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13º Portugal Masters: Tomás Silva sobe ao top-20 - Brandon Stone lidera para o último dia

 

TIAGO CRUZ E RICARDO MELO GOUVEIA ESTÃO EM 33.º, MAS TOMÁS SANTOS SILVA FEZ A SUA MELHOR VOLTA NO DOM PEDRO VICTORIA GOLF COURSE, EM VILAMOURA. STONE LIDERA FORTE ARMADA SUL-AFRICANA

 

Depois de seis ingleses, dois irlandeses, um espanhol, um australiano, um francês e um dinamarquês, há fortes probabilidades de o 13.º Portugal Masters poder ser conquistado neste Domingo (amanhã), pela primeira vez, por um sul-africano, no Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura.

 

Após a penultima volta do único torneio português do European Tour, de 1,5 milhões de euros em prémios monetários, há dois sul-africanos nas duas primeiras posições e cinco nos oito primeiros da classificação geral.

 

 

No topo do leaderboard surge Brandon Stone que, aos 26 anos, já detém três títulos do European Tour, com grande destaque para o Open da Escócia em julho do ano passado, um evento da Série Rolex, ou seja, um dos mais importantes da primeira divisão europeia.

 

«Hoje bati incrivelmente na bola. Acertei 18 greens (em 18), o que é fantástico. Tenho estado a trabalhar imenso com o meu treinador e percebi que estava a colocar demasiada ênfase em bater a bola direita, quando uma das minhas qualidades é a velocidade de taco e a capacidade de dominar os campos com a minha distância», disse Stone, depois de assinar uma volta de 66 pancadas, 5 abaixo do Par, pelo terceiro dia seguido.

 

O seu resultado total de 198 pancadas, 15 abaixo do Par, dá-lhe o comando por escassos 2 ‘shots’, uma vez que o seu compatriota Dean Burmester (70+65+65) e o inglês Oliver Fisher (65+65+70) vêm logo atrás. E, ao contrário de Stone, ambos necessitam de um bom resultado para se manterem no European Tour.

 

Os outros três sul-africanos com boas hipóteses de chegarem ao título estão todos empatados com 202 (-11), no grupo dos 5.º classificados, com o sul-coreano WangJeunghun (66+65+71). São eles George Coetzee (69+65+68), Haydan Porteous (68+65+69) e Justin Walters (65+66+71), um antigo vice-campeão do Portugal Masters.

 

O terceiro dia apresentou-se com bastante calor mas com um vento de claramente afetou o jogo. Mesmo assim, houve dois jogadores a fazerem uma boa volta de 65 (-6): Dean Burmester e o inglês Steven Brown que surge isolado no 4.º lugar com 12 abaixo do Par.

 

 

Foi, por isso, extremamente positivo para Tomás Santos Silva ter assinado o terceiro melhor resultado do dia, em 66 pancadas, 5 abaixo do Par, a sua melhor volta de sempre no Portugal Masters, igualada por outros quatro jogadores: o líder Brandon Stone, o inglês Matt Wallace que é o melhor classificado na Corrida para o Dubai de todos os concorrentes (5.º), o inglês Andy Sullivan que venceu este torneio em 2015, e o sueco Joakim Lagergren.

 

«Esta volta deve-se sobretudo à tranquilidade no trabalho, em casa, no ambiente fantástico, no caddie que também transmitiu-me muita tranquilidade, estava um excelente dia para se jogar. Havia bandeiras apertadas que eu costumo chamar de bandeiras para os gulosos e eu deixei que as oportunidades de birdie se criassem naturalmente em vez de ir à procura de criar oportunidades. Foi assim que fiz 6 birdies e 1 bogey, e 5 abaixo é um grande dia», disse o bicampeão nacional, que se vê pela primeira vez no top-20 de um torneio do European Tour (17.º), com um agregado de 206 pancadas, 7 abaixo do Par.

