13 anos ao serviço do Desporto em Portugal

publicidade

 

Espetáculos

Festas do Mar 2016

 

Cherry

Fotos de Pedro MF Mestre

 

Amor Electro

Fotos de Pedro MF Mestre

 

A Tempestade de Shakespeare em exibição no TEC

 

A Tempestade de William Shakespeare está em exibição de 1 de Julho a 4 de Agosto, de 3ª a Domingo.

 

Esta peça, uma das últimas que o autor escreveu, decorre no TEC com um elenco composto com os actores: José Raposo, Luiz Rizo, Renato Pino, Sérgio Silva e Teresa Côrte-Real em conjunto com os alunos finalistas da Escola Profissional de Teatro de Cascais, que estão a apresentar a sua prova de final de curso.

 

O tema desenrola-se à volta de um misto de história de amor, vingança, conspiração, em que entra a figura disforme, selvagem caracterizada pelos instintos animais que o caracterizam.

 

O local em que se passa a peça é uma ilha, habitada pelo Duque de Milão, dotado de poderes mágicos e a sua filha. Não estão lá por opção, mas sim por motivos de traição política. Próspero, o Duque de Milão, tem a seu serviço Caliban, o escravo disforme, e Ariel, o espírito servil e assexuado com poderes sobrenaturais que em conjunto com Próspero se combinam.

 

Após provocarem um naufrágio, Próspero acolhe na ilha os ocupantes do navio, com o propósito de os levar à loucura. Um dos ocupantes é um príncipe, que para Próspero, é um potencial noivo para a sua filha.

Assistimos a um dos ensaios finais, e falamos um pouco com Carlos Avilez, o encenador da peça, e com o actor e aluno Miguel Amorim que representa a figura de Caliban.

 

(ao encenador)

AMMA: Que desafio especial tem a peça “A Tempestade” de Shakespeare para si como encenador?

 

Carlos Avilez (CA): É um desafio. É considerada uma das últimas peças de Shakespeare e é um desafio para um encenador fazer um texto destes, um texto maravilhoso, um texto espantoso e é talvez uma reflexão sobre toda a obra Shakespeariana. Portanto será também uma reflexão sobre a obra dos encenadores, dos actores, de todos nós. Uma reflexão sobre a classe teatral.

 

AMMA: Nesta peça qual é a sua personagem favorita, e porquê?

 

CA: Pessoalmente a minha personagem favorita é o Caliban, porque acho que é selvagem, é aquilo que tem de autêntico e verdadeiro… aquilo que é fascinante, portanto claro que é uma personagem única no nível Shakespeariano, que é Próspero e Ariel. Eu vou muito pelo personagem Caliban ao nível de encenador, porque acho que o Caliban é uma continuidade, é uma coisa que realmente se mantém a 100%.

 

AMMA: Quando recebe no elenco, finalistas da Escola Profissional de Teatro, sente alguma nostalgia? Faz-lhe relembrar as primeiras vezes que entrou em palco?

 

CA: Evidente. Eu acho que não é por acaso que se faz “A Tempestade” num exame final de alunos. Temos estado a passar-lhes uma mensagem. Eu lembro-me de quando comecei, de tudo o que se passou com a Amélia Rey Colaço e essa gente toda. Realmente eu acho que tenho que passar a minha experiência de 60 anos de profissional aos meus alunos. Tento passar isso, e quando eles saem, são um bocado da minha vida que sai pois eles estão muito ligados a mim e eu a eles.

 

(agora com Miguel Amorim, o Caliban)

 

AMMA: O que o levou a escolher a vida do teatro?

 

Miguel Amorim (MA): Eu quando era mais novo, sempre quis ser muita coisa como todos nós. Já quis ser jogador de futebol, já quis ser até pastor e muitas coisas, e o sítio onde eu podia combinar tudo, era no teatro, onde se pode ser tudo e onde se pode levar a imaginação a um nível extremo, sem limites, e se pode ser tudo. Depois eu tive o contacto, quando mudei de casa, com a Academia de Santo Amaro, em Alcântara, e decidi: ora vou experimentar teatro. Experimentei e gostei, e aqui estou, vim para a escola, e a agora a terminar três anos.

