14 anos ao serviço do Desporto em Portugal

publicidade

 

Espetáculos

GNR - Concerto 35 Anos em Lisboa

 

Os GNR subiram ao palco no Campo Pequeno em Lisboa, a 12 de Novembro, num concerto comemorativo dos seus 35 anos de carreira.

 

Com casa cheia, tocaram 27 temas dos seus sucessos, fazendo uma retrospectiva do seu percurso musical nas cerca de duas horas em que o espectáculo decorreu.

 

Antes de Lisboa, já actuaram em Guimarães a 5 de Novembro, e foi anunciado no espectáculo de Lisboa que o encerramento da Tour será a 11 de Fevereiro no Coliseu do Porto.

 

Tiveram em palco convidados tais como Rita Redshoes, Javier Andreu, Isabel Silvestre e ainda o coro de alunos dos Salesianos de Lisboa a encerrar o espectáculo.

 

Recordemos que em 1992 os GNR foram a primeira banda portuguesa a encher o então Estádio de Alvalade, com 40.000 espectadores. Aconteceu no auge da banda, no seguimento do lançamento do álbum “Rock in Rio Douro”, que na altura o gravaram com vozes como a de Javier Andreu dos “La Frontera”, e Isabel Silvestre, que se juntaram de novo aos GNR neste espectáculo comemorativo.

 

Sequência dos temas do espectáculo de Lisboa:

Bem-vindo ao passado
Vídeo Maria
Efectivamente
Triste Titan
Caixa Negra
Cadeira Eléctrica
Ana Lee
Homens Temporariamente Sós
Dançar Sós
Asas
Bellevue
Vocês
Valsa dos Detectives
Sete Naves
Impressões Digitais
Sangue Oculto
Las Vagas
Macabro
Santa Combinha
Pronuncia do Norte
Nova Gente
Morte ao Sol
Coimbra B
Dunas
Telefone Pecca
Inferno
Sub-16
Mais Vale Nunca

Texto e Fotos: Pedro MF Mestre

 

 

clique na foto para visualizar a fotorreportagem completa

 

 

 

Festa do «Avante!» 2016

 

Fotos de José Carlos Pinto

 

Festas do Mar 2016

 

Golden Slumbers

Fotos de Alexandre Rosado Albuquerque

 

Expensive Soul

Fotos de Alexandre Rosado Albuquerque

 

Festas do Mar 2016

 

Cuca Roseta

Fotos de Alexandre Rosado Albuquerque

 

Mariza

Fotos de Alexandre Rosado Albuquerque

 

Festas do Mar 2016

 

Orlando Santos

Fotos de Alexandre Rosado Albuquerque

 

Xutos & Pontapés

Fotos de Alexandre Rosado Albuquerque

 

Festas do Mar 2016

 

Diana Martinez

Fotos de Alexandre Rosado Albuquerque

 

Azeitonas

Fotos de Alexandre Rosado Albuquerque

 

Festas do Mar 2016

 

Voodoo Marmalade

Fotos de Pedro MF Mestre

 

David Carreira

Fotos de Pedro MF Mestre

 

Festas do Mar 2016

 

Paulo Brisos

Fotos de Pedro MF Mestre

 

João Pedro Pais

Fotos de Pedro MF Mestre

 

Festas do Mar 2016

 

For Pete Sake

Fotos de Alexandre Rosado Albuquerque

Fotos de Pedro MF Mestre

 

Homenagem às Corporações de Bombeiros de Cascais

Fotos de Alexandre Rosado Albuquerque

Fotos de Pedro MF Mestre

 

Maria Gadú

Fotos de Alexandre Rosado Albuquerque

Fotos de Pedro MF Mestre

 

Festas do Mar 2016

 

Cherry

Fotos de Pedro MF Mestre

 

Amor Electro

Fotos de Pedro MF Mestre

 

A Tempestade de Shakespeare em exibição no TEC

 

A Tempestade de William Shakespeare está em exibição de 1 de Julho a 4 de Agosto, de 3ª a Domingo.

