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Miguel López junta título mundial de 20 km ao «palmarès»

O espanhol Miguel Ángel López sagrou-se esta noite (manhã em Pequim) campeão do mundo de 20 km marcha, ao vencer na capital chinesa a prova da distância com um novo recorde pessoal de 1.19.14 h. O marchador murciano fez uma competição de controlo da situação, nunca se expondo demasiado na frente, acabando por impor-se no mometo decisivo, para prevalecer sobre o chinês Wang Zhen (1.19.29) e o surpreendente canadiano Benjamin Thorne (1.19.57, recorde do Canadá).

 
A prova iniciou-se com os atletas «da casa» ao ataque desde o tiro de partida, formando-se no primeiro quilómetro um quinteto composto pelos chineses Ding Chen, Zelin Cai e Wang Zhen, pelo japonês Yusuke Suzuki e por Miguel López. Ainda dentro do Ninho de Pássaro, o primeiro quilómetro era cumprido em 3.56 m, com Ding Chen na liderança. No entanto, aquilo que parecia o início de uma acção planeada da formação chinesa para impor um ritmo demolidor logo se esboroou, com um segundo quilómetro acima dos quatro minutos (4.04). Estava dada a nota do empenho chinês mas em ritmo, afinal, moderado.
 
Até à conclusão da primeira légua, Ding Chen fez uma tentativa de ataque, ganhando pequena vantagem no terceiro quilómetro, para pouco depois ser reabsorvido, no momento em que foi a vez do alemão Hagen Pohle dar mostra do valor que se lhe reconhece e isolar-se. Iria passar aos cinco quilómetros com 20.10 m, revelando técnica irrepreensível mas que não chegou para obter mais do que uns 15 a 20 metros de avanço. Alcançado ao sétimo quilómetro pelo grupo liderado pelos chineses, de novo surgia o campeão olímpico Ding Chen a marcar o ritmo na frente, liderando um grupo com 18 componentes.
 
O pelotão da dianteira iria reduzir-se nos minutos seguintes para os 13 elementos, entre os quais não se contava nenhum dos portugueses: Sérgio Vieira tinha desistido com problemas musculares pouco depois da légua e o irmão João conduzia a prova de forma moderada na segunda metade do conjunto de participantes. A meio da prova e mantendo-se o ritmo de mais de quatro minutos por quilómetro, os chineses permaneciam na frente do pelotão e passavam aos 10 quilómetros com 40.21 m.
 
Essa era também a fase em que o recordista mundial Yusuke Suzuki se retirava da competição, com o grupo da frente a continuar a reduzir-se, sendo sete os seus componentes  quando, por volta dos 12 quilómetros, o chinês Wang Zhen se isolou e rapidamente ganhou cerca de 30 metros de vantagem. Nesse momento era dado um passo importante na definição da luta pelas medalhas, com Ding Chen a atrasar-se antes de terminada a terceira légua, Zelin Cai a ceder com problemas estomacais, enquanto López e o equatoriano Andrés Chocho se firmavam nos lugares de pódio e o ritmo parecia, finalmente, digno de um campeonato do mundo.
 
No entanto, Chocho era desclassificado por volta dos 16 quilómetros e Miguel López começava a recuperar do atraso em relação a Wang Zhen. O chinês seria alcançado a três quilómetros do final, permanecendo os dois atletas juntos durante uns seis ou sete minutos. Até ao momento em que o espanhol desferiu o ataque decisivo, que o levaria à vitória e ao título de campeão mundial. Na meta registava um novo recorde pessoal, por sete segundos, ao passo que, depois de Zhen (medalha de prata), Benjamin Thorne surgia para fechar o pódio, no remate de uma prova em que esteve sempre discreto no grupo da frente ou muito perto dele.
 
João Vieira chegaria na 37.ª posição, com 1.25.49 h, rematando uma época perturbada por uma intervenção cirúrgica e concluindo uma prova em que outro atleta da lusofonia, o brasileiro Caio Bonfim, brilhou em bom plano, ao terminar no sexto lugar, com 1.20.44 h.
 