 

AMMA: Qual é a sua espectativa profissional para o futuro?

 

MA: É sempre complicado pensar numa perspectiva para o futuro tendo em conta este ramo. A única solução é trabalhar, ir a castings e ir a tudo. Explorar tudo, aprender sempre mais. A seguir vou para o conservatório na Amadora, porque penso que três anos não chegam para mim como formação de actor, então tenho que prosseguir os estudos e como uma professora, Beatriz Batarda que nós tivemos, ela tem já os seus 40 anos se não estiver em erro, e continua a trabalhar e a estudar, a fazer sempre cursos e workshops, com toda a gente que aparece. É difícil, mas é o mercado que temos, tem que se trabalhar sem parar, incansavelmente.

 

AMMA: O que sente ao representar hoje neste palco com actores com mais anos de experiência?

 

MA: Eu já tinha tido experiências em provas de aptidão profissional, quando estive no primeiro e no segundo ano da escola, e também tive a experiência de fazer o Macbeth com o Carlos Avilez. Foi uma grande experiência para mim, porque como o Carlos diz, a Eunice Muñoz que é a Eunice, nunca fez Shakespeare, e eu vou fazer pela segunda vez, sinto-me um privilegiado. E trabalhar num palco onde já passou, Maria do Céu Guerra, Diogo Infante, já passou Santos Manuel, Zita Duarte, e tantos outros, é uma grande honra estar a representar no palco do TEC que tem 50 anos e que mudou muita coisa no Teatro, ainda por cima com actores, que alguns foram meus professores, e que tiveram contacto com outros actores. Por isso é uma constante aprendizagem para todos. Eles aprendem connosco e nós aprendemos com eles, e é muito bom essa partilha de conhecimento, é por aí.

 

AMMA: Nesta peça, qual é o seu personagem favorito?

 

MA: O meu personagem favorito obviamente é o meu, porque é o personagem que eu estou a trabalhar e que eu estou a conhecer aprofundadamente, que é o Caliban, que é um escravo de Próspero. Próspero tem o escravo Caliban, e tem um servo que é Ariel. Porém Ariel vai ser libertado e sabe disso. Caliban, não vai ser libertado e nem tem consciência do que é ser libertado porque não tem sequer conhecimento do conceito de liberdade, pois sempre viveu aprisionado a alguém, viveu sempre sobre a tutela de alguém, e é uma personagem muito complexa com muitas camadas, e que é um ser deformado, que nós aqui estamos a querer contornar isso, apesar de não estamos a fazer transformações físicas, que já nasceram com ele, estamos a fazer deformações que foram provocadas pela sua condição de viver numa gruta, e de viver sempre a carregar com coisas, e a construir coisas para Próspero. Ele tem muitas camadas, tem uma paixão por Miranda, filha de Próspero, que não sabe exprimir, portanto tenta violá-la, e é por isso que Próspero é tão severo com ele. Fica bêbado, e está sempre à procura de um amo, não sabe o que é a liberdade, está sempre preso ao seu corpo, sempre preso à sua condição de escravo, e muito difícil de lidar com tantas coisas ao mesmo tempo e ter que levar isso para cena. É mesmo muito complicado, mas estamos a ter a ajuda do Carlos Avilez e da Olga Roriz e de todos os meus colegas que são maravilhosos para mim. Ajudamo-nos sempre uns aos outros. E o ver, o importante é ver, porque ao vermos não estamos só a dar força ao outro e a fazer com ele, como estamos sempre a aprender novas perspectivas, “e se fizéssemos assim”, “ e se calhar faz mais sentido assim”, ou “porque é que ele fez isto”, tudo faz sentido, agora que fugi do tema da conversa de quem era o meu personagem preferido, porque é o meu e tem muitas camadas e apesar de ser um ser deformado, é capaz de ser o ser mais humano d’ “A Tempestade”.

