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1º dia de trabalhos das Jornadas do Arade

 

As terceiras Jornadas do Arade arrancaram esta sexta-feira de manhã dando voz aos estudantes dos municípios da Bacia do Arade. Durante a manhã, grupos de trabalho constituídos por alunos do curso profissional de Turismo Ambiental e Rural, da Escola Secundária Poeta António Aleixo de Portimão e da Escola EB 2,3 de Monchique reflectiram sobre os desafios e possíveis soluções para a sua região dentro de quatro eixos temáticos: melhor educação e formação; valorizar e promover

o património humano e natural; mais emprego e desenvolvimento económico; e promoção do desporto e atividade física. As conclusões serão reveladas na sessão da manhã do segundo dia das Jornadas.


O programa aberto ao público começou pelas 15h00 com a mesa dedicada à “Promoção da prática desportiva a nível local – Da formação ao alto rendimento”, no âmbito de Portimão – Capital Europeia do Desporto. E começámos por ir até à escola. Joana Cruz  veio apresentar um estudo desenvolvido junto da população estudantil sobre os hábitos de saúde e o estilo de vida dos mais novos. A obesidade infantil e a falta de prática desportiva continuam a ser desafios com que os educadores se deparam diariamente e que exigem uma intervenção multidisciplinar em prol do combate a estilos de vida sedentários que se perpetuam desde a mais tenra idade. Da escola até às autarquias – qual o papel que os municípios devem desempenhar em prol da promoção da actividade desportiva? Fábio Lourenço veio apresentar o trabalho desenvolvido, nos último anos, pelo município de Odivelas neste sentido, cujos resultados se reflectiram na candidatura a Cidade Europeia do Desporto 2020. 71 organizações ligadas à actividade desportiva, perto de 50% da população a praticar regularmente desporto e um total de cerca 32 mil membros de clubes ou associações desportivas são alguns dos números que mostram como Odivelas se tornou num caso de sucesso na promoção de hábitos de vida saudável junto dos seus cidadãos. Carlos Afonso Pereira revelou como o Complexo de Alto Rendimento de Vila Real de Santo António tem vindo a tornar-se também num exemplo de boas práticas, acolhendo já um número significativo de atletas de alta competição nacionais e internacionais que chegam ao extremo oriental do Algarve atraídos por condições climatéricas e naturais ideais para a prática desportiva e para o potenciamento da sua capacidade competitiva. A par do acolhimento de atletas, Vila Real de Santo António também se tem destacado na organização de grandes eventos desportivos que, pela afluência de atletas, famílias e público, constituem excelentes oportunidades de dinamização económica da região. Um desporto acessível a todos foi o tema da prelecção de Cândida Pereira, que evidenciou a actividade promovida pela Associação Teia d'Impulsos no âmbito

do desporto adaptado. O ênfase recaiu sobre dois projectos: a Vela Solidária, em particular na vertente da vela adaptada; e o DAFA – Desporto e Actividade Física Acessível, que tem apostado na formação e capacitação dos agentes directos envolvidos no desporto adaptado. O desporto permite dar visibilidade às capacidades, não às incapacidades da pessoa com deficiência – esta é a mensagem que norteia os projectos da associação, os quais visam levar a prática desportiva a todos os cidadãos, independentemente dos seus condicionantes e limites físicos.


Seguiu-se depois a sessão oficial de abertura das III Jornadas do Arade. Depois de apresentados os objectivos e metas da iniciativa por parte da comissão organizadora, a palavra foi dada a António Ramos, secretário técnico do PO Algarve 21. “CRESC Algarve 2020 – Que frutos para as Terras do Algarve?” foi a questão que norteou esta conferência de abertura, a qual teve a moderação do Professor Paulo Águas, reitor da Universidade do Algarve. Embora ainda não seja a “altura da colheita”, como o próprio referiu, António Ramos apresentou um balanço intermédio num momento em que começam a ser apurados os resultados da primeira fase de aplicação do programa CRESC Algarve 2020. O investimento na região registou um evidente crescimento percentual em relação ao programa anterior. Porém, ainda são muitos os desafios que se colocam aos quatro municípios da Bacia do Arade. Os baixos indicadores na área da inovação e da exportação de bens constituem factores críticos de desenvolvimento sustentável da região, mas que já estão diagnosticados como áreas-chave de actuação para o próximo programa operacional Algarve 2030.


Os trabalhos deste primeiro dia de Jornadas do Arade fecharam com a sessão “Taxa Turística no Algarve: Oportunidade ou Problema?”, com a intervenção de Elidério Viegas, presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA). Viegas expôs a posição céptica em relação aos benefícios e legalidade da aplicação da taxa turística na região, aprovada pela AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve. Segundo ele, dada a alta percentagem de dormidas não registadas oficialmente (residências próprias, alojamento local, etc.), as receitas angariadas pela eventual introdução da taxa turística ficarão muito aquém do esperado e será o sector hoteleiro o mais penalizado. A indefinição na forma como será distribuída e investida essa receita na região também levanta questões sobre a equidade entre municípios. Segundo o presidente da AHETA, a taxa turística poderá vir a agravar as assimetrias na região e a colocar em causa o desenvolvimento do turismo, aquela que é grande fonte de rendimento do Algarve.


O primeiro dia da terceira edição das Jornadas acabou com um “Algarve de Honra”, apoiado Comissão Vitivinícola do Algarve, e com a apresentação do livro Uma Amarra ao Mar e Outra à Terra. Cristãos-novos no Algarve, 1558-1650.


Mas ainda vamos a meio das Jornadas. O Arade volta à mesa da discussão durante todo o dia de sábado. Apareça no Museu Municipal de Portimão. A entrada é livre.

Periodicidade Diária

quinta-feira, 18 de abril de 2019 – 15:11:25

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