 

Esta peça, uma das últimas que o autor escreveu, decorre no TEC com um elenco composto com os actores: José Raposo, Luiz Rizo, Renato Pino, Sérgio Silva e Teresa Côrte-Real em conjunto com os alunos finalistas da Escola Profissional de Teatro de Cascais, que estão a apresentar a sua prova de final de curso.

 

O tema desenrola-se à volta de um misto de história de amor, vingança, conspiração, em que entra a figura disforme, selvagem caracterizada pelos instintos animais que o caracterizam.

 

O local em que se passa a peça é uma ilha, habitada pelo Duque de Milão, dotado de poderes mágicos e a sua filha. Não estão lá por opção, mas sim por motivos de traição política. Próspero, o Duque de Milão, tem a seu serviço Caliban, o escravo disforme, e Ariel, o espírito servil e assexuado com poderes sobrenaturais que em conjunto com Próspero se combinam.

 

Após provocarem um naufrágio, Próspero acolhe na ilha os ocupantes do navio, com o propósito de os levar à loucura. Um dos ocupantes é um príncipe, que para Próspero, é um potencial noivo para a sua filha.

Assistimos a um dos ensaios finais, e falamos um pouco com Carlos Avilez, o encenador da peça, e com o actor e aluno Miguel Amorim que representa a figura de Caliban.

 

(ao encenador)

AMMA: Que desafio especial tem a peça “A Tempestade” de Shakespeare para si como encenador?

 

Carlos Avilez (CA): É um desafio. É considerada uma das últimas peças de Shakespeare e é um desafio para um encenador fazer um texto destes, um texto maravilhoso, um texto espantoso e é talvez uma reflexão sobre toda a obra Shakespeariana. Portanto será também uma reflexão sobre a obra dos encenadores, dos actores, de todos nós. Uma reflexão sobre a classe teatral.

 

AMMA: Nesta peça qual é a sua personagem favorita, e porquê?

 

CA: Pessoalmente a minha personagem favorita é o Caliban, porque acho que é selvagem, é aquilo que tem de autêntico e verdadeiro… aquilo que é fascinante, portanto claro que é uma personagem única no nível Shakespeariano, que é Próspero e Ariel. Eu vou muito pelo personagem Caliban ao nível de encenador, porque acho que o Caliban é uma continuidade, é uma coisa que realmente se mantém a 100%.

 

AMMA: Quando recebe no elenco, finalistas da Escola Profissional de Teatro, sente alguma nostalgia? Faz-lhe relembrar as primeiras vezes que entrou em palco?

 

CA: Evidente. Eu acho que não é por acaso que se faz “A Tempestade” num exame final de alunos. Temos estado a passar-lhes uma mensagem. Eu lembro-me de quando comecei, de tudo o que se passou com a Amélia Rey Colaço e essa gente toda. Realmente eu acho que tenho que passar a minha experiência de 60 anos de profissional aos meus alunos. Tento passar isso, e quando eles saem, são um bocado da minha vida que sai pois eles estão muito ligados a mim e eu a eles.

 

(agora com Miguel Amorim, o Caliban)

 

AMMA: O que o levou a escolher a vida do teatro?

 

Miguel Amorim (MA): Eu quando era mais novo, sempre quis ser muita coisa como todos nós. Já quis ser jogador de futebol, já quis ser até pastor e muitas coisas, e o sítio onde eu podia combinar tudo, era no teatro, onde se pode ser tudo e onde se pode levar a imaginação a um nível extremo, sem limites, e se pode ser tudo. Depois eu tive o contacto, quando mudei de casa, com a Academia de Santo Amaro, em Alcântara, e decidi: ora vou experimentar teatro. Experimentei e gostei, e aqui estou, vim para a escola, e a agora a terminar três anos.

 

AMMA: Qual é a sua espectativa profissional para o futuro?

 

MA: É sempre complicado pensar numa perspectiva para o futuro tendo em conta este ramo. A única solução é trabalhar, ir a castings e ir a tudo. Explorar tudo, aprender sempre mais. A seguir vou para o conservatório na Amadora, porque penso que três anos não chegam para mim como formação de actor, então tenho que prosseguir os estudos e como uma professora, Beatriz Batarda que nós tivemos, ela tem já os seus 40 anos se não estiver em erro, e continua a trabalhar e a estudar, a fazer sempre cursos e workshops, com toda a gente que aparece. É difícil, mas é o mercado que temos, tem que se trabalhar sem parar, incansavelmente.

