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Inês Murta e Frederico Silva surpreendem favoritos e vencem em Lisboa

 

 

Não uma, mas duas surpresas. Não os primeiros, mas os segundos cabeças de série. Inês Murta e Frederico Silva derrotaram, respetivamente, Francisca Jorge e João Sousa para erguerem os troféus de campeões da segunda etapa do Circuito Sénior FPT, que terminou este domingo no Lisboa Racket Centre.

 

Numa repetição da final feminina da semana passada, a tenista algarvia de 23 anos (número 645 do “ranking” mundial) conseguiu inverter o desenrolar dos acontecimentos e derrotou a vimaranense, de 20 anos e 579.ª da mesma tabela, por 6-1 e 6-3.

 

Com muito calor e pouquíssimo vento, ao contrário do que aconteceu durante a semana, Inês Murta conseguiu ser a jogadora mais agressiva desde o início e forçou a adversária a encurtar a profundidade de bola, o que lhe permitiu ganhar espaço para entrar dentro do campo e assumir as jogadas.

 

 

No final, mostrou-se satisfeita com a forma como conseguiu impor o seu ténis: “Este é o meu tipo de jogo. Sempre a assumir o jogo com bolas mais pesadas e a bater na subida, mais agressiva. Foi isso que procurei e principalmente no primeiro ‘set’ consegui fazê-lo bem. Taticamente joguei bastante melhor do que na final do Algarve.” E acrescentou: “As vitórias dão sempre mais confiança, mas mais do que isso a maneira como joguei. Tenho vindo a trabalhar o que não fiz tão bem nos últimos jogos e é isso que me dá mais confiança.

 

 

Francisca Jorge, que procurava a 12.ª vitória consecutiva (foi campeã no Open de Oeiras e na etapa inaugural do Circuito Sénior FPT), concordou com a análise da adversária: “Claramente não foi o que desejava, mas a Inês esteve muito bem e jogou melhor do que na semana passada. Eu não aceitei que ela pudesse estar mais tranquila neste jogo porque tinha perdido a final anterior e sabia ao que vinha. E ela conseguiu entrar logo no jogo, enquanto eu comecei bloqueada. No final já estava a conseguir encontrar o meu ténis, mas já fui tarde e hoje não deu.”

 

Logo depois jogou-se a final masculina e também aí o resultado sorriu ao segundo cabeça de série. Frederico Silva (193.º do “ranking” mundial masculino) carimbou a melhor vitória da carreira ao vencer o primeiro pré-designado, João Sousa (66.º), por 6-3 e 6-4 naquela que foi a primeira decisão do ano para ambos os jogadores.

 

Duas semanas depois de ter treinado em várias ocasiões com o vimaranense nos “courts” do clube lisboeta, Frederico Silva reagiu bem ao primeiro frente-a-frente “a valer” e não só conseguiu defender-se bem das investidas de João Sousa, como raramente tremeu no momento de fechar jogos e destacou-se na pancada de serviço, enquanto João Sousa nunca foi suficientemente agressivo e não capitalizou as bolas curtas que lhe chegavam do outro lado da rede.

 

 

Hoje consegui fazer o meu melhor jogo do torneio. Aliás, foi o melhor jogo que fiz desde que voltámos à competição depois desta paragem prolongada e estou muito satisfeito com o que fiz hoje e com a vitória no torneio. Tinha tudo para poder jogar o meu melhor ténis no encontro de hoje e foi o que aconteceu. Era a final, a primeira final do ano e num clube tão simpático como o Lisboa Racket Centre, contra um jogador como o João. Tentei pegar nisso tudo e usar como motivação para fazer um bom jogo”, referiu o jogador natural das Caldas da Rainha.

 

Sobre o adversário, Frederico Silva revelou que “tinha de entrar bem no jogo para ter hipóteses de lutar pelo resultado, porque o João é um jogador de nível top 100, top 50 até, que está há muitos anos nesta classificação e tem um nível extraordinário. Foi muito importante ter conseguido uma vantagem logo no início do primeiro set para me dar motivação e confiança de que podia fazer um bom encontro. Talvez hoje ele não tenha conseguido fazer o seu melhor jogo, mas eu soube aproveitar isso e foi importante ter conseguido esta vitória.

 

 

João Sousa, por sua vez, não escondeu a insatisfação com o desfecho da final, mas deixou elogios ao adversário: “Faltou muita coisa. Faltou nível, faltou intensidade, faltou atitude. Hoje o Frederico esteve muito bem e com muito boa atitude. Tudo aquilo que eu não tive ele teve e por isso é que venceu hoje.

 

Sinceramente não sei o que dizer. O objetivo era competir e foi alcançado. Houve encontros em que competi melhor, outros em que não competi tão bem, mas deu perceber que ainda falta trabalhar muita coisa e portanto foi positivo nesse sentido. Há que continuar a trabalhar para que no próximo torneio, que será a valer, já esteja um bocadinho melhor”, concluiu o melhor jogador da história do ténis português.

 

No final da jornada, o presidente da Federação Portuguesa de Ténis, Vasco Costa, fez um balanço à segunda etapa do Circuito Sénior FPT: “Os jogadores demonstraram que já estão com mais ritmo. Estas semanas são importantes para ganharem ritmo competitivo, o nosso objetivo era que eles se preparassem melhor para a retoma do circuito internacional, e está a ser alcançado, portanto estamos muito contentes. Ter finais entre a Francisca Jorge e a Inês Murta e depois o Frederico Silva e o João Sousa é bastante importante. Eram os primeiros cabeças de série e conseguiram ir até à final. É pena não podermos ter público, mas foi uma semana muito positiva.

 

Depois da Vale do Lobo Tennis Academy e do Lisboa Racket Centre, o Tennis Club da Figueira da Foz receberá, já a partir de segunda-feira, a terceira etapa do Circuito Sénior FPT — que também será dotada de 15 mil euros em prémios monetários (7.500 euros para cada quadro, com os vencedores a receberem 1.500 euros cada um).

 

 

Periodicidade Diária

sábado, 8 de agosto de 2020 – 20:42:46

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