Saúde e Lazer

 

EXERCÍCIO, SAÚDE, LAZER & EMOÇÕES

Prof. Luis Patrão

Personal Trainer

 

Apresentação

 

1 – Já não é novidade nenhuma que a actividade física regular está associada a inúmeros benefícios para a saúde. Ainda assim importa sempre reforçar esta ideia, pois a população portuguesa ainda está muito longe de se poder considerar fisicamente activa. E basta estarmos atentos à comunicação social para verificarmos que nunca, como hoje, foi dada tanta importância à relação entre actividade física, saúde e obesidade.

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2 – Hoje em dia as instituições associadas à saúde têm um papel preponderante na promoção da actividade física enquanto factor de melhoria da saúde e da condição física. A verdade é que a vastidão de efeitos benéficos associados à prática regular de actividade física e à adopção de um estilo de vida saudável são uma questão de saúde pública, cuja responsabilidade deve ser assumida por todos os profissionais que têm intervenção directa nesta área, Médicos, Nutricionistas, Professores e Profissionais do exercício, entre outros.

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3 – Chegámos, mais uma vez, a esta época festiva cheia de alegria, prendas e muitas calorias. Mas este é também, para algumas pessoas, um período angustiante, porque as tentações culinárias são variadas…e tão disponíveis! Tende-se a cair no exagero e a balança teima, sistematicamente, em alterar os seus dígitos…para cima! Esta alteração de peso é, por vezes, acompanhada de dúvidas que importa esclarecer.

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4 – Ano novo vida nova! Esta é uma frase que traduz muito do espírito que se abate sobre nós quando sabemos que algo está mal e precisa ser mudado. A mudança está sempre sujeita a muitos constrangimentos, numerosas vezes com origem em nós próprios.

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5 – Levar um estilo de vida saudável é sinónimo de maior qualidade de vida. Todos nós…ou quase todos, sabemos isso. Mas será que mesmo assim o estilo de vida que levamos é o mais adequado?

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6 – São muitas as razões pelas quais se adere à prática de exercício físico regular, mas, são mais ainda as razões pelas quais o exercício é posto de parte. Num estudo publicado em Novembro de 2004, nos países da União Europeia, com a denominação de “The citizens of the European Union and sport”, foram apontadas várias razões, tanto para a adesão como para a não prática de actividade física regular. Da amostra, 50% dos Portugueses afirma que a principal razão para não fazer exercício é a falta de tempo. Curiosamente, a mesma amostra responde que a principal razão pela qual se deve praticar actividade física é a melhoria da saúde (tanto física como mental).

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7 – Nas últimas semanas temos vindo a defender a necessidade de praticar exercício de forma regular e a revelar os inúmeros benefícios que se obtêm com a integração de hábitos de vida fisicamente activos.

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8 – “Os que não encontram tempo para o exercício terão de encontrar tempo para as doenças.”

(Edward Derby)

Esta é uma frase que faz todo o sentido, porque cada vez mais o estilo de vida sedentário, aliado ao uso crescente da tecnologia na vida quotidiana, estão a causar altos níveis de inactividade entre pessoas de todas as idades, especialmente nos mais novos.

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9 – A musculação é um termo, relacionado a uma das componentes da aptidão física, demasiado redutor, envolto em muitos mitos e estereótipos. O conceito de “musculação” esteve, e eventualmente ainda está, associado às imagens de homens e mulheres “super” musculados, que prosperaram, sobretudo, nos anos oitenta e no início da década de noventa. A carga negativa que a associação da musculação a estas imagens, de corpos “surrealistas”, transporta, muitas das vezes afasta os praticantes de exercício físico desta componente tão importante da aptidão, que deve ser trabalhada de forma equilibrada com a flexibilidade e a capacidade cardiorespiratória.

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10 – O que é que leva um indivíduo a alterar o seu estilo de vida? A mudar o seu comportamento? A tornar-se fisicamente activo, por exemplo? Motivação, a necessidade e a busca da satisfação será, talvez, uma boa resposta. Sim, é verdade! Mas também é verdade que quantas mais necessidades são satisfeitas maior é a tendência para as multiplicar.

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11 – Uma das justificações mais utilizadas para não fazer actividade física é a falta de tempo. Pois bem, fique a saber que essa é uma justificação injustificada. Para se ser activo não é preciso perder uma hora a correr ou duas horas no ginásio, basta começar por algo bem mais simples e que se pode fazer em casa ou até no trabalho. Algo que o vai fazer sentir melhor e mais relaxado…os alongamentos.

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12 – O tempo não pára, esta é uma verdade incontornável! Mas, em algumas situações, a forma como somos afectados pelo avanço da idade pode ser controlada ou até mesmo atrasada.