 

Esta peça foi traduzida por Fátima Vieira, encenada por Carlos Avilez, a cenografia e os figurinos a cargo de Fernando Alvarez, com a música original de Rui Rebelo, a coreografia de Olga Roriz e a dramaturgia de Miguel Graça.

 

Mais detalhes da história da peça, não revelamos… desfrute dela no local. Quanto à curiosidade em espreitar um pouco dela, veja as fotos no final.

 

Texto e Fotos: Pedro MF Mestre

 

clique na foto para visualizar a fotorreportagem completa

 

Concerto Marco Paulo – Tour 50 Anos

 

Marco Paulo está a fazer uma Tournée nacional para comemorar os seus 50 anos de carreira. Esteve no Coliseu de Lisboa no dia 12 de Março, com um concerto que contou com 21 temas da sua vasta obra na música ligeira portuguesa.

 

O Coliseu esteve cheio, a bilheteira esgotou para este concerto. O público em geral não era o mais jovem, mas presenciou-se a energia dos seus fãs que acompanharam o cantor nos seus temas, e manifestaram a sua dedicação.

 

Marco Paulo iniciou o concerto com a dedicação do concerto aos seus fãs desejando um concerto agradável em que a comemoração dos 50 anos não é uma comemoração só dele mas também do seu público.

Houve a dedicatória especial desta actuação no Coliseu de Lisboa a alguém que não estave presente, mas gostaria de estar no público e ouvi-lo cantar: a Dª Isabel e o Sr. Silva (seus pais) e a sua irmã Fátima. Pede constantemente alegria, palmas e que dancem, “a festa também é vossa”.

 

Interage muito com o seu público, entre quase todas as canções, por vezes reconhecendo nele alguns dos seus fãs e também agradece a presença dos seus convidados nomeando alguns deles tais como: Lara Afonso, Cláudio Ramos, Maia, António Calvário, Clemente, Carlos Ramos, Gisela João, Maria da Fé, José Carlos Malato, Lili Caneças, Cinha Jardim, entre outros. Tem uma palavra de agradecimento a todos que o acompanharam sempre ao longo do seu trabalho, e também ao maestro e orquestra que actuaram com ele.

 

A tournée de Marco Paulo vai realizar-se em vários locais do país ao longo do ano, tendo estreado no Coliseu do Porto a 5 de Março, esteve agora no Coliseu de Lisboa a 12 de Março e parte para Portimão para uma actuação a 24 de Abril no Portimão Arena. Marco Paulo para já não revelou mais locais onde vai actuar, mas prometeu que ainda este ano regressa a Lisboa, para um novo concerto.

 

O público esteve muito dinâmico a acompanhar os temas. Principalmente na linha da frente da sala de espectáculos estiveram sempre em pé a dançar. Houve várias entregas de flores ao cantor, e mesmo nos vários Balcões o público tentava ser ouvido pelo artista.

 

Embora com 50 anos de actividade musical, Marco Paulo mostrou-se muito dinâmico em palco, já sem a sua “imagem de marca” de brincar com o microfone alternando forma de segurar passando-o de mão em mão, manteve-o sempre na sua mão direita, mas não parou.

 

Marco Paulo, confidenciou à sala antes de um dos seus temas mais populares “Eu tenho dois amores”, que não gosta muito dessa canção, contudo como o seu público sempre gostou dela, ele propõe cantá-la numa nova versão, mais acústica e suave. Durante este tema, também passa o microfone ao público para participar activamente nela.

 

O cantor auxiliou-se da tecnologia para dar mais enfase ao seu espectáculo, uma das técnicas para além da luz envolvente, foi o ecrã de fundo que deu mais espiritualidade a temas como “Que pecado” e ainda “Nossa Senhora” com imagens de velas acesas e pétalas a cair para embelezar essas canções.

