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Balanço da marcha portuguesa em Pequim: 20 km femininos

 

Numa análise que se queira fazer sobre a participação portuguesa nas provas de marcha dos mundiais de atletismo de Pequim realizadas na semana passada é inevitável (e de toda a justiça, claro) destacar o desempenho de Ana Cabecinha, a melhor de todos os marchadores portugueses ali presentes e cujo quarto lugar mais não faz do que chancelar essa opinião. De seguida faz-se um comentário ao desempenho das marchadoras portuguesas nos 20 km femininos, sendo que a análise da prova de Ana Cabecinha fica remetida para texto à parte.
 
Para além desse quarto lugar da marchadora de Olhão, Portugal averbou ainda o 21.º lugar de Vera Santos (1.34.01) e o 23.º de Inês Henriques (1.34.47). Em nenhum dos casos, a classificação e a marca resumem a qualidade já evidenciada noutros momentos pelas duas marchadoras originárias de Rio Maior.
 
Vera Santos, do Sporting Clube de Portugal, fez uma prova sempre em posição discreta, talvez ciente de que o momento de forma não estaria próximo do seu melhor, como pareceu demonstrar a recente participação nos Campeonatos de Portugal, onde foi quarta nos 10.000 m marcha, com 46.48,07 m (quase a dois minutos da terceira, Susana Feitor, que não foi selecionada para Pequim). Assim, a opção pela moderação de ritmo revelou-se de grande sensatez.
 
A légua inicial seria a sua mais rápida, com 22.58 m na contagem parcial, correspondendo ao 25.º lugar de passagem. Viriam depois trechos a 23.27, 23.54 e 23.42 m, com a atleta sucessivamente em 29.º, 27.º e por fim em 21.º lugares. A perspectiva inicial não era muito favorável, mas a experiente atleta soube gerir a expectativas e não só concluir a competição como ainda fazê-lo a meio da tabela classificativa.
 
Com o quinto lugar averbado em Berlim-2009 (depois convertido em quarto, por posterior desclassificação da russa Olga Kaniskina), Vera Santos permanece, num total de seis participações, como a autora de uma das melhores classificações de todos os portugueses (todas as disciplinas incluídas) em mundiais de atletismo, sendo superada na marcha apenas pelo terceiro lugar de Susana Feitor em Helsínquia-2005 (e igualada pelos quartos lugares de João Vieira em Moscovo-2013 e de Ana Cabecinha agora em Pequim).
 
Com mais uma presença em mundiais de atletismo, Inês Henriques regista como melhores classificações o sétimo lugar de Ósaca-2007 (1.33.06) e o nono de Daegu-2011 (1.32.06). No entanto, a melhor marca em mundiais foi registada há dois anos em Moscovo, quando a 11.ª posição foi alcançada com 1.30.28 h.
 
Desta vez, nos mundiais de Pequim, os ares do Oriente pareceram menos favoráveis à marchadora do Clube de Natação de Rio Maior. Numa fase inicial da prova, Inês Henriques andava pelos lugares esperados, bem perto da frente, passando com 22.52 m aos cinco quilómetros, integrada num grupo de dez atletas que seguia outras dez mais destacadas. Uma segunda légua um pouco mais rápida (22.43) permitiria a passagem a meio da prova no 17.º posto, mas o pior viria depois.
 
Com as duas léguas finais em 23.52 e 25.20 m, a quebra de ritmo era evidente e a queda na classificação, inevitável, ainda que só para o 23.º lugar. Podia ter sido bem pior, para uma atleta que, como afirmou à imprensa, começou a ficar contraída e sem capacidade para reagir.
 
Mesmo assim, tanto a marca como a classificação foram melhores do que em Helsínquia-2005 (27.ª, 1.35.44), mas essas há já muito tempo que não são referências para Inês Henriques, atleta claramente de outros voos.
 
 
O Marchador

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domingo, 8 de dezembro de 2019 – 19:41:36

 

 
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