Existem muitas consequências do envelhecimento que são afectadas positivamente com a inclusão de actividade física regular nas rotinas diárias do indivíduo.

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13 – Tudo ou nada! Oito ou oitenta! Estas são máximas que se adaptam perfeitamente à maneira de ser do português. Isto também será verdade no que toca à mudança de hábitos e comportamentos. Todos nós já passámos, ou conhecemos alguém que já tenha passado, por períodos em que se deseja muito mudar alguma coisa na vida. Começar a fazer exercício, deixar de fumar, perder peso são alguns exemplos que ilustram o que acabámos de referir. O problema é que se pretendem resultados rápidos, na maioria dos casos, e a tendência é cair no exagero. O mais provável é não conseguir aguentar os sacrifícios e as mudanças necessárias durante o tempo suficiente para a obtenção de resultados estáveis. Resultado…voltamos à estaca zero, e por vezes até regredimos, naquilo que era a nossa situação inicial.

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14 – Portugal é um País de sedentários, não haja dúvidas quanto a isso! Existem numerosos estudos e relatórios que atestam este facto, de que não nos podemos orgulhar.

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15 – É com grande satisfação que verifico um incremento dos adeptos das caminhadas, que diariamente se juntam em grupos ao final da tarde e ao início da noite. Será, no meu entender, um sinal claro que cada vez mais as pessoas se preocupam com a saúde e que associam claramente a pratica de exercício regular ao seu bem-estar físico e psicológico.

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16 – Quantos de nós é que já não nos deparámos com dores nas costas que nos limitam, dificultam ou até impossibilitam o normal seguimento da nossa vida? Quantos de nós é que já deixámos de trabalhar ou de fazer as nossas rotinas diárias derivado ao aparecimento de incomodativas dores lombares (zona inferior da coluna)? Dificilmente encontraremos adultos que não tenham tido dores de costas, pelo menos uma vez na vida.

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17 – Perder peso, volta que não volta, é o que andamos a tentar fazer! Principalmente agora que se aproxima o Verão e os corpos vão andar mais expostos, revelando por vezes aquele inestético pneu.

É nesta altura também que somos mais assediados com soluções e métodos que prometem resultados imediatos e espectaculares. Todos eles poderão ter um potencial, é verdade, mas quanto a mim não existem soluções únicas e muito menos imediatas.

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18 – O fardo que a nossa sociedade carrega derivado ao aumento da obesidade e das doenças crónicas associadas é enorme. Nos últimos dez anos os níveis de obesidade aumentaram bastante, chegando a aumentar 60% na população adulta. Desde a década de 80 que esses aumentos se verificaram em crianças e adolescentes, tendo aumentado para o dobro no primeiro grupo e triplicado no segundo. Este é um problema das sociedades modernas, onde tudo está facilitado e comer não escapa a essa regra. Nos EUA, por exemplo 25% da população adulta é obesa. É considerada uma verdadeira epidemia neste país e já foi considerada mundialmente como a epidemia do século XXI.

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19 – Ao que parece a prática das caminhadas pela cidade começa a ganhar bastantes adeptos. Basta estarmos atentos aos inúmeros grupos de praticantes que no final do dia e início da noite se juntam para darem ao corpo alguma atenção, realizando um pouco de exercício. É possivelmente o resultado de um esclarecimento, que cada vez mais os média e os profissionais de exercício e saúde, entre outros agentes, tentam passar para a população, correlacionando o exercício físico regular a saúde e o bem-estar. É também, provavelmente, a consciencialização do trajecto negativo que civilização moderna está a tomar no que toca ao aumento da obesidade e de todos os problemas relacionados.

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20 – Agora que os dias começam a ficar mais longos e a temperatura mais convidativa, verifica-se um pico de adesão à prática de actividade física, especialmente ao ar livre. É, obviamente, uma boa época para se começar a ser mais activo e a ganhar hábitos de vida mais saudáveis que, preferencialmente, se mantenham durante o resto do ano. A Primavera e o Verão são estações óptimas para se experimentarem as sensações positivas que advêm da prática de exercício físico regular e que vão muito para além dos aspectos normalmente valorizados – a beleza e a estética. Existem muitos outros benefícios, bem mais importantes para a saúde e o bem-estar, aos quais não damos tanto valor, talvez por não serem tão visíveis. São por exemplo a melhoria dos índices de colesterol e glicemia no sangue, o controlo da tensão arterial, uma boa disposição e uma auto-estima aumentadas, uma capacidade funcional melhorada para aguentar as exigências diárias, entre outros. Podemos resumir tudo isto numa ideia Bem-Estar geral, e é, no meu entender, o grande benefício que recolhemos de uma prática de vida saudável e que influenciam positivamente muitos outros aspectos do nosso dia-a-dia.

