Orlando Batina, na sua segunda temporada do Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade, tem vindo a mostrar o seu enorme potencial enquanto piloto e uma possível nova montada poderá beneficiá-lo já este ano.

O jovem de Aveiro volta em 2024 a fazer equipa com Sérgio Azevedo aos comandos do BMW M4 GT4 (F82) da Batina Racing e as suas performances, tal como em 2023, continuam a ser de grande nível.
Num plantel que este ano subiu de número de inscritos e de nível, Orlando Batina, com o seu colega de equipa, conseguiu já um pódio em Jarama e tanto em Jerez como no Estoril esteve na luta por um lugar entre os dez primeiros entre vinte e nove carros da categoria GT4 e, isto, com um carro que já não é da geração mais recente.
O piloto da Batina Racing mostra-se satisfeito com a forma como a época tem vindo a correr, mas está determinado para as provas restantes e uma nova montada poderá estar disponível para si e para o seu colega de equipa.

Estão disputadas três corridas, estamos a meio da temporada. Que balanço fazes?
Orlando Batina: Faço uma balanço muito positivo até ao momento. Nunca nos podemos esquecer que isto que nós fazemos é um mero hobby, um momento de prazer e convívio com toda a família e amigos. E assim sendo, se no final de um fim-de-semana de corridas tudo corre bem e regressamos a casa com o carro a andar, é sempre positivo, coisa que aconteceu sempre até agora. Para além disso, atendendo às condições que temos, com um carro que já não é dos mais actuais, temos conseguido boas performances, o que demonstra um bom trabalho tanto do lado dos pilotos como da equipa.
Dos três fins-de-semana realizados até agora, qual o momento ou performance que destacas?
Orlando Batina: Diria que o melhor momento da temporada até agora foi a qualificação que consegui no Estoril, na mais recente prova da temporada. Fui o sétimo mais rápido. Foi uma volta muito boa, quase perfeita. O nível do campeonato está muito elevado e é sempre uma satisfação enorme conseguir qualificar-me à frente de campeões nacionais e internacionais, equipas oficiais com budgets muito superiores ao nosso e de carros muito mais evoluídos que o nosso.

De toda a temporada disputada até agora, qual foi o momento mais desafiante?
Orlando Batina: Penso a segunda corrida de Jarama foi um dos momentos mais exigentes da temporada. Conseguimos um pódio numa pista à antiga, tendo sido obrigados a rodar sempre no máximo onde os erros de pagam caro. Foi um esforço notável de toda a equipa que se traduziu num excelente resultado
Na temporada passada realizaste a tua primeira temporada no Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade e foi também a tua estreia nos GT4. Tens vindo a sentir alguma evolução relativamente à temporada passada?
Orlando Batina: Para ser sincero, sinto que a evolução foi residual. no ano passado, com a vitória a geral na última corrida da temporada, senti que estaríamos muito perto do ‘limite’. Este ano, com uma grelha muito mais competitiva, é normal que o nosso carro, com as dificuldades de ser de uma geração anterior fique um pouco mais para trás. Mas continuamos a trabalhar com empenho para podermos alcançar o seu potencial em todos os fins-de-semana.
Este anos já conseguiste um pódio e estiveste envolvido na luta por lugares entre os dez primeiros, tendo isto em mente, até onde pensas poder ir na restante temporada?
Orlando Batina: Para a restante temporada, ainda não está fora de hipótese ter um carro novo… Mas se isso não acontecer, espero conseguir um bom resultado no Estoril, desta vez com o tanque, que se adapta melhor ao nosso BMW. Isto, claro, sem nunca me esquecer do principal objectivo de um fim-de-semana de corridas – divertir me!