14 anos ao serviço do Desporto em Portugal

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Vamos conhecer o Boxerpa

 

 

Vamos conhecer o Boxerpa, um caso de sucesso e muito trabalho no ensino do Boxe, no treino de campeões e interacção com a sociedade.

 

Em 2011 eram dados os primeiros passos do Boxerpa, ainda sem utilizar este nome, numa casa particular com a prática do boxe entre um grupo de amigos. Treinos esses dados por Carlos Gaspar, recentemente regressado do estrangeiro para vir viver na Cidade de Serpa.

 

Carlos Gaspar não baixa os braços e do barracão agrícola onde treinava com os seus amigos e com cerca de mil euros na mão requalificou o local começando a receber mais potenciais praticantes.

 

O mentor do projecto, continua os seus esforços apresentando à Câmara Municipal de Serpa o seu plano desportivo cuja base seria o Boxe Olímpico, modalidade que não existia federada em todo o Alentejo. Carlos Gaspar procura captar o interesse dos jovens de modo a criar atletas de competição e integração de pessoas que a nível social necessitam de apoio de correcção comportamental. Nesta linha a Câmara de Serpa cedeu três espaços num dos pavilhões municipais para o desenvolvimento da arte, conseguindo desmistificar a prática do boxe somente como modalidade olímpica, assim como o estímulo à não violência e luta de rua.

 

Através do marketing feito e da utilização das redes sociais, começaram a ser mais conhecidos e a interagir com associações de outras localidades com intercambio de ideias e na participação em eventos, tais como a famosa feira Ovibeja entre outros.

 

Em 2012 começam a recolher frutos do seu trabalho, com a participação de três atletas da associação nas Seixaliadas, sendo dois homens e uma mulher.

 

Já 2013 foi um ano histórico para o Boxerpa, tendo sido registado na Federação Portuguesa de Boxe.

 

Houve uma integração com outras modalidades, como a ginástica localizada e o Pilates, continuando a crescer e até ao convite do IPDJ a comparecer no JAMOR como representantes do distrito no dia da Juventude.

 

O projecto “Cuidar de Mim” teve âmbito de origem social, para trabalhar com entidades publicas e privadas afim de receberem pessoas de todas as idades com dificuldades de caracter psicológico e social, com o auxílio de uma equipa multidisciplinar composta por um psicólogo, uma assistente social e um treinador desportivo.

 

 

O Boxerpa não para de crescer, com protocolos com a creche de Serpa, para introduzir o Boxe educativo logo em crianças dos 3 aos 5 anos.

 

Continuam também a receber atletas com limitações físicas, como o caso de uma mulher de 21 anos com uma limitação superior a 50% em todo o lado direito do corpo, aliada a essa incapacidade vem a depressão, a frustração e os comportamentos de risco que a estavam a impedir de seguir a sua vida de forma normal. Inserida no Boxerpa e em paralelo com a psicoterapia começou a desenvolver trabalho funcional.

 

Carlos Gaspar celebra um protocolo com as autoridades locais, neste caso a GNR de Serpa, sobre o ensino da modalidade de defesa pessoal Kravmaga sendo indicados (não oficialmente) jovens entre os 12 e os 17 anos com maus comportamentos a nível escolar e de risco. Foi trabalhado em cada um deles o processo de terapêutica comportamental tendo ganho a confiança desses grupos e os resultados foram bastante positivos. O protocolo com a GNR foi importantíssimo de forma a abrir numa perspectiva de recuperação destes jovens em vez de uma punição judicial.

 

O ano de 2014 foi para ganhar títulos: no campeonato nacional feminino (júnior) em boxe com uma menina que fez historia na modalidade em Portugal sendo a primeira alentejana a ser campeã nacional em boxe, e com uma outra atleta sénior como finalista da taça de Portugal. De 2014 a 2018 teve 3 campeãs nacionais femininas , um vice campeão nacional júnior masculino, terminando em 2019 com a atleta internacional 4 x França , Espanha, Alemanha e Suécia. Sandra Markes  (A MAGNIFICA) que em 15 combates. O lugar mais baixo do podium que teve foi a 3ª posição.

