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Nissan - Tempestade interior

 

 

Para constante frustração dos meteorologistas, a verdade é que o tempo nunca será verdadeiramente previsível. Mas numas instalações avançadas de investigação com túnel de vento próximas de Paris, uma equipa de técnicos da Nissan possui um poder especial ao seu alcance. Ao premir de um botão, são capazes de controlar com precisão as forças da natureza, desde uma simples brisa, até aos ventos fortes das tempestades tropicais.

 

O seu objetivo? A arte perfeita da aerodinâmica automóvel.

 

 

«O objetivo consiste em reduzir o atrito aerodinâmico do automóvel, o que basicamente significa fazer com que lhe seja mais fácil “cortar o vento”», explica Sarwar Ahmed, Engenheiro de Aerodinâmica na Nissan Europa.

Longe de ser algo que praticamente não existe, o ar consegue na realidade oferecer uma enorme resistência. De facto, as forças aerodinâmicas aumentam exponencialmente com a velocidade, o que significa que o automóvel terá de trabalhar exponencialmente mais para manter o movimento para a frente e “vencer” o ar.

 

Para os automóveis elétricos, a redução do atrito é ainda mais importante. Nas viagens de longa distância e elevada velocidade, sem uma forma aerodinâmica «a grande maioria da energia da sua bateria seria utilizada simplesmente para atravessar o ar», explica Sarwar.

 

Esculpir uma forma

 

Como resultado disso, cada milímetro do desenho de um automóvel tem de ser meticulosamente avaliado para assegurar que a sua forma é tão aerodinâmica quanto possível. O melhor local para o testar? No túnel de vento gigante.

«Durante as fases iniciais do desenvolvimento do automóvel, a Nissan dispõe de mais do que um conceito de estilo», afirma Sarwar. «Utilizamos o túnel de vento para nos fornecer informações detalhadas sobre quais as características ou conceitos que favorecem ou prejudicam a aerodinâmica». Este processo começa logo na definição das proporções ou da forma geral do automóvel, uma fase na qual «podem ocorrer mudanças muito significativas», acrescenta Sarwar.

 

 

Mas não é apenas a forma geral que afeta a aerodinâmica de um automóvel. Por vezes, o ajuste de uma determinada característica pode levar a grandes melhorias. Por exemplo, «As rodas e os pneus contribuem com cerca de 1/3 do atrito do automóvel», diz-nos Sarwar. «Mas uma peça relativamente pequena - como os defletores das rodas - pode orientar o fluxo de ar em redor dos pneus». À semelhança, «os obturadores da grelha que impedem a passagem de ar para o compartimento do motor contribuem em grande medida para a melhoria do atrito».

Uma característica muitas vezes adaptada após os testes no túnel de vento é o posicionamento dos espelhos retrovisores de cada modelo. Através da análise por computador do fluxo de ar ao longo do modelo de teste, a equipa é capaz de identificar os locais nos quais o desprendimento de vórtices (áreas de baixa pressão) é mais forte, o que poderá puxar o automóvel para trás. Para mitigar este efeito no novíssimo Nissan ARIYA totalmente elétrico, por exemplo, isso significa que «os espelhos retrovisores foram montados tipo bandeira e não tipo vela», comenta Sarwar. «Isto faz com que também a aero-acústica seja melhor!»

 

Potência feroz afinada ao seu máximo

 

Para captar os dados científicos mais sensíveis, o túnel de vento foi exclusivamente construído tendo em conta este campo da física. Um solo em movimento permite que as rodas do automóvel rodem para simular a condução numa estrada, enquanto o chão no interior do túnel de vento aspira também o ar na dianteira do automóvel para assim reduzir o crescimento da camada limite, aumentando ainda mais a precisão das medições. Ainda mais impressionante, «todo o túnel está instalado sobre uma balança gigante subterrânea capaz de detetar as mais pequenas forças e medir os binários segundo 6 eixos», conta-nos Sarwar.

 

 

Apesar de testar a essas velocidades poder ser muito divertido, tudo se resume a uma finalidade séria: economizar na perda energética do automóvel, diminuindo assim as emissões em automóveis com motores de combustão ou ajudando os VE e terem maior autonomia. À medida que o mundo muda para o elétrico, Sarwar destaca que «os testes e o desenvolvimento aerodinâmico apenas poderão aumentar em quantidade, garantido que os clientes obtêm a melhor autonomia possível nos seus Nissan».

 

O novo Nissan Ariya coloca este espírito no cerne da sua conceção. Decorrente dos testes no túnel de vento, a sua forma esculpida significa que se trata atualmente do modelo mais eficiente em termos aerodinâmicos de toda a gama crossover da Nissan. Em conclusão, na corrida por uma mobilidade pessoal mais verde, podemos ter a certeza de que mais modelos Nissan serão testados contra a força de uma tempestade, no túnel de vento.

 

1 Medido na escala de Saffir-Simpson.

 

 

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segunda-feira, 14 de junho de 2021 – 20:50:28

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