 

Uma classificação extremamente positiva para o jogador do Club de Golf do Estoril que era 87.º no final da primeira volta e 51.º quando terminou a segunda. Depois de um início de época menos bom, Tomás Silva está a carburar bem no ultimo mês: revalidou o título de campeão nacional, passou a Primeira Fase da Escola de Qualificação do European Tour no Bom Sucesso, em Óbidos, em 13.º (-1) e está a assinar a sua melhor exibição de sempre em torneios do European Tour.

 

«Não planeei estar a jogar bem nesta fase final da época. Nos últimos dois meses tivemos alguns torneios e penso que só estive duas semanas sem jogar. Não houve uma preparação específica para este torneio. O trabalho que tenho feito com o meu treinador (Steven Bainbridge) e com o meu ‘mental coach’ (Pedro Matos) foi de procurar sobretudo ter tranquilidade em campo e deixarem as coisas acontecerem naturalmente», acrescentou o português de Cascais, de 27 anos, que partiu o driver de há alguns anos há duas semanas e não deixou que isso o afetasse.

 

 

Diga-se que o seu caddie, o ‘pro’ João Magalhães, tem ajudado bastante no bom ambiente evidente em campo.

 

Se para Tomás Santos Silva ir jogar a Segunda Fase da Escola de Qualificação do European Tour, depois deste Portugal Masters, é já em si positivo, para Ricardo Melo Gouveia esse seria o pior cenário possível.

 

 

O português melhor classificado na Corrida para o Dubai (167.º) perdeu hoje praticamente as esperanças de ganhar amanhã o seu primeiro título do European Tour e de garantir logo a manutenção na primeira divisão europeia.

 

Uma terceira volta em 70 pancadas, 1 abaixo do Par, não sendo negativa, foi insuficiente para levá-lo a atacar o top-10 como desejava e, pelo contrário, atirou-o para for a do top-30, para o 33.º lugar, com 208 pancadas, 5 abaixo do Par. «Ganhar já vai ser bastante difícil mas amanhã vou tentar fazer o melhor resultado possível e ver se consigo acabar nos cinco primeiros, mas terei de fazer uma volta bastante baixa para conseguir esse objetivo», disse o atleta olímpico.

 

Um top-5 no Portugal Masters (como o 5.º lugar que alcançou em 2017) levá-lo-ia a subir na Corrida para o Dubai para o top-145 que tem acesso direto à Final da Escola de Qualificação, isentando-o da Segunda Fase. Mas se o Portugal Masters terminasse agora, este 33.º lugar que ocupa iria apenas permitir-lhe subir para 164.º no ranking europeu.

 

 

Também no grupo dos 33.º classificados em Vilamoura está Tiago Cruz, que foi o melhor português durante as duas primeiras voltas e que até começou o dia no 9.º lugar. Foi um valente tombo na classificação que não se previa, até porque o antigo bicampeão nacional arrancou em força, com birdies nos buracos 1, 4 e 6, este último com o ‘shot’ do dia do torneio – uma bola tirada do bunker diretamente para o buraco! Nessa altura, Tiago Cruz estava com 10 abaixo do Par, a apenas 2 pancadas da liderança do torneio, mas foi o último birdie que fez. Em contrapartida sofreu bogeys nos buracos 7, 8 e 17, e 1 duplo-bogey no 16 para a sua pior volta da prova em 73 pancadas, 2 acima do Par.

 

«Estou um bocado triste porque foi um grande tombo mas amanhã vou fazer tudo para fazer uma boa volta. Hoje ia a jogar bem e depois dos dois bogeys tive várias oportunidades de birdie com putts de três metros para baixo, umas três ou quatro, não consegui concretizar. Nos outros dias “patei” muito bem e hoje a bola não entrou e depois foi como no futebol, quem não marca sofre e cometi dois erros que me custaram caro», admitiu o profissional do BiG.       

 

Texto: Hugo Ribeiro 

Fotos: Carlos Alves Sousa/United Photo Press, João Lobato, Harry Trump/Getty Images

 

 

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