 

Os projectos não param de crescer, desde o “Cuidar de Mim” sendo a primeira associação desportiva com protagonismo social, e programas dedicados para a acção social. Aqui um dos 15 jovens inseridos no programa torna-se atleta de boxe, ganha o campeonato regional e fica como vice-campeão nacional de boxe. O jovem atleta com síndrome de down teve na altura destaque mediático.

 

 

Há um contínuo acréscimo na obtenção de títulos por parte dos alunos da associação. Esta associação tem uma dinâmica muito interessante, não para. Quando termina uma acção já está a pensar na próxima, é com este espírito que Carlos Gaspar, a sua equipa e os seus atletas vivem o Boxerpa.

 

Os casos de jovens encaminhados pelo centro de Saúde de Serpa com idades entre os 12 e os 17 anos da unidade de Psicologia, os protocolos com as escolas fizeram em 2016 mais uma campeã no campeonato nacional sénior, a integração na equipa multidisciplinar de uma advogada criminal tento em conta que os jovens em risco já têm problemas com a justiça, e desta forma se consegue abranger esta área e ter conhecimentos mais amplos das situações.

 

Nem tudo são rosas, em 2016 a equipa perdeu dois jovens em risco, pois a sua residência dista mais de 15Km do local de treino. Isto gerou frustração e angústia e a necessidade de lutar para obter uma carrinha para o transporte destes alunos, para não perder talentos e aumentar os casos de sucesso.

 

A interação de civis e forças de segurança na defesa pessoal é uma das áreas abrangidas pela Boxerpa, em que foram demonstradas e ensinadas técnicas de defesa pessoal a pessoas de terceira idade.

 

Se falarmos de números, temos um excelente ano de 2016, que contaram com 449 presenças batendo o record ao longo destes 365 dias, de modo mais assíduo no conselho de Serpa.

 

Em 2017 também foi um ano de mais desafios, ou seja a mãe de um jovem de 16 anos pediu para receber o seu filho para praticar boxe, e através de negociações com a Segurança Social no projecto “Cuidar de Mim”, fez com que o jovem tenha a oportunidade de voltar à escola, e reorganizar a sua vida sem ter que ser submetido a um eminente internamento que estava prestes a acontecer.

 

A estreita colaboração com a direcção regional do IPDJ de Évora sugere que o Boxerpa se candidate a instituição de utilidade pública e poder concorrer a subsídios e outros concursos, dado que o volume financeiro anual é reduzido e a direção não está contemplada como “jovem”, assim podem ser mais ajudados e estar em permanente trabalho junto.

 

 

Uma acção interessante que a associação criada por Carlos Gaspar realizou foi um estudo que em cada 32 agregados familiares, 20 dos quais com filhos até ao 4º ano fazem os trabalhos escolares após as 20h00. Então após este estudo a equipa decidiu criar um projecto o “E.D- estudo e desporto”, ou seja os pais viriam deixar as suas crianças às 18h45 ao Boxerpa e duas pessoas acompanham-nos nos estudos e nos trabalhos de casa, e depois vão fazer boxe educativo até às 19h30, de forma a dar-lhes qualidade de vida familiar e praticar uma modalidade proporcionando-lhes a saúde. A ideia ficou para aprovação da autarquia mas até agora não houve progressos.

 

Os resultados também importam e muito, tal como foi o ano de 2018 com uma jovem de 15 anos e um sénior na competição. Ela é cadete na categoria de 66Kg medalhada com prata no mais conceituado e importante torneio feminino do mundo o “Golden Girl”, sendo também campeã Ibérica em torneio particular, campeã regional em que nos primeiros 5 meses fez 8 combates venceu 7, um deles por K.O. em Março de 2019 tinha feito 15 combates, sempre com presença no pódium tanto em Portugal como na Alemanha, França entre outros locais.

 

A Segurança Social também aposta no Boxerpa encaminhando jovens a cumprir trabalho comunitário, em que além do trabalho funcional também têm a componente desportiva, e assim praticam aqui a sua pena e em simultâneo é transmitido e interiorizado o espírito desportivo.

 

Em 2018 o Diário do Alentejo fez um trabalho sobre o programa “Cuidar de mim”. De seguida concorreu à INESCO com e ganhou o primeiro prémio de jornalismo de inclusão com essa matéria.

