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Alguns estudos apontam para um aumento bastante significativo no mercado do Wellness (bem-estar), na ordem dos 500%, até 2010. Por um lado isto poderá dever-se ao facto de a população estar cada vez mais amadurecida para a necessidade de ter um estilo de vida activo e saudável. Por outro lado será uma consequência da modernidade e dos hábitos existentes, como má alimentação e sedentarismo, que nos tornam cada vez mais vulneráveis a muitas enfermidades, típicas do século XXI. Doenças cardiovasculares, hipertensão, níveis elevados de colesterol, diabetes, problemas posturais são alguns dos mais comuns.
O Instituto de Desporto de Portugal (IDP) está a preparar uma nova legislação para os Ginásios e Health Clubs privados que poderá obrigar a alterações profundas, nomeadamente a obrigatoriedade de ter instrutores credenciados na área do exercício, saúde e condicionamento físico. Uma das alterações introduzidas recentemente foi acabar com a obrigatoriedade de apresentar atestado médico para frequentar os ginásios. Foi uma medida interessante, sobretudo para desburocratizar o processo de adesão à actividade física no enquadramento de ginásio. Claro está que esta medida obriga a um acompanhamento especial dos novos sócios dos ginásios e a uma intervenção mais cuidada por parte dos técnicos de exercício, que pressupõe também competências técnicas, científicas e formação contínua.
É nesta linha de pensamento que a avaliação inicial de um sócio é extremamente importante. A avaliação do nível de saúde e condição física dos novos sócios é uma importante componente do conjunto de serviços prestados pelos Ginásios hoje em dia, e deve constituir o ponto de partida para cada um. Só assim é possível efectuar uma prescrição de exercício e o melhor encaminhamento dos sócios, dentro do conjunto de actividades normalmente disponibilizadas.
A avaliação inclui não só a aplicação dos testes como também uma rigorosa e criteriosa interpretação dos seus resultados, possibilitando, em termos gerais, a prescrição de exercício físico mais ajustado a cada situação e a determinação de objectivos credíveis e exequíveis.
Pela interpretação e discussão participada dos resultados da avaliação o sócio pode ser sensibilizado, numa perspectiva educacional e formativa, para os principais factores que influenciam a sua saúde, condição física e bem-estar.
A interpretação dos resultados tem como critérios de referência um conjunto de tabelas que possibilitam o enquadramento e qualificação desse mesmo resultado, relativamente a valores normativos.
A realização de várias avaliações (3 a 4) ao longo do ano possibilitará uma análise comparada dos resultados obtidos, levando a uma análise transversal e longitudinal desse processo.
Esta dinâmica tem por base a determinação do modo como o exercício físico promove a evolução em cada sócio, potenciando o seu enquadramento dentro dos valores correspondentes a um BOM NÍVEL DE SAÚDE E CONDIÇÃO FÍSICA.
Poderá verificar algumas tabelas de referência utilizadas para fazer uma avaliação inicial. Esta avaliação deverá ser feita por técnicos competentes, sobretudo para que os testes sejam bem efectuados e os resultados interpretados de forma correlacionada.
Para uma boa saúde e condição física, a recomendação é que mantenha os seus valores dentro dos intervalos a sombreado, controlando regularmente (trimestralmente) e verificando a sua evolução.
Se os seus valores estão dentro dos intervalos a itálico a sua saúde poderá estar ameaçada!
Relação do IMC (P/A2) com o risco de doença e grau de obesidade
Classificação da Pressão Arterial
Percentagem de Massa Gorda
Aptidão Cardiorespiratória - Consumo máximo de oxigénio
Flexibilidade – (Teste Sit-and-Reach)
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