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Team Nova Driver quer continuar no TCR Portugal - Entrevista com Cesar Campaniço

 

Com um palmarés inigualável na competição de velocidade em Portugal, o Team Novadriver está empenhado em manter-se fiel á sua missão: proporcionar uma base consistente e de qualidade para a evolução de novos pilotos portugueses, através de uma equipa profissional e de elevada qualidade desenhada em redor do seu responsável máximo, César Campaniço.

 

Exatamente por isso, o Team Novadriver sempre abraçou e apoiou a regulamentação nacional de velocidade, algo que é reconhecido por todos e materializado com títulos na era dos Turismos (com o BMW 320i), dos GT (com os Audi R8 LMS Ultra) e dos Protótipos CN (com o Tatuus/Honda), contabilizando um título ibérico e dois vice-campeonatos na era TCR (com o VW Golf GTI TCR).

 

O Team Novadriver deu a conhecer vários pilotos que militavam em competições inferiores, foi abrigo para pilotos que estavam no programa de jovens da Audi Sport Customer Racing, deu títulos a jovens que hoje estão no topo de outras disciplinas. Sempre se pautou pela qualidade do seu trabalho e pela lisura de processos, estabelecendo-se como uma das equipas de referência nacionais e internacionais.

 

Perante o cenário de crise que se vive na velocidade nacional, o Team Novadriver vem anunciar que está a envidar todos os esforços para estar presente na primeira prova do ano com o objetivo de contribuir para que o TCR Portugal possa ser uma realidade, levando a equipa lisboeta a sua pedra para a construção de um novo edifício da velocidade nacional.

 

Além deste anúncio, o Team Novadriver, através do seu responsável máximo César Campaniço, deixa em traços largos a sua posição sobre o TCR Portugal e algumas reflexões sobre o que poderá ser feito para melhorar a competição, como sempre, num espírito construtivo.

 

César Campaniço– “Entendo que a regulamentação TCR é a mais adequada ao Campeonato de Portugal de Velocidade, pois enquadra-se com os tetos orçamentais que os pilotos e equipas podem suportar entre nós, já que infelizmente atravessamos um ciclo de poucos pilotos a subir para a velocidade e nomeadamente ter projetos com uma projeção e suporte como o TCR Portugal deveria ter, já que estamos apenas a falar de uma classe que é baseada na atual categoria máxima de automóveis de turismos da FIA. Caso único em Portugal. Resta dizer que também pouco se tem feito para que as marcas tenham mais envolvimento e seja um produto mais atrativo para os patrocinadores dos projetos dos pilotos nacionais. Será importante fazer chegar a categoria mais perto do público nomeadamente com as transmissões em direto na internet, como foi feito e muito bem no ano passado. Naturalmente que é um investimento forte, mas também é isto que cria um veículo para divulgar o TCR Portugal a nível das redes sociais, o publico mais importante nos dias de hoje.

 

Antes de fazer um campeonato interessante para o público, temos que fazer um campeonato interessante para os seus intervenientes, ou seja, para os pilotos e equipas. Penso que o não entendimento com o promotor espanhol para a realização de uma competição ibérica foi um enorme revés. Isto porque os dois campeonatos juntos, mesmo que existissem um par de datas coincidentes, seriam mais fortes e com mais participantes, além que o interesse gerado pelos pilotos seria decerto maior, com mais pistas e diversidade.

Qual o sentido de ter um número semelhante de viaturas de turismo no país vizinho e não arranjar maneira de corrermos juntos mesmo que por algumas vezes? Aliás, faz algum sentido, nos dias que correm, a nível comercial, alguma coisa não ser ibérica, sobretudo se for para aumentar a quantidade e qualidade da entrega de um produto a um consumidor? 

A meu ver, atualmente em Portugal, não existe produto de automobilismo com a qualidade/preço melhor que o TCR e cabe realmente a quem promove o campeonato conseguir fazer chegar o mesmo a mais pilotos jovens a exemplo do que se vê no estrangeiro, preferencialmente, com a ajuda das entidades federativas.

Temos sempre a tendência em fazer a comparação do forte campeonato de ralis e investimento de marcas em Portugal, mas esquecemo-nos que, à escala, existem mais projetos e viaturas privadas TCR do que R5 nos ralis portugueses da atualidade. Ora o que realmente falta é numero de participantes nas categorias inferiores e é aqui que entra o papel promocional-federativo em tentar conseguir prémios ou outros atrativos para que estas categorias se destaquem!

Temos o caso de um recente exemplo da criação de um trofeu monomarca de turismos para iniciados. Porquê não os incluir na grelha do nacional de velocidade? Também existe a possibilidade de juntar os GT às grelhas, a exemplo do que se passa no país vizinho. Porque não, pergunto eu? Se é para ser atrativo para pilotos e público, está claro que quantos mais carros em grelha, melhor!

 


 

sexta-feira, 19 de outubro de 2018 – 12:55:41

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