Uma colaboração do Grupo Chiado
Maura Airez, também conhecida como a “Princesa do Fado”, tem 20 anos e uma firmeza na voz que, com jovialidade, traz nos clássicos da nossa essência e cultura musical portuguesa, uma força e um magnetismo que não passam, de todo, despercebidos. Maura falou-nos um pouco de si e do seu percurso e nós partilhamos tudo!
GC - Maura, como surge a música na tua vida?
MA - A música sempre esteve presente na minha vida desde muito nova. A minha mãe também canta.
GC - Porquê o fado?
MA - O meu avô nasceu no bairro da Mouraria onde ouviu fado desde menino. Em casa sempre ouvimos fado, mas penso que o bichinho já estava dentro de mim.
GC - Dedicas-te a ele a 100%?
MA - Sempre, o fado completa-me.
GC - Completa a frase: “Para mim, fado é.....”
MA- Para mim o fado é vida!
GC - Já te destacaste por várias vezes. Que prémios constam já no teu currículo?
MA- Festival Model and Talent World 2015 (na Turquia, melhor talento). E o 1° prémio no concurso realizado pela rádio sim com parceria do museu do fado e Universal Music, em 2016.
GC - Ninguém estava à espera de toda esta nova realidade a que nos tivemos de habituar. Como adaptaste a tua rotina em casa?
MA- Foi bastante difícil para mim, estava habituada a sair todas as noites para cantar. E não poder fazer aquilo que mais gosto deixa-me um pouco stressada. Mas tentei realizar os meus dias da melhor forma e com quem mais gosto.
GC - Aproveitaste para escrever alguns temas?
MA - Aproveito sempre para transmitir aquilo que sinto para um papel, apesar de nunca ter partilhado nada meu! Talvez possa vir a mostrar algo que tenho sentido para mim.
GC - Este ano, já lançaste a versão “ Dois Corações” dos Melim. Como surgiu esta ideia?
MA - Sim! Foi uma ideia engraçada.
Uma noite na Tasca do Chico, onde canto todos os domingos, conheci a famosa banda os “Melim”.
Estive um pouco à conversa com eles e com o manager e surgiu a ideia de um dia gravar ou transformar uma música deles em fado ou vice versa. Sem compromisso, claro! De facto, resultou muito bem, as pessoas aderiram imenso.
GC - Estás neste momento a preparar o lançamento de “Meu Amor É Marinheiro”. O que é que o público pode esperar desta interpretação?
MA - O meu amor é marinheiro já foi gravado em 2016, e algum público do fado já o conhece. É um tema lindíssimo de criação de Amália Rodrigues! Com letra de Manuel Alegre e música de Alain Oulman. Este ano, será lançado em todas as plataformas digitais para que todos consigam ouvir em todo o lado.
GC- Para este ano, tinhas como meta a tua estreia discográfica. Como estão a correr todos os preparativos? Já tens um nome que possas desvendar? E data de lançamento?
MA - O lançamento estava agendado para este ano, contudo, vamos fazer os possíveis para que isso aconteça! Vai ser difícil porque temos restrições para tudo. E eu prefiro fazer as coisas em segurança e talvez o disco demore mais a ser lançado.
GC- Naquele que vai ser o teu primeiro álbum o que é que pretendes transmitir ao público? O que queres que o público sinta ao ouvi-lo?
MA - Fado. Vou fazer com que as pessoas ouçam e sintam que é fado. Com a minha jovialidade, quero transmitir isso.
GC- Como cantora, como te caracterizas? Como caracterizas o teu fado?
MA - Como fadista, sinto que o meu fado é verdadeiro. Eu canto o que sinto, naquele momento, naquela hora.
GC- Se não fosses fadista, vias-te a cantar outro estilo musical? Se sim, qual?
MA - Na verdade, eu já cantei outro género de música. Mas neste momento sou fadista. Posso cantar outro género musical, mas o fado vai estar sempre presente.
GC- Que mais consideras importante dizer/partilhar com o público para que te fique a conhecer melhor?
Sou uma rapariga que não desiste, sou fadista e irei sempre ser. Quando quero uma coisa, eu consigo!