Com 61 atletas à partida e 51 classificados, apenas quatro concorrentes lograram novos máximos pessoais, com relevo para os recordes nacionais do Canadá e da África do Sul (Lebogang Shange, 11.º, 1.21.43). Para além deles e do vencedor, também novo máximo pessoal para o indiano Baljinder Singh, 12.º com 1.21.44 h.
 
Classificação
20 km masculinos

1.º, Miguel Ángel López (Espanha), 1.19.14
2.º, Wang Zhen (China), 1.19.29
3.º, Benjamin Thorne (Canadá), 1.19.57
4.º, Igor Glavan (Ucrânia), 1.20.29
5.º, Zelin Cai (China), 1.20.42
6.º, Caio Bonfim (Brasil), 1.20.44
7.º, Eider Arévalo (Colômbia), 1.21.13
8.º, Dane Bird-Smith (Austrália), 1.21.37
9.º, Ding Chen (China), 1.21.39
10.º, Hyunsub Kim (Coreia do Sul), 1.21.40
11.º, Lebogang Shange (África do Sul), 1.21.43
12.º, Baljinder Singh (Índia), 1.21.44
13.º, Evan Dunfee (Canadá), 1.21.48
14.º, Isamu Fujisawa (Japão), 1.21.51
15.º, Iñaki Gómez (Canadá), 1.21.55
16.º, Eder Sánchez (México), 1.21.56
17.º, Álvaro Martín (Espanha), 1.22.04
18.º, Quentin Rew (Nova Zelândia), 1.22.18
19.º, Hagen Pohle (Alemanha), 1.22.29
20.º, Massimo Stano (Itália), 1.22.53
21.º, Giorgio Rubino (Itália), 1.23.23
22.º, Ruslan Dmytrenko (Ucrânia), 1.23.37
23.º, José Leonardo Montaña (Colômbia), 1.23.53
24.º, Dzianis Simanovich (Bielorrússia), 1.23.54
25.º, Tom Bosworth (Grã-Bretanha), 1.23.58
26.º, Aléxandros Papamichaíl (Grécia), 1.24.11
27.º, Jared Tallent (Austrália), 1.24.19
28.º, Federico Tontodonati (Itália), 1.24.33
29.º, Horacio Nava (México), 1.24.40
30.º, Diego García (Espanha), 1.24.52
31.º, Georgiy Sheiko (Casaquistão), 1.24.58
32.º, Julio César Salazar (México), 1.24.58
33.º, Chris Erickson (Austrália), 1.25.15
34.º, Kevin Campion (França), 1.25.16
35.º, Nils Brembach (Alemanha), 1.25.21
36.º, Gurmeet Singh (Índia), 1.25.22
37.º, João Vieira (Portugal), 1.25.49
38.º, Mauricio Arteaga (Equador), 1.25.50
39.º, Christopher Linke (Alemanha), 1.26.10
40.º, Ivan Losev (Ucrânia), 1.26.32
41.º, Anatole Ibañez (Suécia), 1.26.34
42.º, Chandan Singh (Índia), 1.26.40
43.º, Juan Manuel Cano (Argentina), 1.27.10
44.º, Marco Antonio Rodríguez (Bolívia), 1.27.15
45.º, Anton Kucmin (Eslováquia), 1.27.46
46.º, Byeong Kwang Choe (Coreia do Sul), 1.28.01
47.º, Richard Vargas (Venezuela), 1.28.18
48.º, Eiki Takahashi (Japão), 1.28.30
49.º, José María Raymundo (Guatemala), 1.29.01
50.º, Yerko Araya (Chile), 1.29.12
51.º, Kenny Martín Pérez (Colômbia), 1.29.31
Desclassificados: Andrés Chocho (Equador), Alex Wright (Irlanda), Youngjun Byun (Coreia do Sul), Marius Šavelskis (Lituânia) e Aliaksandr Liakhovich (Bielorrússia).
Desistentes: Pavel Chihuan (Peru), Perseus Karlström (Suécia), Sérgio Vieira (Portugal), Erik Tysse (Noruega) e Yusuke Suzuki (Japão).
 
 
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terça-feira, 4 de agosto de 2020 – 16:56:31

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