Operafest: Festival de Ópera Nacional arranca em Oeiras a 22 de agosto

Evento decorre de 22 de agosto a 11 de setembro
 
Oeiras vai receber pela primeira vez um festival de ópera este verão. O Operafest 2024 arranca a sua 5ª edição nos Jardins do Palácio Marquês de Pombal, no dia 22 de agosto, com duas das óperas italianas mais populares de sempre “Cavalleria rusticana” e “Pagliacci”.
 
O festival de ópera independente “fora da caixa”, liderado pela soprano Catarina Molder e produzido pela Ópera do Castelo, cruzando tradição e vanguarda, está de volta de 22 de agosto a 11 de setembro em novos palcos e parceiros de programação, com ópera vibrante para todos os públicos e que agora tem um novo epicentro em Oeiras, já que o Município é pela primeira vez parceiro do evento.
 
Sob o mote do “Instinto fatal”, o festival de ópera arranca nos sumptuosos Jardins do Palácio Marquês de Pombal, com duas pérolas veristas:  "Cavalleria rusticana" de Mascagni e “Palhaços” de Leoncavallo.  Para os mais novos e toda a família, há ainda a estreia nacional de o contópera “O Polegarzinho”de Isabelle Aboulker.
 
O evento segue depois para Lisboa, no anfiteatro ao ar livre da Fundação Calouste Gulbenkian, com “Don Giovanni” de Mozart. Celebrando os 500 anos do nascimento de Luís Vaz de Camões, a estreia absoluta da cantata performance “Tormento” a partir do Canto V dos “Lusíadas”, na Trienal de Lisboa, Cine-ópera, conferências, workshops, debates, a emblemática rave operática, em “atração fatal no Titanic sur mer e terminando com o ciclo Cine-ópera, com a mesma dupla verista que arrancou o festival”.
 
CAVALLERIA RUSTICANA Pietro Mascagni    22, 24 e 26 AGO 21h
PAGLIACCI Ruggero Leoncavallo
Jardins do Palácio Marquês de Pombal
Grandes Clássicos
Óperas em 1 Acto
Duração: 2h20 com intervalo
Cantado em italiano
Legendas PT e EN
 
O Operafest arranca com dois Grandes Clássicos “Cavalleria rusticana” ou cavalheirismo rústico (1890) de Pietro Mascagni e “Pagliacci” (1892) de Ruggero Leoncavallo, nos sumptuosos Jardins do Palácio Marquês de Pombal, numa nova parceria de programação em Oeiras.  Duas obras primas de 1 ato e dois paradigmas do movimento verista italiano, que enaltece a verdade do sentimento e do canto que pode ser cru e agressivo, mas direto, com emoções verdadeiras e em que a tragédia, o crime de honra, o crime conjugal, os conflitos humanos, passam para a esfera popular, sem mediação ou bonitas palavras.
 
Agora são aldeões de uma aldeia siciliana, gente pobre, que trabalha no campo, que explora uma taberna, lava roupa para fora, ou palhaços de um circo itinerante - os heróis da tragédia, geralmente resolvida à facada na praça pública, à frente de todos.
 
Histórias de amores impossíveis, de ciúmes compulsivos, de abandono, traição e códigos de honra, movidos por instintos fatais, com a música mais emocionante e inspirada que se desenvolve como uma autêntica banda sonora de filme, com árias para tenor que atingiram níveis estratosféricos de popularidade. Autênticas canções pop, que no início do século XX eram cantadas pelo comum dos mortais, na rua  e em versões portuguesas como a ária “Viva o vinho espumejante” - a ária que Turiddu canta alegremente antes do duelo  que lhe colherá a vida ou a emblemática ária do palhaço que de coração partido chora a sua triste sina, de ter de fazer rir os outros quando morre de dor por dentro. Os personagens riem, choram e gritam a sério, o canto é visceral.
 
A actriz e encenadora Mónica Garnel depois da sua aclamada encenação da Flauta Mágica, na edição passada do Operafest, abraça a encenação desta dupla verista, sob a direcção musical do maestro Osvaldo Ferreira, com um elenco liderado pelo tenor mexicano Rodrigo Porras Garulo e grande talento nacional acompanhados pela Orquestra Filarmónica Portuguesa e o Coro do Operafest.
 
Pela primeira vez os Jardins do Palácio Marquês de Pombal, tornam-se palco onde a ópera acontece, transformando-se numa autêntica aldeia siciliana para acolher com grande júbilo, o Operafest!
 