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21 – Perder peso é a principal motivação, ainda que muitas das vezes dissimulada, pela qual muitos indivíduos procuram fazer actividade física. Isto é uma realidade ainda mais visível na época do ano em que nos encontramos, altura em que enfrentamos o inevitável – vestir novamente aquele calção, fato de banho ou biquini que iremos usar na praia. Para muitos torna-se num verdadeiro tormento. É nesta altura que se tornam visíveis as asneiras feitas durante todo ano. Alimentação desequilibrada e sedentarismo são as explicações mais plausíveis. Depois é o que se sabe, dietas loucas (preferencialmente rápidas) e exercício físico compulsivo, que acabam por durar apenas algumas semanas ou meses. Normalmente, os procedimentos a ter em conta nas dietas ou no exercício físico passam por uma prescrição por terceiros, e são muitas vezes revestidas de uma certa dose de mistério. Fazemos aquilo que nos dizem e focamo-nos em demasia nos resultados sem nos preocupamos em conhecer os processos que os levam a atingir. Consequência? O famoso efeito iô-iô.

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22 – A indústria do Fitness e do Bem-Estar parece ser uma das áreas de maior crescimento um pouco por todo o Mundo e em Portugal também verifica um grande salto qualitativo e quantitativo. As novas tendências de mercado, que relacionam o corpo e o espírito, numa perspectiva mais holística e multidimensional, vieram modificar o velhinho conceito de “Health Club”, que como o termo indica se associa mais à saúde, no novo conceito de “Wellness”, mais ligado à perspectiva referida. O termo Wellness remete-nos então para o bem-estar geral.

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23 – A indústria do Fitness está em plena expansão, e basta estarmos atentos para verificar esse facto. É a consequência de uma necessidade cada vez maior de fazer actividade física, face a estilos de vida e profissões cada vez mais sedentárias e promotoras de toda uma série de problemas de saúde.

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24 – A Indústria do Fitness procura cada vez mais atrair novos adeptos para a prática regular de actividade física. Daí que o mercado esteja sempre a sofrer uma constante evolução no sentido de se adaptar à procura, aos gostos e necessidades dos praticantes.

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25 – “Transforme a gordura em músculo” é uma frase muito comum quando se tenta vender um determinado produto ou programa de exercício para emagrecer. E são muitos os que acreditam nesse mito, nesse milagre da transformação. Pois bem, desengane-se! A gordura não se transforma em músculo.

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26 – A sociedade actual caracteriza-se por um elevado grau de exigência no trabalho, onde cada vez mais a performance laboral é valorizada, obrigando-nos a renegar outros aspectos tão importantes nas nossas vidas como a saúde, a actividade física ou convívio familiar e social

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27 – “Transforme a gordura em músculo” é uma frase muito comum quando se tenta vender um determinado produto ou programa de exercício para emagrecer. E são muitos os que acreditam nesse mito, nesse milagre da transformação. Pois bem, desengane-se! A gordura não se transforma em músculo. A gordura é apenas um dos substratos energéticos que alimenta o mecanismo fisiológico de produção de ATP. O ATP é o verdadeiro combustível que torna possível a contracção do músculo e que, como consequência, liberta calor. Esse calor é quantificado em calorias.

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28 – O dispêndio energético diário (DED), que tantos procuram contabilizar e controlar, é o resultado do somatório de diversas parcelas:

  1. Taxa de metabolismo de repouso (TMR);

  2. Efeito térmico induzido pela dieta ou termogénese alimentar (TA);

  3. Efeito térmico da actividade física (ETAF) que pode ser espontânea ou programada.

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29 – Parece que há cada vez mais adeptos da actividade física, se considerarmos o aumento do número de espaços dedicados à prática de exercício e o número de pessoas que observamos na rua a realizar as suas sessões de caminhada, jogging ou ciclismo. Creio que estamos cada vez mais conscientes que praticar exercício de forma regular é importante, diria mesmo obrigatório! Mesmo assim continuamos na cauda da Europa no que toca ao número de indivíduos activos e na dianteira no que toca ao número de cidadãos com excesso de peso e obesidade.

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30 – Em 2004, a comissão Europeia efectuou um estudo ao nível dos países da CE, designado “Citizens of the European Union and Sport”, tendo registado alguns dados interessantes, reveladores do potencial de crescimento do sector da actividade física. Da amostra deste estudo 51% dos inquiridos revelou praticar desporto de forma espontânea (não controlada), por oposição a 15% que referiu fazer desporto no contexto “fitness center” ou ginásio. Em relação a Portugal, o aspecto mais relevante é o triste facto de 66% dos inquiridos nunca praticar desporto, o que nos coloca em primeiro lugar nesta matéria. A título de comparação, refira-se que estes valores se cifram em 4% para os Finlandeses e 7% para os Suecos, os menos sedentários da Europa. Ainda assim verificamos uma enorme franja de população que deve ser estimulada a praticar desporto, fundamentalmente com objectivos de saúde e bem-estar, o que permite estimar um bom crescimento para este sector, dado que cada vez mais estamos conscientes da necessidade de ser fisicamente activo.

