Nani Medeiros canta Clara Nunes no Samambaia Bar

 
Nani Medeiros canta Clara Nunes - Concerto em homenagem à cantora brasileira será neste sábado, dia 28, no Samambaia Bar
Um concerto com a energia dos orixás: é o que promete o espetáculo “Nani Medeiros Canta Clara Nunes”, no próximo sábado, no Samambaia Bar, em que a cantora passeia pelo repertório da artista brasileira, a interpretar seus maiores sucessos e também canções não tão conhecidas do grande público. João Pita a acompanha no violão de 7 cordas. 
 
No ano em que completaria 80 anos, e já se vão também 40 anos de sua morte, Clara Nunes segue como inspiração para muitos artistas. Ela falava de liberdade e lutava contra o racismo religioso em uma época que o tema quase não era comentado. Nascida em Minas Gerais, Clara descobriu-se no Rio de Janeiro, ao ver o mar pela primeira vez e encantar-se com os tambores africanos, que a levaram a duas novas e intensas paixões: o samba da Portela e os terreiros de umbanda e candomblé, religiões de matriz africana. 
 
SERVIÇO
Nani Medeiros canta Clara Nunes
Sábado, 28 de outubro, às 20h
Samambaia Bar - Rua da Voz do Operário, 13, Lisboa - 1100-621
Bilhetes: 10€
Reservas pelo telefone 216 075 810
 
SOBRE NANI MEDEIROS
Nani Medeiros nasceu no Brasil, mais precisamente no Rio Grande do Sul, em 1985. É cantora, atriz e apresentadora. Já cantou ao lado de artistas como Fito Paes, Vanessa da Mata, Maestro João Carlos Martins e Antonio Villeroy, entre outros. Tem como principais referências grandes nomes da música brasileira como Elizeth Cardoso, Clara Nunes, Nana Caymmi e Elis Regina, e na música portuguesa o fado de Amália Rodrigues. Em 2016, começou a cantar fado e conquistou projeção nacional, o que a levou, no ano seguinte, a apresentar-se pela primeira vez em Portugal, onde vive atualmente. O formato de seus shows e apresentações costumam variar desde banda (voz, violão 7 cordas, violão 6 cordas, cavaco, piano e percussões) até formatos reduzidos como "voz e violão". No formato “Duo”, Nani trabalha atualmente com o músico violonista Junior Pita (integrante do “Regional Imperial” – grupo instrumental brasileiro de Choro), e juntos apresentam diferentes shows de música brasileira, Fado e do encontro dessas duas culturas musicais.
 
SOBRE O SAMAMBAIA:
O simpático SAMAMBAIA BAR, inaugurado há três anos, firmou-se na cena lisboeta como uma embaixada informal da cultura brasileira. Mas não só: ao frequentar a casa, descobre-se que, no seu conceito, as fronteiras não existem. Os limites esbatem-se e somos convidados a fazer parte deste movimento que revela um local de diversidade, com as portas abertas para os novos talentos tal como para artistas consagrados, tanto do panorama brasileiro como nacional e internacional  É a mistura é que faz a magia do local acontecer.
 
Localizada na boémia Graça, bem em frente à paragem do icónico eléctrico 28, a casa funciona de segunda a segunda, e conta com 140 lugares no total, divididos entre o salão principal e as suas esplanadas. A programação artística tem início a partir de terça-feira e estende-se até sábado - ou domingo, a depender da época do ano.
 
“O Samambaia nasceu em 2020, em plena pandemia, com o intuito de ser uma casa de boa música brasileira em Lisboa e um espaço de encontro de artistas. Um local em que os músicos que estavam aqui, a viver ou em lockdown, pudessem ter um palco. Desde então, temos muito orgulho por termos realizado mais de 250 concertos. Fomos o palco de estreia na Europa de nomes como Bala Desejo, Dora Morelenbaum, Bem Gil, Chico Brown, Júlia Vargas, Pedro Sá e Victoria dos Santos, além de termos recebidos renomados artistas como Danilo Caymmi, Domenico Lancellotti, Bernardo Lobo, Fred Martins, Antonio Villeroy e Marcos Sacramento”, informa Amanda Menezes, sócia da casa. 
 
Além das rodas de samba, a casa é o berço da “Roda de Santo”, projeto criado por Álvaro Lancellotti, que é uma celebração dos pontos de Umbanda (religião afro-brasileira de matriz africana). Foi também no Samambaia que surgiu a GIRA, a primeira roda de samba formada apenas por mulheres.
 
“O público local elegeu o nosso Samambaia como melhor bar do ano no concurso “Love Local Awards”, promovido pela revista Time Out Lisboa, e também fomos contemplados com o prémio “Ibermúsicas", comemora Andrea Zamorano, sócia da casa, sem esconder o orgulho que sente. “O apoio do prémio Ibermúsicas permitiu ampliar muito o alcance do projeto do Samambaia, que pode investir em uma equipe de marketing e de criação de conteúdos e promover ainda mais a internacionalização de artistas em ascensão, em especial os que promovam as temáticas étnico-raciais e de género”.
 
Para além da música, o Samambaia traz na sua programação outras manifestações artísticas: a partir do dia 04 de outubro, o teatro vai ocupar o palco da casa às quartas e quintas-feiras; já as terças-feiras ficam reservadas para a criação e apresentação de performances literárias de autores das mais diversas áreas.
 
Como em toda boa casa brasileira, não pode faltar boa comida e bebida. Todos os dias até às 16h funciona um brunch repleto de comidinhas boas do Brasil. Os destaques do cardápio dos espetáculos da noite vão para os deliciosos dadinhos de tapioca (6€), o escondidinho de bacalhau (14€), o Caldinho de Feijão (3,5€) e os famosos hambúrgueres Ressaca (queijo cheddar, cebola caramelizada, maionese de alho, bacon, tomate, alface e chips de batata doce) e Veggie (de quinoa e grãos, com húmus de beterraba, espinafres, tomate, cebola caramelizada e chips de batata doce), ambos a 13€. Para acompanhar, drinks como o Samambaia Daiquiri (maracujá, manjericão, cachaça e agave, 9€), Portobucha (kombucha artesanal e vinho do Porto branco, 6€) e a nova sangria de maracujá (16€ a jarra de 1L). O cardápio completo está disponível em samambaia.pt/menus/pt.
 
O espaço é composto por amplas janelas, com muita luz natural, plantas e cartazes dos vários espectáculos que já passaram pelo palco da casa e uma decoração que transporta para o Rio de Janeiro, cidade de nascimento das proprietárias. O bar tem sempre playlists que mesclam o contemporâneo com os clássicos das músicas brasileiras, muitas vezes relidos em novas versões, de jovens artistas, o que traz para o ambiente uma atmosfera moderna e refinada. Além, claro, da simpatia e da alegria dos seus colaboradores sempre solícitos. Aqui respira-se Brasil.
 
A casa prioriza, ainda, a economia circular e o zelo pelo ambiente ao comprar insumos de pequenos produtores e fornecedores locais, além da não utilização de plásticos e da recolha dos óleos usados. O público também conta com as ações de democratização do acesso à cultura, ao pagar valores abaixo da média para os espetáculos de excelente qualidade:  os bilhetes custam apenas 10€ por pessoa, e o valor é 100% destinado ao artista.
 

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