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Portugueses Vice-Campeões Mundiais em veteranos

 

 

João Freitas e Paulo Travassos sagraram-se vice-campeões do Mundo de pares no escalão de +55, nos 39.º ITF Seniors World Individual Championships, que a Federação Portuguesa de Ténis (FPT) organizou até ontem (Sábado), sob a chancela da Federação Internacional de Ténis (ITF), no Estádio Nacional, em Oeiras, depois de na semana passada os Mundiais por Equipas terem decorrido também no Jamor, no CIF (Lisboa) e no Clube de Ténis do Estoril (Cascais).

 

Os crónicos campeões nacionais de pares poderiam estar, neste momento, a celebrar um título mundial inédito para o ténis nacional, pois provaram não serem inferiores em nada aos 7.º cabeças de série.

 

Contudo, foram os norte-americanos Polo Cowan e Daniel Grossman a vencerem pelos apertados parciais 7-6 (7/5) e 7-5, no court Central do Estádio Nacional, fustigado por um vendaval, mas repleto de público ruidoso e entusiasta.

 

João Freitas e Paulo Travassos avançaram rapidamente para 4-1 e chegaram a ter dois pontos de set na primeira partida. Não os converteram mas não esmoreceram e mesmo com um set abaixo, voltaram a arrancar melhor na segunda partida, liderando por 2-0, mas não seguraram essa vantagem de um break.

 

«Caiu para o lado deles mas poderia perfeitamente ter caído para o nosso lado» disse João Freitas, que acrescentou: «A este nível não podemos desperdiçar oportunidades. Tivemos ali oportunidades para fazer o 5-2 que nos daria uma certa vantagem. (…) Entrar no segundo set com um set na frente teria sido diferente».

 

Para Grossman e Cowan foi o sexto torneio consecutivo em provas do circuito sénior da ITF.

 

A sua rodagem é outra e isso viu-se em alguns momentos, com um Cowan muito ativo e um Grossman que se recusava a falhar. Grossman é um antigo n.º1 mundial de pares, sendo o atual n.º 5, e está na final do Mundial pelo terceiro ano seguido. Ao lado do australiano Andrew Rae ganhou a final de 2017 e perdeu a de 2018. Cowan ganhou o seu primeiro Mundial de pares masculinos.

 

Embora este seja o Mundial Individual, os portugueses fizeram questão de jogar a final com o equipamento da seleção nacional.

 

 

«Foi uma homenagem que quisemos prestar a Portugal e à FPT», disse Paulo Travassos. «É um grande agradecimento a Portugal, à FPT e ao seu presidente, Vasco Costa, que acreditou em nós e deu-nos todas as condições para jogarmos. É um orgulho ouvir os outros jogadores dizerem-nos que nunca estiveram num Mundial tão bem organizado», corroborou João Freitas.

 

Vasco Costa, o presidente da FPT só podia estar satisfeito com o resultado final e fez um «balanço positivo»: «Foi uma surpresa termos uma dupla nacional numa final e até poderíamos ter tido campeões do Mundo. Mesmo assim foi bastante bom».

 

Em relação às finais de singulares, as mais importantes, as super estrelas do circuito sénior da ITF não desiludiram:

 

 

A belga Klaartje van Baarle (+55) somou o seu 11.º título mundial,

 

 

enquanto a norte-americana Diane Barker (+60)

 

e o australiano Glenn Busby (+60) foram campeões mundiais pela oitava vez.

 

 

O canadiano Taras Beyko (+50) voltou a ser campeão mundial, depois de um primeiro título em 2013.

 

 

Já a britânica Teresa Catlin (+50)

 

 

e o alemão Christian Greuter (+55) averbaram os seus primeiros títulos de campeões do Mundo.

 

Como o encontro de pares dos portugueses só terminou perto das 20h00, ao ponto de se ouvir várias vezes o barulho do público do estádio de futebol onde decorria o Belenenses-Benfica, a cerimónia de entrega de prémios encerrou os 39.º Campeonatos Mundiais de Veteranos com o sol a desaparecer no horizonte.

 

Os resultados das finais de singulares do Mundial Individual foram os seguintes:

 

+50 Femininos

Teresa Catlin (GB/6)-Amy Jonsson Raaholt (Nor.), 6-0, 6-7 (4/7), 6-2.

 

+50 Masculinos

Christian Greuter (Ale./3)-Franck Hérvy (Fra./6), 6-3, 6-3.

 

+55 Femininos

Klaartje Van Baarle (Bel./1)-Marie Christine Calleja (Fra./7), 6-3, 6-1.

 

+55 Masculinos

Taras Beyko (Can./5)-Hendrik Jan Davids (Hol.12), 7-5, 6-2.

 

+60 Femininos

Diane Barker (EUA/1)-Susan Wright (EUA/3), 6-2, 6-3.

 

+60 Masculinos

Glenn Busby (Aus./3)-Eduard Osta (Esp./4), 7-5, 6-2.

 

Os Mundiais Individuais coroaram ainda os seguintes campeões em pares: Teresa Catlin/Siobhan Nicholson (GB)/8) em +50, Brenda Foster/Berend Betz (Aus./Hol./1) em +55, Patricia Medrado/Susan Wright (Bra./EUA/2) em +60, Mathias Huning/Alexander Lindholm (Ale./Fin./2) em +50, Paolo Cowan/Daniel Grossman (EUA/7) em +55, Michael Ford/Peter Hampton (Aus./NZ/2) em +60, Monica Patron/Roberto Gattiker (Arg.) em +50, Brenda Foster/Berend Betz (Aus./Hol./1) em +55 e Ros Balodis/Peter Hampton (Aus./NZ/4) em +60.

 

Texto: Hugo Ribeiro

Fotos: Beatriz Ruivo

 

 

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segunda-feira, 16 de setembro de 2019 – 12:39:39

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