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3.º Lisboa Belém Open: Gastão Elias e Tiago Cação entram a ganhar - Kiko Silva estreia-se amanhã

 

TOMMY ROBREDO, EX-N.5 MUNDIAL, LESIONOU-SE LOGO NO PRIMEIRO PONTO E NÃO PODE CONTINUAR A DEFENDER O TÍTULO

 

Haverá um novo campeão no 3.º Lisboa Belém Open, depois do espanhol Tommy Robredo, o vencedor de 2018 deste torneio português do ATP Challenger Tour, ter sido forçado a desistir quando já perdia por 5-1 frente ao francês Maxime Janvier.

 

Robredo, de 37 anos, antigo n.º5 mundial vai dar um tombo no ranking mundial, provavelmente para o 279.º posto (era 223.º esta semana), por não defender o título, e estava visivelmente abalado e a coxear quando saiu do gabinete de fisioterapia do torneio de 46.600 euros em prémios monetários, organizado pela MP Ténis e pela UNISPORTS.

 

O campeão de 12 títulos do ATP Tour lesionou-se no tornozelo direito logo no primeiro ponto do confronto da primeira ronda, no court central do Club Internacional de Foot-Ball (CIF), no Restelo. Ainda tentou jogar, foi assistido duas vezes em campo, mas era impossível. Para mais conhece bem o seu corpo e já teve graves lesões em ambos os tornozelos.

 

Sem o vencedor de 2019 e não estando cá o de 2017, Oscar Otte, haverá um novo campeão em 2019. E porque não sonhar com um português, tendo em conta que ainda no passado domingo João Domingues conquistou o seu segundo troféu na categoria de Challengers?

 

O antigo bicampeão nacional está isento da primeira ronda por ser cabeça de série, tal como Pedro Sousa, pelo que ainda não será amanhã (terça-feira) que irão entrar em competição, dado terem ficado isentos da primeira ronda.

 

Domingues, o n.º4 do torneio, que ascendeu ao seu melhor ranking de sempre (163.º), já apareceu hoje (segunda-feira) no CIF, o torneio onde treina, acompanhado, entre outros, do conceituado brasileiro Larri Passos, o ex-treinador de “Guga” Kuerten, o antigo n.º1 mundial e tricampeão de Roland Garros. Pedro Sousa também esteve no torneio e está a fazer todos os impossíveis para poder competir, mas ainda sente a entorse contraída no Millennium Estoril Open, há duas semanas.

 

Em contrapartida, houve três portugueses hoje em ação e o saldo foi bem positivo.

 

 

Gastão Elias (335.º no ranking mundial), que vinha de três derrotas consecutivas, regressou ao Lisboa Belém Open após uma ausência no ano passado por lesão no ombro direito e voltou com uma vitória sobre o italiano Federico Gaio (202.º) por 6-4 e 7-6 (7/3). O encontro só terminou ao sexto match-point mas o “mágico” da seleção nacional da Taça Davis continua sem perder qualquer set frente a este adversário, em três confrontos entre ambos.

 

«Hoje já não senti dores nenhumas, comecei a servir outra vez há dois dias e até acho que servi bastante bem. Nesta altura todas as vitórias são boas, disse o ex-top60 mundial, que acredita que melhores dias virão nesta fase da época em que já não tem quaisquer pontos a defender no ranking mundial. Amanhã defronta o 3.º cabeça de série, o argentino Guido Andreozzi (98.º ATP), com quem perdeu três vezes em quatro confrontos entre ambos, e sempre em terra batida, o piso deste Lisboa Belém Open. «O Guido está na melhor fase da carreira dele e é muito completo, muito perigoso, tem armas de todos os lados, mas estou a jogar em casa, no meu piso favorito, a sentir-me bem, tudo pode acontecer», acrescentou.

 

Tiago Cação, que esta semana subiu ao 587.º posto do ranking mundial por ter passado uma ronda no Braga Open da semana passada, acedeu pela segunda semana seguida à segunda ronda de um torneio do ATP Challenger Tour, pelo que vai continuar a melhorar a sua cotação internacional. Hoje o jogador de 21 anos alcançou provavelmente a sua melhor vitória da carreira, ao derrotar o intempestivo (e esgotado) argentino Facundo Arguello (209.º) por 2-6, 6-2 e 6-1. Amanhã terá pela frente o espanhol Enrique Lopez Perez, o 14.º cabeça de série e 156.º no ranking mundial.

 

«Vitórias no circuito Challenger ajudam-me bastante a perder aquele limite mental que se tem. Isto funciona muito por barreiras mentais: primeiro ganhar uma ronda nos Futures, depois duas, meias-finais, ganhar o torneio e nos Challengers é o mesmo: ganhar uma ronda, depois ganhar a um cabeça de série, voltar a ganhar e sinto que estou a quebrar esse limite que tenho e estas vitórias estão obviamente a trazer-me confiança», considerou o jogador do Centro de Alto Rendimento – Jogos Santa Casa da Federação Portuguesa de Ténis.

 

Gastão Elias e Tiago Cação souberam aproveitar da melhor maneira os “wild cards” que lhes foram oferecidos pela organização e pela FPT. O mesmo deseja-se que venha a acontecer amanhã com Frederico Silva (326.º), que se estreia diante de um adversário vindo da fase de qualificação, o canadiano Steven Diez (266.º).

 

Foi exatamente este jogador, que treina em Espanha, a marcar a única derrota portuguesa no primeiro dia, diante de Luís Faria (719.º no ranking da Federação Internacional de Ténis e sem ranking ATP) por duplo 6-3. Mesmo assim, o jovem de 17 anos do CAR – Jogos Santa Casa da FPT mostrou bons sinais e progressão no seu ténis.

 

A jornada de amanhã começa às 10h00, com Fred Gil e Bernardo Saraiva a jogarem na primeira ronda de pares com o espanhol Javier Barranco e o italiano Raul Brancaccio. Seguem-se, por ordem, sempre no Estádio CIF, “Kiko” Silva e Tiago Cação. Gastão Elias fecha o programa a partir das 17h00.

 

Texto: Hugo Ribeiro

Foto: Beatriz Ruivo

 

 

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sexta-feira, 24 de maio de 2019 – 19:02:59

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