Projeto com a mentoria de Liliana Duarte, em torno do pão e dos moinhos, fomenta tarde recheada por Conversa, Oficina de Culinária e Música

No dia 11 de novembro, na Casa da Memória de Guimarães (CDMG), a essência do mais vital produto – o pão – inspira uma tarde de celebração e encontro entre vivências, símbolos, histórias, pessoas e objetos em torno do pão e dos moinhos. E à volta dele vamos assim partilhar, aprender, fruir. É com o pão como ator principal deste "Remoinho", projeto de Liliana Duarte, que estamos todos convidados para uma conversa, com início às 14h30, seguida de uma oficina de culinária prática com a Chef Liliana Duarte e o Chef Álvaro Dinis Mendes, às 15h15, e um momento musical com os músicos Madalena Gonçalves e Luís Almeida, a partir das 16h30.
Projeto de investigação e de comunidade da Casa da Memória de Guimarães, "Remoinho" é um projeto-viagem de 12 meses que pretende celebrar a vida que há no pão, assentando na ideia de juntar as pessoas em torno das questões do património imaterial e material dos moinhos e dos processos de moagem dos cereais. No seguimento do trabalho que tem desenvolvido e do qual resultou o livro "Paladário", uma edição da Casa da Memória, Liliana Duarte prosseguiu a sua investigação sobre o cultivo e a colheita do trigo, do centeio e de outros cereais mais antigos usados para o fabrico do pão do Minho, materializado neste projeto que vai além do sabor: vai pela ruralidade adentro à procura do som das águas nos moinhos que ainda preenchem a nossa paisagem.
Nesta segunda sessão do projeto (a primeira teve lugar no mês de março), são convocadas outras mãos e vozes para fazerem parte desta homenagem. Cada lugar revisitado estará assim reunido na Casa da Memória através de uma tarde de encontro e comunhão, onde significados e memórias de outrora são reconhecidos e integrados naquilo que somos hoje.
A tarde começa com uma conversa em torno dos moinhos, numa homenagem a estes lugares que, por vezes, são esquecidos. E porque a vontade de eternizar as vivências se expande pelo sabor, nesse casamento da farinha com a água, amassaremos juntos na oficina de culinária "Da Massa à Mãe - como nasce uma broa?" com a Chef Liliana Duarte e o Chef Álvaro Dinis Mendes. Também pelo canto, trazem-se aqui outras narrativas do processo onde a voz dos músicos Madalena Gonçalves e Luís Almeida ilustra e potencia o ciclo do pão com a performance musical "Um Canto pelo Pão - celebrar o pão através das vozes que, pelo pão, construíram a sua arte".
A participação nesta tarde é gratuita, sendo desejável inscrição prévia através do formulário disponível online em www.casadamemoria.pt.
Chegados a esta fase do projeto, é tempo de convidar a comunidade a fazer parte das atividades que estão previstas para 2024. Sendo um projeto de celebração comunitária, "Remoinho" convoca assim todos aqueles que queiram constituir um pequeno grupo temporário de exploração dos sentidos, objetos e pessoas no território, com vista a uma performance artística encenada por Manuela Ferreira ("Voltas ao Pão – Assim se amassa, assim se peneira, assim se dá voltas ao pão na masseira") que pretende desbravar caminhos através do corpo e do desenho de contornos, mais ou menos nítidos, da nossa memória e legado existente do moinho até ao pão, a qual culminará numa apresentação final a decorrer em abril e maio do próximo ano.
Outra Open Call está igualmente disponível para constituir um pequeno grupo de canto que, através da exploração da voz, visa homenagear a herança alimentar em torno dos moinhos e do pão tradicional. Em "Um canto pelo Pão", com Luís Almeida e Madalena Gonçalves, a voz é convidada a potenciar e ilustrar o ciclo do pão, os seus significados atuais e as inquietações que daí derivam, culminando de igual forma numa apresentação final à comunidade em abril de 2024.
Quem quiser integrar estes grupos, basta inscrever-se através do formulário disponível online em www.casadamemoria.pt, até ao dia 30 de novembro. A participação é gratuita.
LOJA OFICINA COMEMORA ANIVERSÁRIO DE ALBERTO SAMPAIO
Também neste mês de novembro, mais propriamente no dia 25, às 15h00, chega a vez de celebrarmos, na Loja Oficina, um dos homens fundamentais do século XIX em Guimarães. Assim, no ano do centenário da edição póstuma da obra de Alberto Sampaio, reunida em dois volumes sob o título "Estudos Históricos e Económicos", a Loja Oficina abre as suas portas para a realização de mais um evento com enfoque nesta personalidade vimaranense.
Nesta tarde passada em pleno centro histórico de Guimarães (Rua da Rainha D. Maria II) e aberta à participação de todos, assinala-se esta efeméride com a apresentação pública do Fundo Alberto Sampaio, doado recentemente pela Família Sampaio da Nóvoa ao Município de Guimarães, bem como com uma visita à exposição "«Que te parece a impiedade?»: Antero e os Sampaio", um núcleo expositivo de fotografias e objetos, que se encontra patente na Loja Oficina, casa onde nasceu Alberto Sampaio.