
Celebramos Pessoa e a Poesia no São Luiz
De entrada livre…
Iniciamos março com cinco eventos de entrada livre com bilhetes disponíveis no próprio dia na bilheteira do Teatro ou em espaço público e de livre circulação.
Mensagem ao Vivo
A 1 de março, na sala Bernardo Sassetti, o Teatro São Luiz recebe a terceira sessão de Mensagem ao Vivo, da Mensagem de Lisboa, o jornal local e digital, feito para e com as comunidades da grande Lisboa. Agora, é possível assistir ao vivo numa edição mensal que combina arte e jornalismo. Há conversa, narrativas, poesia, música e ilustrações ao vivo.
Programa: 1 março | 3ª sessão Lisboa Invisível
Apresentação
1ª História | Os “semilisboetas” do Seixal
2ª História | Courenses em Alvalade
3ª História | Rir en portugais
4ª História | Jardins em lugares incomuns
5ª História | A feijoada de Natal do Intendente
6ª História | A herança de Carlos Paredes - Luísa Amaro participa nesta edição para assinalar o centenário de Carlos Paredes, onde vai tocar algumas das suas músicas na guitarra portuguesa e contar um pouco da sua história e percurso
Encerramento e apresentação do desenho de Zhou Yi feito ao vivo durante a sessão.
ABC da Guerra
O ciclo ABC da Guerra, regressa a 4 de março, com o texto Os Negros, de Jean Genet (1958), com o ator Joãozinho da Costa. É um programa de reflexão concebido e conduzido por João Sousa Cardoso a partir da leitura e da análise de obras da dramaturgia moderna e contemporânea relacionadas com a questão da guerra. O ciclo inclui autores nacionais e estrangeiros e decorre até novembro de 2025, com regularidade mensal, na sala Mário Viegas.
Dramaturgia: Paixões
O projeto Dramaturgia: Paixões, de Ricardo Cabaça, é assente nas sete últimas palavras de Cristo, de Joseph Haydn, a 7 de março, recebe o terceiro convidado Martim Sousa Tavares, e até 6 de julho convida o público a refletir sobre Cristo, a Paixão e as suas últimas palavras na cruz.
Em cada sessão são lidas duas peças em formato de leitura encenada, além de uma pequena conversa com um convidado para debater as palavras de Cristo dentro do contexto das artes.
PESSOA – Since I’ve been me
No dia 6, na sala Luis Miguel Cintra, celebramos Fernando Pessoa com o espetáculo PESSOA – Since I’ve been me, no qual Robert Wilson homenageia uma das figuras mais originais do Modernismo do século XX, num espetáculo que olha a poesia de Fernando Pessoa como uma busca e uma interrogação profunda da linguagem como existência. “A sua criatividade expressou-se através do culto e da libertação dos múltiplos eus que existiam na sua cabeça. Não eram pseudónimos. Eram ele, mas também não eram ele. Pessoa chamou-lhes heterónimos. Foram os seus aliados numa grande aventura, a busca pela voz libertada da poesia”, escreve Darryl Pinckney, responsável pela dramaturgia.
PESSOA – Since I’ve been me, estreado em maio de 2024 no Teatro della Pergola, em Florença, Itália, evoca as diversas atmosferas das obras de Pessoa, a fluidez de humor, seja meditativo ou cómico, racional ou anárquico. Uma vida partilhada com personalidades heteronímicas como Alexander Search, Bernardo Soares, Vicente Guedes, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos ou Ricardo Reis. “A liberdade de imagem de Wilson é equivalente a esses alegres e sérios céticos da metafísica. O encenador apresenta Pessoa e o seu círculo como escapistas dos conceitos filosóficos tradicionais”, continua Pinckney, “Wilson está tão atento quanto Pessoa à realidade dos sonhos e à falta de confiança no concreto. Emoções e sensações são mistérios. A força da imaginação poética de Pessoa reside na sua vontade de escrever e de continuar a escrever contra a dúvida e na sua extraordinária capacidade de o fazer numa língua após outra. Capturar a essência da relação da alma humana com o mundo físico é uma música que questiona”.
PHARMACIA POÉTICA
De 6 a 8 de Março, no Quiosque Fauna & Flora, está aberta a Pharmacia Poética, onde a atriz e médica de serviço Luciana Ribeiro prescreve receitas poéticas de acordo com as patologias e aflições de cada um. Na Pharmacia Poética não há paracetamol, apenas comprimidos de poemacetamol que oferecem esperança e conforto e podem ser consumidos em silêncio ou em voz alta. As palavras também curam e para todas as dores da alma pode ser oferecido um remédio literário.
Partindo de um conceito original da poetisa galesa Deborah Alma, que remonta a 2011, a Pharmacia Poética ganha agora nova dimensão ao instalar-se no Quiosque em frente ao Teatro, onde os pacientes têm à disposição uma variada gama de remédios poéticos sob a forma de livros classificados por emoção. A farmacêutica de serviço está disponível para aviar receitas e indicar prescrições para todas as maleitas, que podem ainda ser complementadas com café e bolos do Fauna & Flora. O objetivo, esse, continua a ser, tal como no projeto original Emergency Poet de Deborah Alma, contrariar a ideia pré-concebida de que a poesia é difícil, obscura e elitista e, sobretudo, promover os seus efeitos terapêuticos na saúde mental, desconhecidos de muita gente. Pequenos gestos no Espaço Público.
CONSULTAS POÉTICAS
As Consultas Poéticas, Pequenos Gestos no Espaço Público, acontecem ao ar livre no Largo Trindade Coelho, no centro da cidade junto ao Chiado, e são abertas a todas as pessoas. Nestas consultas, sete atores prescrevem poesia a quem precise dela nas suas vidas. À semelhança de outros países, são feitas na e para a comunidade.
Os médicos de serviço são Cátia Nunes, Diogo Fernandes, Tobias Monteiro, Isabél Zuaa, Zia Soares e mais dois ‘especialistas’ internacionais, que aconselham jovens e adultos com um receituário feito de poemas que curam, confortam e abrem perspetivas para quem os ouve.
Fundadas por Emmanuel Demarcy-Mota, diretor do Théâtre de la Ville de Paris, e pelo dramaturgo Fabrice Melquiot, as Consultas Poéticas nasceram há cerca de dez anos e foram reinventadas por telefone durante o confinamento de março de 2020. Trata-se de um encontro de 20 minutos entre um ator e uma pessoa em torno da poesia.
Para assinalar o Dia Internacional da Mulher, todas as receitas prescritas nesta sessão são de poetas mulheres.
Esta semana…
No dia 26 de fevereiro, estreia-se o segundo espetáculo do ciclo com curadoria de Marco Paiva: A Tempo, Tríptico sobre o Ócio, Memória, de Raquel André e Aliu Baio.
Antes da estreia, no dia 24, há uma conferência com entrada livre, onde os artistas partilham o processo de criação com o público.
Os espetáculos decorrem de quarta a sábado, e tanto os espetáculos como a conferência contam com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, legendagem automática em português e áudio comentário poético.
Todos os bilhetes estão à venda na bilheteira do Teatro e também online.