 

Vamos falar com Carlos Gaspar e com o seu aluno Emanuel Machado sobre o projecto Boxerpa mas também da parte inclusiva, o trabalho com pessoas portadoras de deficiência.

 

 

AMMA: Carlos Gaspar, acabado de chegar do estrangeiro teve logo uma ideia inédita em Serpa, que aos poucos tomou a dimensão que tem hoje. Estava à espera disso?

 

Carlos Gaspar:Não, começou apenas com a ideia de ter chegado a uma zona onde precisava de manter-me em forma dentro das minhas modalidades. Mas não havia o local onde podia praticar uma modalidade de combate. O mais próximo era a 30 km na cidade de Beja onde existe uma escola de Muai Thay o que seria dispendioso e nunca foi uma modalidade com que me identifico embora tenha praticado boxe francês [savate ], Kick Boxing e Karaté. O boxe sempre foi a minha modalidade preferida. Como tal decidi aproveitar um espaço onde residia e começar a pratica. Fui convidando algumas pessoas que fui conhecendo e pensei que seria interessante iniciar um grupo organizado. Depois tudo foi acontecendo. Tomei conhecimento que no Alentejo não existia nenhuma escola oficial de boxe. Houve apenas uma época em que se tentou colocar a modalidade na região mas sem sucesso. Achei desafiante e acreditei.

 

AMMA: Os conhecimentos que trouxe de fora foram determinantes para desenvolver a Boxerpa?

 

CG: Conheci o Boxe nos paraquedistas em 1990. Dediquei-me à segurança privada quando sai do serviço militar e fui praticando. A minha  experiencia como militar em frança deu-me muita energia e determinação para avançar com a mesma determinação naquilo em que acredito. Digamos que tudo isto foi um reflexo da experiencia de vida.

 

AMMA: Acha que em Portugal é mais difícil conseguir a concretização destes projectos comparando com o país de onde veio?

 

CG:Pergunta pertinente. Penso que criar associações não e difícil, no entanto as associações sem fins lucrativos quando fazem trabalhos importantes sobem de patamar  e deixam de conseguir apoios que são fundamentais para a continuidade do trabalho. Boxerpa disparou em diversas linhas de trabalho. Fazer crer as pessoas e as instituições de que se esta a fazer um trabalho honesto requer muita seriedade e dedicação. Apenas posso afirmar que em regiões de pouca densidade populacional, como está inserido o Boxerpa, uma associação se quer estar lá em cima em franco desenvolvimento e projectar o seu trabalho para fora dando exemplos de igualdade e inclusão para todos, os municípios e os seus gabinetes são sem dúvida fundamentais.

 

AMMA: Qual é a primeira reacção das entidades quando lhes apresenta um projecto pela primeira vez? Acha alguma resistência ou abertura para os apoios que necessita para implementar os projectos?

 

CG:O plano foi muito bem pensado, embora a vertente de apoio social tenha vindo depois dos pilares estarem firmes. O Boxe em Serpa era apenas conhecido por 2 ideias: os filmes e a violência. Desmistificar isso é algo em que ainda hoje trabalhamos. Chegam-nos relatos de meninos que estão em outras modalidades e que pedem para fazer boxe e os pais por receio e falta de conhecimento sobre a modalidade não deixam. No entanto somos felizes e temos através dessa nossa felicidade devido à oportunidade que nos deram, fazer todos os outros que estão connosco felizes também.

 

AMMA: Como referiu na introdução que nos fez, trabalha com entidades como GNR, IPDJ, SS, alunos em risco social, pessoas portadoras de deficiência, terceira idade entre outros. Como foi a adesão pela parte da GNR e dos cidadãos que experimentaram o Kravmaga, como defesa pessoal?

 

CG:Foi boa, perceberam que havia dentro da modalidade oportunidade para melhorarem a sua interação com os outros, isto no que respeita a bombeiros e policias. Sabe-se que quem não sabe imobilizar tem de bater, ora isso e punível por lei para todos e ajudou muito. Em relação aos praticantes do ponto de vista geral ou civil, conhecendo a história social da região, onde festas e a cultura do vinho existe, onde as vilas ainda fazem trivialidades entre si a moda antiga, decidimos que as aulas de defesa pessoal só estariam abertas a maiores de 18 anos. Houve casos que por justificação de os praticantes serem vítimas ou outras especificidades serem aceites mas só com autorização por escrito dos pais.