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31 – Alguns estudos apontam para um aumento bastante significativo no mercado do Wellness (bem-estar), na ordem dos 500%, até 2010. Por um lado isto poderá dever-se ao facto de a população estar cada vez mais amadurecida para a necessidade de ter um estilo de vida activo e saudável. Por outro lado será uma consequência da modernidade e dos hábitos existentes, como má alimentação e sedentarismo, que nos tornam cada vez mais vulneráveis a muitas enfermidades, típicas do século XXI. Doenças cardiovasculares, hipertensão, níveis elevados de colesterol, diabetes, problemas posturais são alguns dos mais comuns.

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32 – Os alongamentos são exercício físico na sua forma mais simples. São fáceis de executar e com o mínimo de esforço alcançamos benefícios fantásticos.

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33 – De acordo com alguns estudos, menos de 50% dos indivíduos que iniciam um programa de exercício físico permanecem activos mais de 6 meses. Isto significa que uma grande fatia daqueles que se envolve na prática de actividade física se fica apenas pela boa intenção de ser mais activo e saudável..

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34 – Nesta altura do ano, após este período de festa, abundância e alguns exageros alimentares, começamos a pensar no que fazer para compensar os abusos. Alguns fazem jejum, outros recorrem às dietas e uma minoria ao exercício físico. Estas são todas formas possíveis, desde que sejam utilizadas de forma equilibrada e dentro dos níveis de tolerância do organismo.

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35 – Estamos em pleno Inverno mas a verdade é que este ano quase não se sentiram as adversidades próprias da estação, o frio, o vento e a chuva. Os dias já começam a ficar mais longos e a temperatura amena faz-nos sentir mais próximos da Primavera. É exactamente nesta estação, a Primavera, que uma grande fatia da população começa a pensar nas férias de verão, na praia e na exposição do corpo. E, à medida que as roupas vão ficando mais ligeiras o famoso “pneuzinho” torna-se mais visível.

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36 – Acabou o Inverno e a verdade é que este ano, excluindo uma semana ou outra, quase não se sentiram as adversidades próprias desta estação, o frio, o vento e a chuva. Os dias já começam a ficar mais longos e a temperatura amena faz-nos sentir mais próximos do Verão. É exactamente nesta estação, a Primavera, que uma grande fatia da população começa a pensar nas férias de Verão, na praia e na exposição do corpo. E, à medida que as roupas vão ficando aligeiradas, o famoso “pneuzinho” torna-se mais visível. Nesta fase começam as preocupações com a estética e como consequência a corrida aos ginásios, às dietas e a outros métodos aumenta exponencialmente, tudo na esperança de, em 2 ou 3 meses, remediar os erros que se cometeram durante meses e até anos.

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37 – Hoje em dia temos a sorte d viver numa época onde a maioria das nossas tarefas se encontra facilitada, o que, em teoria, nos permite dedicar tempo a outras actividades e assim usufruir mais da vida. Mas será que este facto é assim tão vantajoso? A verdade é que todo este facilitismo originou enormes desequilíbrios na nossa sociedade. Basta estarmos um pouco mais atentos para verificarmos isso. Vejamos por exemplo os nossos hábitos alimentares, mais e mais desequilibrados, com recurso cada vez maior a refeições pré-confeccionadas e ao fast-food, onde abundam as gorduras, os hidratos e consequentemente as calorias. Outro exemplo de desequilíbrio que podemos citar é o dos hábitos das nossas crianças e jovens, que na sua grande maioria, só se diverte em casa com consolas de jogos, deixando de parte a actividade física espontânea típica de outras gerações, onde se jogava à bola na rua, às escondidas, à apanhada, andava de bicicleta, etc. Resultado? Crianças cada vez mais obesas e com um risco de morte prematura, em idade adulta, muito mais elevado. O sedentarismo, típico da maioria dos portugueses, será perpetuado, com certeza, com estas novas gerações, atendendo à situação actual.

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38 – Não nos fartamos de apontar as razões pelas quais o exercício físico regular é tão importante, porque apesar da grande maioria já possuir essa consciência, a verdade é que continuamos a ser os mais sedentários da Europa, o que acarreta enormes consequências negativas, quer para a nossa saúde, quer para a economia do país.

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