Frederico Silva recebe Wild Card para o Millennium Estoril Open


 

A pouco mais de uma semana do início da segunda edição do Millennium Estoril Open, a 3LOVE anunciou na quarta-feira a atribuição do segundo dos três wild cards disponíveis para o quadro principal do torneio português inserido no calendário do ATP World Tour que se realiza entre 23 de Abril e 1 de Maio no Clube de Ténis do Estoril. Trata-se de Frederico Silva, que figura actualmente na 257ª posição da hierarquia mundial.

 

João Zilhão, director do torneio, comentou a escolha: “É nossa intenção declarada apoiar sempre os tenistas nacionais e a opção pelo Frederico Silva tornou-se natural, até porque ele alcançou na passada semana a sua melhor classificação de sempre no ranking do ATP World Tour. O Frederico é o terceiro melhor português no ranking ATP, membro da Taça Davis e o futuro do ténis português”. No caso, o 253º posto, tendo nesta semana resvalado quatro lugares. O primeiro wild card foi entregue há duas semanas a Gastão Elias, número dois nacional.

 

DECLARAÇÃO DE FREDERICO SILVA

 

“É um orgulho enorme receber o convite da organização do Millennium Estoril Open para participar no quadro principal de singulares.  O convite do ano passado permitiu-me jogar pela primeira vez o quadro principal de um torneio ATP e é com acrescida responsabilidade que jogarei este ano novamente no Estádio Millennium”, refere o jogador das Caldas da Rainha. “As condições para jogadores e público no Clube de Ténis do Estoril são do melhor que já vi e sei que este ano a 3Love ainda conseguiu melhorar as já excelentes condições do ano passado, pelo que estou ansioso por jogar e fazer um bom resultado.  O público vai poder assistir a grandes encontros de ténis, para os quais quero contribuir com a minha parte. Agradeço a confiança!

 

UM PALMARÉS RECHEADO E HISTÓRICO

 

Frederico Silva regressará ao Clube de Ténis do Estoril com mais um ano de experiência e um currículo melhor composto – se em 2015 deu boa conta de si ao forçar o experiente Gilles Muller a uma terceira partida no seu primeiro encontro de sempre em quadros principais de torneios do ATP World Tour, este ano estará ainda melhor apetrechado para conseguir um brilharete. Num torneio cuja política assenta na aposta nos novos valores do circuito e na divulgação das estrelas do amanhã, é lógica a entrega de um convite ao melhor jogador jovem de Portugal. Aos 21 anos, o esquerdino caldense é o terceiro melhor português na hierarquia ATP e aproxima-se paulatinamente do top 200.

 

‘Fred’, também conhecido por ‘Kiko’, começou a jogar aos seis anos na escola do Clube de Ténis das Caldas da Rainha e rapidamente se tornou no melhor juvenil da sua geração: sagrou-se Campeão Nacional de Sub-12, Sub-14 e Sub-16, chegando mesmo a número um da Europa nesse escalão. Em juniores, foi contemporâneo de Nick Kyrgios e atingiu o sexto lugar do ranking mundial no início de 2012, sagrando-se vice-campeão europeu nesse ano. Mas o seu maior cartão-de-visita nesse escalão são os dois títulos do Grand Slam em pares que são também os primeiros e únicos títulos do Grand Slam do ténis português, ambos alcançados ao lado do britânico Kyle Edmund: no US Open em 2012, em cuja final derrotou Kyrgios (que o eliminara em singulares, nos oitavos) e o também australiano Jordan Thompson; e em Roland Garros, em 2013.

 

Mostrando grande maturidade no court e no discurso, Frederico Silva sabia que a transição dos juniores para o profissionalismo não seria fácil. Mesmo assim, em 2014, na sua primeira época a tempo inteiro no circuito profissional, subiu cerca de 400 lugares após jogar nove finais, elevando para três o número de títulos Future conquistados em singulares (o primeiro fora alcançado em 2013) e mais sete em pares. Em 2015, ganhou outros três títulos individuais no circuito Future, fechando a temporada como um autêntico faraó – graças a dois títulos, uma final e uma meia-final no Egipto. Na época em curso, começou o ano com meias-finais no Challenger de Bangkok e tem-se mostrado consistente no escalão Future, com um título, uma final e duas meias-finais. Membro da seleção de Portugal da Taça Davis desde 2013, espera-se que dê um salto qualitativo durante 2016.

 

 

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