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Campeonato da Europa de Raceboard - João Rodrigues em Múrcia (Espanha)

João Rodrigues participa na próxima semana no Campeonato da Europa de Raceboard. A prova decorre na região de Múrcia, em Espanha, a partir deste domingo e prolonga-se durante oito dias.
 
 O atleta madeirense vai competir na classe Raceboard, onde devem marcar presença cerca de meia centena de velejadores, e encara o desafio sem preocupações quanto a resultados mas com expectativas quanto à participação com outro tipo de prancha. “No meu caso, que acredito que se estenda ao meu companheiro de clube, Alexandre Rebelo, trata-se de um evento que é encarado com alguma descontração e onde a prioridade é divertir-me a competir numa classe muito interessante. Pessoalmente, será também uma oportunidade para testar os protótipos da Star-board, que é fabricante de velas e pranchas, saindo assim um pouco do que têm sido os últimos anos, onde tenho velejado e competido na classe Olímpica, que é monótipo”, avança João Rodrigues.
 
 O velejador destaca ainda uma “interessante” comitiva madeirense, que vai estar representada por dois clubes – Centro de Treino de Mar (CTM) e Clube Naval do Funchal (CNF) – no país vizinho. A equipa do CTM será composta por três juniores, Alexis Santos, Frederico Rodrigues e Gil Costa, que competirão na classe Bic Techno 293, e por dois velejadores de raceboard, Alexandre Rebelo e João Rodrigues. O enquadramento técnico ficará a cargo de José Gouveia.
 
 “Para os jovens do CTM, será praticamente o evento de despedida da classe Bic Techno, seja por atingirem o limite de idade, seja por terem estatura e peso a mais para o equipamento em questão. Servirá acima de tudo para ganharem rodagem, antes de se lançarem na classe RS:X, tendo como horizonte próximo, os campeonatos do mundo de juniores da ISAF, onde a RS:X é uma das classes escolhidas. Neste campeonato, estão inscritos perto de 250 jovens na classe Bic Techno, o que demonstra a força desta classe a nível Europeu. Na classe raceboard, estão previstos perto de 50 inscritos. É interessante constatar estes números, mais ainda numa altura em que na próxima conferência da ISAF, o organismo internacional que regula a vela, será revisto todo o processo de seleção das classes Olímpicas”, explica João Rodrigues.
 
 Como é sabido, neste momento, o windsurf não faz parte do programa Olímpico, tendo sido preterido pela modalidade de kitesurfing. “No entanto, a realidade tem demonstrado que esta classe pode ainda não estar devidamente preparada para um desempenho nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, sobretudo porque na baía de Guanabara, onde se desenrolarão as regatas, local que conheço bem, o vento apresenta muitas falhas e é normalmente muito fraco”, explica João Rodrigues que deixa ainda críticas à Federação Portuguesa de Vela: “Infelizmente, a nível nacional, a FPV nunca se pronunciou sobre a sua intenção de voto relativamente a esta matéria. Seria importante os clubes saberem qual a posição do organismo máximo da vela a nível nacional. Pessoalmente, estarei presente nesta conferência, como observador da classe RS:X”, conclui. 

Periodicidade Diária

sábado, 18 de janeiro de 2020 – 09:50:02

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