Direção musical: Osvaldo Ferreira
Direção Cénica: Mónica Garnel
Cenografia e Figurinos: Patrícia Costa
Desenho de Luz: Sérgio Moreira
Turiddu: Andeka Gorrotxategi
Santuzza: Catarina Molder
Alfio: Christian Luján
Mamma Lucia: Carolina Figueiredo
Lola: Leila Moreso
Canio: Andeka Gorrotxategi
Nedda: Catarina Molder
Tonio: Jorge Martins
Silvio: Rui Baeta
Beppe: Bruno Almeida
 
Coro Operafest Lisboa
Maestrina: Filipa Palhares
Orquestra Filarmónica Portuguesa
 
O POLEGARZINHO Isabelle Aboulker  28, 29, 30 e 31 AGO 21h
contópera
Jardins do Palácio Marquês de Pombal
Público do Futuro e Inéditos
Versão portuguesa de Luís Rodrigues
M5
Duração: 40’
 
Para o público do futuro é a vez de um breve contópera sobre um pequeno herói que graças à sua inteligência consegue fugir do “instinto fatal”- de todos os que atentam contra a sua vida e à dos seus irmãos - “O Polegarzinho” contópera de Isabelle Aboulker, em estreia nacional, a partir do clássico de Charles Perrault.
 
O mais pequeno de todos os irmãos é o mais esperto e o mais destemido, enfrentando todos os males, desde logo os próprios pais que abandonam  os filhos na floresta onde todos os perigos espreitam e que em busca de ajuda acabam por cair no covil do pior predador de todos – o Ogre. Metáfora para o crescimento em que temos de enfrentar o mundo real onde nada é o que parece e como certos seres humanos conseguem passar, como por magia, por cima dos obstáculos mais intransponíveis – sorte, coragem, imaginação...com a encenação da actriz e encenadora Sandra Faleiro.
 
Direção cénica: Sandra Faleiro
Pianista e direcção musical: Francisco Sassetti
Adereços e Figurinos: Patrícia Costa
Maestrina crianças: Rute Dutra 
 
Polegarzinho e 2 irmãos, crianças solistas
Ensemble infantil Operafest
Narradora: Joana Campelo
Mãe e mulher do Ogre: Beatriz Volante
Pai e Ogre: Ricardo Rebelo Silva
 
AGENDA COMPLETA:
22, 24 e 26 de AGOSTO, 21h00
Cavalleria Rusticana Mascagni & Pagliacci Leoncavallo
Jardins do Palácio Marquês de Pombal - Oeiras
Grandes Clássicos
 
28, 20, 30 e 31 AGOSTO, 21h00
O Polegarzinho Aboulker
Jardins do Palácio Marquês de Pombal - Oeiras
Público do futuro e Inéditos
Link Bilhets
 
30, 31 AGOSTO, 2 E 4 SETEMBRO, 21h00
Don Giovanni Mozart
Anfiteatro ao ar-livre Gulbenkian
Grandes Clássicos
 
2 SETEMBRO, 18h30
O mito de Don Giovanni
Conferência por João Pedro Cachopo
Auditório âmbito cultural, el corte inglés Lisboa
Ópera Satélite
Entrada livre por marcação
 
5 SETEMBRO, 18h30
V de Verismo
Conferência por Paulo Ferreira de Castro
Auditório âmbito cultural, el corte inglés Lisboa
Ópera Satélite
Entrada livre por marcação
 
5 e 6 SETEMBRO, 21h00 e 22h00
Tormento
Performance Cantata Gustavo Sumpta/ Nuno da Rocha
Trienal de Lisboa Palácio Sinel de Cordes
Ópera Satélite Camões 500 anos
 
7 SETEMBRO
15h00
O rapaz do cabelo verde de Joseph Losey
Cinemateca Portuguesa
Cine-ópera júnior
 
17h30
Non, ou a vã glória de mandar e
Velho do Restelo de Manoel de Oliveira
Cinemateca Portuguesa
Cine-ópera Camões 500 anos
 
23h00
Rave Operática
Titanic sur mer
Ópera Satélite
 
9 SETEMBRO 21h00
Juan de Kasper Holten
Cine-Ópera
Cinemateca Portuguesa
 
10 SETEMBRO, 19h00
Pagliacci de Franco Zefirelli
Cine-Ópera
Cinemateca Portuguesa
 
11 SETEMBRO, 19h00
Cavalleria rusticana de Franco Zefirelli
Cine-Ópera
Cinemateca Portuguesa
 

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