 

AMMA: O que sente ao representar hoje neste palco com actores com mais anos de experiência?

 

MA: Eu já tinha tido experiências em provas de aptidão profissional, quando estive no primeiro e no segundo ano da escola, e também tive a experiência de fazer o Macbeth com o Carlos Avilez. Foi uma grande experiência para mim, porque como o Carlos diz, a Eunice Muñoz que é a Eunice, nunca fez Shakespeare, e eu vou fazer pela segunda vez, sinto-me um privilegiado. E trabalhar num palco onde já passou, Maria do Céu Guerra, Diogo Infante, já passou Santos Manuel, Zita Duarte, e tantos outros, é uma grande honra estar a representar no palco do TEC que tem 50 anos e que mudou muita coisa no Teatro, ainda por cima com actores, que alguns foram meus professores, e que tiveram contacto com outros actores. Por isso é uma constante aprendizagem para todos. Eles aprendem connosco e nós aprendemos com eles, e é muito bom essa partilha de conhecimento, é por aí.

 

AMMA: Nesta peça, qual é o seu personagem favorito?

 

MA: O meu personagem favorito obviamente é o meu, porque é o personagem que eu estou a trabalhar e que eu estou a conhecer aprofundadamente, que é o Caliban, que é um escravo de Próspero. Próspero tem o escravo Caliban, e tem um servo que é Ariel. Porém Ariel vai ser libertado e sabe disso. Caliban, não vai ser libertado e nem tem consciência do que é ser libertado porque não tem sequer conhecimento do conceito de liberdade, pois sempre viveu aprisionado a alguém, viveu sempre sobre a tutela de alguém, e é uma personagem muito complexa com muitas camadas, e que é um ser deformado, que nós aqui estamos a querer contornar isso, apesar de não estamos a fazer transformações físicas, que já nasceram com ele, estamos a fazer deformações que foram provocadas pela sua condição de viver numa gruta, e de viver sempre a carregar com coisas, e a construir coisas para Próspero. Ele tem muitas camadas, tem uma paixão por Miranda, filha de Próspero, que não sabe exprimir, portanto tenta violá-la, e é por isso que Próspero é tão severo com ele. Fica bêbado, e está sempre à procura de um amo, não sabe o que é a liberdade, está sempre preso ao seu corpo, sempre preso à sua condição de escravo, e muito difícil de lidar com tantas coisas ao mesmo tempo e ter que levar isso para cena. É mesmo muito complicado, mas estamos a ter a ajuda do Carlos Avilez e da Olga Roriz e de todos os meus colegas que são maravilhosos para mim. Ajudamo-nos sempre uns aos outros. E o ver, o importante é ver, porque ao vermos não estamos só a dar força ao outro e a fazer com ele, como estamos sempre a aprender novas perspectivas, “e se fizéssemos assim”, “ e se calhar faz mais sentido assim”, ou “porque é que ele fez isto”, tudo faz sentido, agora que fugi do tema da conversa de quem era o meu personagem preferido, porque é o meu e tem muitas camadas e apesar de ser um ser deformado, é capaz de ser o ser mais humano d’ “A Tempestade”.

 

Esta peça foi traduzida por Fátima Vieira, encenada por Carlos Avilez, a cenografia e os figurinos a cargo de Fernando Alvarez, com a música original de Rui Rebelo, a coreografia de Olga Roriz e a dramaturgia de Miguel Graça.

 

Mais detalhes da história da peça, não revelamos… desfrute dela no local. Quanto à curiosidade em espreitar um pouco dela, veja as fotos no final.

 

Texto e Fotos: Pedro MF Mestre

 

clique na foto para visualizar a fotorreportagem completa

 

Periodicidade Diária

segunda-feira, 10 de agosto de 2020 – 22:13:44

Pesquisar

Como comprar fotos

publicidade

Atenção! Este portal usa cookies. Ao continuar a utilizar o portal concorda com o uso de cookies. Saber mais...