 

Ainda em “Nossa Senhora”, Marco Paulo diz que fazer um espectáculo destes sem este tema, é como ir a Roma e não visitar o Papa. Espera que todos gostem, mas ressalva que os que não gostam, os respeita.

 

Nas cerca de 2h20 minutos de espectáculo, fez a revisão da sua carreira composta por uma grande quantidade de temas, em que a dificuldade em escolher as 21 canções que deram forma à comemoração destes 50 anos de carreira deve ter sido considerável.

 

Já no encore, canta dois temas chave da sua discografia: “Ninguém, Ninguém” e “Maravilhoso Coração”, aqui houve muitos corações no ecrã de fundo a embelezar o tema final, e a devolver um grande concerto a quem segue a sua carreira, alguns desde o início, outros que o começaram a seguir ao longo dela.

 

O alinhamento das canções:

 

1)      Como passaram os anos

2)      Morena morenita

3)      Lágrimas de amor

4)      Joana

5)      Amor sem limites

6)      Taras e manias

7)      Mulher de 40

8)      Anita

9)      Amar-te é um prazer

10)   Mais e mais amor

11)   Eu tenho dois amores

12)   Além da cama

13)   Amor eterno

14)   Que pecado

15)   O que fazes esta noite

16)   Toda uma vida

17)   Nossa Senhora

18)   Na hora do adeus

19)   Sempre que brilha o Sol

Encore

20)    Ninguém, Ninguém

21)   Maravilhoso Coração

 

Texto e Fotos: Pedro MF Mestre

 

2016-03-12 - Marco Paulo - Tour 50 Anos

clique na imagem para visualizar a fotorreportagem ou use as setas para passar de foto

 

GUN @ Paradise Garage

 

Foi em ambiente de casa cheia que os GUN, banda internacionalmente conhecida com a cover do tema Word Up dos Cameo, actuou ontem à noite no Paradise Garage em Lisboa.

 

Temas como Don’t Say It’s Over, Better Days, Taking on the World, Steal Your Fire e Shame On You foram temas que não ficaram de parte, tendo mais uma vez o público português ficado rendido a esta banda que acaba a sua digressão Ibérica amanhã em Vigo (Espanha).

 

 

Texto e fotorreportagem de Miguel Cruz Ferreira

 

2015-11-06 - GUN @ Paradise Garage

 

clique na imagem para visualizar a fotorreportagem ou use as setas para passar de foto

Festa do «Avante!» 2015

Fotos de José Carlos Pinto

Festas do Mar 2015

Concerto Joana Espadinha

Alexandre Albuquerque

 

Concerto The Gift

Fotos de:

Alexandre Albuquerque

Miguel Cruz Ferreira

 

Festas do Mar 2015

Concerto HMB & Convidados

Fotos de:

Miguel Cruz Ferreira

Concerto State Sound Band

Fotos de:

Miguel Cruz Ferreira

 

 

Festas do Mar 2015

Concerto Stone Wolf Band

Fotos de:

Alexandre Albuquerque

 

Concerto Resistência

Fotos de:

Alexandre Albuquerque

Festas do Mar 2015

Concerto Pedro Lucas

Fotos de:

Pedro MF Mestre

Concerto Trovante

Fotos de:

Alexandre Albuquerque

Pedro MF Mestre

 

 

Festas do Mar 2015

Concerto The Happy Mess

Fotos de:

Pedro MF Mestre

Concerto Pedro Abrunhosa

Fotos de:

Pedro MF Mestre

 

 

Festas do Mar 2015

Concerto Lenga Lenga

Fotos de:

Alexandre Albuquerque

Pedro MF Mestre

Concerto Clã

Fotos de:

Alexandre Albuquerque

Pedro MF Mestre

 

 

V o t o s  de  B o a s  F e s t a s

Periodicidade Diária

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018 – 19:12:59

Pesquisar

publicidade

Atenção! Este portal usa cookies. Ao continuar a utilizar o portal concorda com o uso de cookies. Saber mais...