22 minutos, junto da baliza escocesa, quando a bola esbarrou estrondosamente no poste, na execução de um canto curto.
Aceitava-se, por isso, o nulo ao intervalo.
No segundo tempo, o cariz da partida manteve-se, embora Portugal estivesse a fazer um grande jogo. Por isso é que não espantou quando William Rogerson, aos 59 minutos, colocou Portugal na frente do marcador. Depois, foi só aguentar dois cantos curtos e esperar pela glória, que a história é já ali ao lado.
Portugal entra assim, em definitivo, na candidatura à subida. E já só falta um jogo!
Os jogadores mereceram a selfie com o embaixador indiano, que se apaixonou pela raça da equipa dos nossos Linces. E mereceram, sobretudo, que a equipa do Marítimo não tivesse arredado pé até final.
Poder-se-á classificar como épica a maturidade da equipa, que não pára de surpreender. Porque foi extraordinária.



Armindo Vasconcelos



Resultados 6º Dia
Pool C - Escócia 2 vs Itália 2
Pool D - Rússia 7 - Ucrânia 2
Pool D - Escócia 0 - Portugal 1

Periodicidade Diária

domingo, 9 de maio de 2021 – 07:18:26

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