 

AMMA: E como é o trabalho com jovens em risco, e portadores de deficiência? Como trabalha estes casos?

 

CG:Dava linhas e linhas de escrita... Cada caso é um caso, tem de haver abertura de espírito, lucidez, mas acima de tudo é muito importante estar a par das tendências, modas, verbalização e comunicação dos grupos, conhecer o registo familiar e ser disciplinados e dar disciplina, sempre mostrando que quando apertam os sentimentos menos positivos, as frustrações, indecisões e magoas de alma… o Boxerpa é sempre o porto de abrigo disponível para um abraço, uma posição firme e justa para a situação ou mesmo intervindo para fora. Damos a cara por os que estão connosco.

 

AMMA: O caso de sucesso da aluna que refere que tinha acima de 50% de incapacidade física, foi desafiante? Em que aspectos?

CG: Foi o nosso projecto piloto que nos deu o primeiro prémio de mérito pela associação Alentejo de excelência .

Jovem adulta , a sair da adolescência totalmente saudável até ser descoberto um tinha um temor na cabeça aos 21 anos. A operação não foi tao boa como se desejava e afectou a mobilidade do lado esquerdo. Uma jovem que relembrava os vídeos, as fotos e as brincadeiras enquanto saudável. Agora estava muito deprimida e desorientada. Foi um grande desafio pois enquanto trabalhava em regime voluntario na recepção do Boxerpa e fazia terapia com o psicólogo. No Boxerpa era incentivada a interagir com os outros, estabelecer regras e compromissos… quando não tinha nada disso o resultado dessa luta incrível que travámos todos juntos com lágrimas, tristezas, zangas e missões cumpridas. Foi um sucesso enorme. Temos uma mulher nos dias de hoje completamente integrada, no mercado de trabalho e feliz .

 

AMMA: Sabemos do seu aluno Emanuel Machado ser mais um caso de sucesso, como tem sido trabalhar com ele?

 

CG: O Emanuel é obviamente o exemplo de que cada caso um caso. Sem pretender invadir a privacidade do Emanuel, penso que posso expressar que vi neste jovem um brilho especial que não foi reconhecido talvez por estar inserido em grupos de ensino especial.

Mas fazer aparecer este brilho não foi fácil, o Emanuel tem um objectivo incrível que é tirar a carta de condução, e isso está a revelar que o crer está fazer mover as montanhas na vida do Emanuel.

Entrega, sentido de responsabilidade e dedicação, muita dedicação. Para mim é-me impossível não respeitar uma pessoa com essas competências. Estamos a fazer exercícios específicos para o aumento da coragem, do manter o foco nos objectivos, e acreditamos com o Emanuel no seu objectivo.  Está claramente mais reforçado no seu carácter e sabe bem onde está, de onde vem e o que quer. No Boxerpa somos honestos. Foi dito ao Emanuel que não podíamos dizer se ia tirar a carta, mas podemos lhe dizer que estamos com ele a trabalhar para o seu objectivo, e vamos até onde pudermos ir, e quando já não pudermos ir… iremos pedir a alguém.

 

AMMA: Falando agora com o Emanuel, como conheceu o Boxerpa?

 

Emanuel Machado:Eu não conheci o Boxerpa diretamente, mas sim conheci o Gaspar, que me convidou.

 

AMMA:Como se interessou pela actividade do Boxe?

 

EM:Para poder realizar o meu Sonho (Tirar a Carta). Foi tipo como diz e muito bem o Gaspar, é um estímulo, pois quero Tirar a Carta de Condução, pois disseram-me no Centro de Paralisia Cerebral de Beja eu tinha falta de Rapidez e Agilidade. Depois de ouvir isso andei uns dias triste mas depois lembrei-me do Convite do Gaspar e aceitei-o.

 

AMMA: Mesmo na vertente do desporto adaptado, sentiu dificuldades no início? Os seus instrutores foram determinantes para que tomasse o gosto pela modalidade?

 

EM: Sim eu hoje em dia sou diferente do que era antes de entrar no Boxerpa, e são muito bons treinadores, adoro-os, gosto bastante de trabalhar com eles, e claro o melhor de tudo as experiências que tenho tido no Boxerpa: já são e ainda vão ser muito melhores.

