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Juan Martín del Potro regressa a Portugal

 

 

  • Campeão da Taça Davis e Prata Olímpica 2016 junta-se ao melhor português de sempre
  • Herói das Pampas volta a um país talismã
  • Juan Martín del Potro: “Muito entusiasmado por voltar a Portugal”
  • Director do torneio: “Foram seis meses de negociações difíceis”

 

A 3Love, entidade promotora do Millennium Estoril Open, divulgou nesta terça-feira a primeira vedeta internacional a marcar presença na terceira edição do único evento nacional inserido no calendário do ATP World Tour. Trata-se de uma das maiores figuras do circuito profissional masculino e também um dos mais populares tenistas do planeta: Juan Martín del Potro, o ‘Bom Gigante’ de Tandil, que se junta ao número um português João Sousa no elenco da prova.

 

“Estou muito entusiasmado por voltar a Portugal e começar a minha temporada da terra batida no Estoril”, refere o ídolo argentino. “Tenho excelentes memórias do vosso país e dos portugueses, que não só sempre me acolheram com grande hospitalidade como também me apoiaram muito na conquista dos meus dois títulos no anterior torneio que se jogava em Portugal. Também recordo bem a beleza da Costa do Estoril e a vista do hotel para a baíade Cascais. Os meus colegas deram-me um excelente feedback sobre a nova organização e o novo torneio, que me dizem realizar-se num acolhedor clube mais perto do hotel. Por isso estou ansioso por regressar e aproveitar as boas sensações do passado para conseguir um óptimo resultado na edição deste ano”.

 

Para João Zilhão, director do prova, a presença de Juan Martín del Potro será um trunfo relevante para o quadro competitivo do Millennium Estoril Open e ajudará o torneio português a concentrar as atenções do planeta tenístico entre 29 de Abril e7 de Maio.

 

É com enorme satisfação que anunciamos a vinda de um dos mais carismáticos jogadores do ATP World Tour, o popular Juan Martin Del Potro”, afirma João Zilhão. “Foram necessários mais de seis meses de negociações para garantir a presença de uma das mais mediáticas e requisitadas vedetas do circuito, para mais tendo mostrado nos últimos meses que está a jogar ao nível dos melhores – como o provam as vitórias alcançadas diante a esmagadora maioria dos tenistas do top 10. Ele é um jogador que prefere não jogar muitos torneios para preservar a sua condição física e por isso escolhe criteriosamente aqueles em que participa. Também pesou na sua escolha a afinidade com o publico português, que é enorme, e estamos certos de que o Estádio Millennium vai voltar a esgotar durante várias sessões para ver a prestação de um dos mais queridos tenistas do mundo”.

 

UMA ÉPOCA SENSACIONAL

 

Após um sensacional e extenuante ano de 2016 que o viu regressar ao melhor nível, Juan Martín del Potro optou por descansar nas primeiras semanas de 2017 – não jogando a temporada australiana porque acabou a época transacta exausto e muito tarde, somando o título de Estocolmo e liderando a equipa argentina à conquista da primeira Taça Davis para o seu país, exorcizando um trauma nacional instalado após quatro anteriores derrotas da formação das Pampas em finais.

 

Para além disso, o nível de exigência a que foi submetido desde o seu regresso foi elevadíssimo – e os resultados ultrapassaram as expectativas: bateu Novak Djokovic (na primeira ronda do torneio olímpico), Andy Murray (nas meias-finais da Taça Davis, único desaire do escocês entre Setembro 2016 e Janeiro 2017), Stan Wawrinka (segunda ronda de Wimbledon), Rafael Nadal (meias-finais dos Jogos Olímpicos) e ainda Grigor Dimitrov, Dominic Thiem, David Ferrer, Gilles Simon entre outros.

 

A impressionante prestação olímpica rumo à medalha de prata capturou o imaginário dos aficionados e fez dele o protagonista argentino nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, sendo aclamado como um herói nacional no regresso. O mesmo aconteceria depois na Taça Davis, novamente ao serviço do seu país, com um crucial triunfo em cinco sets (e 5h07m) diante de Andy Murray em Glasgow que se revelaria crucial para o desfecho da meia-final.  Na decisão do título, ganhou os seus compromissos na Croácia, batendo Ivo Karlovic e recuperando de uma desvantagem de dois sets a zero para ultrapassar Marin Cilic, tornando ainda maior a lenda à volta da sua figura.

 

UMA CARREIRA EXTRAORDINÁRIA

 

Desde muito cedo que Juan Martín del Potro começou a dar que falar, ganhando o Orange Bowl no escalão dos 14 anos. Venceu o primeiro encontro profissional num evento Future aos 15 anos, em 2004, e o primeiro encontro no ATP World Tour aos 17 anos. Em 2008, tornou-se no primeiro jogador de sempre a ganhar os seus primeiros quatro títulos em outros tantos torneios consecutivos – logrando então a mais longa série de encontros ganhos consecutivamente (23) por um teenager na Era Open a seguir a Rafael Nadal (24). Em 2009, derrotou Roger Federer na final do Open dos Estados Unidos após ter estado a perder por dois sets a um – tornando-se no mais alto (1m98) jogador a vencer um título do Grand Slam e o único, entre 2005 e 2013, a contrariar o domínio dos chamados Big 4 nos quatro maiores eventos da modalidade. Em Portugal, Juan Martín del Potro conta com três participações no anterior evento do ATP World Tour que se realizava no Jamor; desistiu por lesão na segunda ronda em 2007 e ganhou as edições de 2011 e 2012.

 

O estilo daquele a quem chamam ‘Torre de Tandil’ baseia-se num atemorizante poder de fogo, assente num serviço acutilante e numa grande verticalidade de jogo – as suas potentes pancadas de chapa, tanto de direita como de esquerda a duas mãos, são muito profundas e por vezes atingem velocidades à volta dos 180 quilómetros horários. A sua direita é mesmo considerada a mais poderosa na história da modalidade, sendo que hoje em dia utiliza também muito a esquerda cortada na sequência das suas lesões no pulso esquerdo.

 

E o calvário de lesões a que tem sido submetido logo depois de ter alcançado o seu primeiro título do Grand Slam no Open dos Estados Unidos também contribuiu para a sua história enquanto jogador e homem; no total, foi forçado a quatro operações cirúrgicas aos pulsos (uma ao direito, três ao esquerdo) e alturas houve em que pensou nunca mais poder regressar – a sua história de superação não só faz parte da sua lenda como ainda o tornou mais querido aos olhos dos aficionados. E aos olhos do próprio ATP World Tour, que o galardoou duas vezes com o prémio de ‘Comeback of the Year’ (em 2011 e em 2016).

 

Adepto do Boca Juniors, Juan Martín del Potro apresenta aos 28 anos um currículo onde se destacam 19 títulos individuais, uma Taça Davis e duas medalhas olímpicas (prata e bronze). Conseguirá ele manter a sua invencibilidade em solo luso e aproveitar a sua participação no Millennium Estoril Open para o ataque ao top 10 mundial (é 38.º, já foi 4.º)? Resposta no Clube de Ténis do Estoril, de 29 de Abril a 7 de Maio.

 

 

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terça-feira, 23 de abril de 2019 – 00:37:52

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