 

AMMA: Quantas vezes por semana treina?

 

EM: Terças e Quintas as 19h e Sábados às 17h.

 

AMMA: Que mensagem gostaria de deixar aos nossos leitores que tenham a oportunidade de praticar uma modalidade de desporto adaptada?

 

EM:Eu gostava de deixar aqui a seguinte mensagem: Nunca desistam dos vossos sonhos pois são um dos vossos bens mais preciosos e nunca baixem os braços. Lutem com o coração, com toda a vossa paixão.  Vão à luta sem medo, não existe derrota, o que parece um treino não bom, é uma aprendizagem para que no próximo treino e corrigires. Eu aprendi muito com o Gaspar pois onde eu via coisas erradas, o treinador via erros para corrigir. E nunca, mas mesmo nunca te deixes que te digam o que és, que te passem por cima ou que te tratem como um fraco e inútil, pois quem luta pelos sonhos, uma pessoa com atitude e com objetivos na vida. Só quem luta e se esforça consegue construir o seu próprio caminho para um futuro melhor.

Espero que um dia eles se realizem, e venham ao Boxerpa esta Maravilhosa Casa que só me tem voltado a dar esperanças e experiências únicas na minha vida. Espero que Boxerpa cresça mais ainda porque é uma Casa muito especial.

 

AMMA: Carlos Gaspar ao longo destes anos teve sempre dinâmico com novos desafios para o Boxerpa, como que criar oportunidades que não existiam, criar necessidades ou colmatar necessidades que não tinham resposta até então. Que grandes desafios tem neste momento em mãos com a sua equipa?

 

CG:Mantemos os objectivos bem definidos, a área recreativa, a formação de atletas de competição e os programas sempre na luta para serem cada vez mais valorizados. Para já em 2020, o manter o Boxerpa activo e sem duvida (e sempre o foi desde o inicio) o que queremos, pois estamos integrados numa cidade com poucas pessoas onde uma vila a 15km não chega à sede de município por falta de transporte. As deslocações tornam-se caras para os agregados familiares .

 

AMMA: Que mensagem quer deixar aos nossos leitores, não só da zona de Serpa, mas em geral, tanto para o mundo da luta olímpica como para o desporto em geral, seja ele nas modalidades adaptadas, jovens em risco ou mesmo o mero prazer de praticar uma modalidade?

 

CG: Nunca deixem de acreditar, procurem técnicos certificados e mesmo assim que se sintam bem com eles. Tentem perceber se quem vos aceita num espaço como o Boxerpa tem experiencia de vida e recursos para que se possam sentir tranquilos e confiantes. As salas de boxe e de luta não fazem só lutadores, muito acima disso lapidam carácteres e transformam pessoas através do respeito e disciplina. Aos pais, por favor vão ver os vossos filhos a praticar, estejam presentes. Ao ensino especial dirijo um apelo às entidades competentes: Segurança Social, Escolas, e IPSS’s, para alargarem os horizontes e verem as vantagens da interligação entre todos.

 

AMMA: Em termos de desafio, que palavras gostaria de enviar aos dirigentes desportivos, tanto de associações como clubes sejam eles de maior expressão ou não, em termos de apoio a projectos como o do Boxerpa?

 

CG:O Boxerpa não nasceu ensinado, viemos de um barracão com 40 metros quadrados, tivemos de ir à procura de exemplos e fazer novos amigos. Vivemos numa era que o crer. As habilidades pessoais por vezes se valorizam mais que as académicas. Dar em primeiro lugar para depois receber e mostrar assim as boas intenções. E algo que acontece em tempo real e que podes ser tu a fazê-lo.

 

AMMA:Muito Obrigado pelas vossas mensagens, ao Carlos Gaspar pelo Boxerpa, como pelo aluno Emanuel Machado. O Portal AMMA deseja que o Boxerpa continue a não se contentar com o que tem, que continue na luta pela disciplina do boxe, a treinar talentos, e a integrar na sociedade jovens em risco assim como inclusão de pessoas com deficiência.

 

Texto: Pedro MF Mestre

Fotos: Ana Machado e Boxerpa

 

 

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quinta-feira, 28 de maio de 2020 – 04:18:04

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