37.ª Caminhada AFIS                                 

 

“POR OVAR… A CAMINHAR!”

 

Falar das Caminhadas AFIS é falar duma iniciativa que se vem afirmando a cada mês que passa e que acaba de cumprir três anos de existência regular e contínua. Cativando um número crescente de adeptos do Pedestrianismo e dinamizando a sociedade civil, os Caminheiros AFIS procuram ir ao encontro dos anseios dum grupo coeso e interessado, dando a conhecer o muito que Ovar tem para mostrar, em termos culturais e paisagísticos. A média de participações encaixa-se já na meia-centena e, no primeiro domingo de cada mês, pedestrianistas de todo o Concelho marcam encontro para mais uma jornada onde a prática salutar do exercício físico passeia de mãos dadas com o franco convívio e a sã camaradagem.

 

Esta 37.ª Caminhada distinguiu-se das anteriores pelo facto de, pela primeira vez, o Clube AFIS ter aberto a Organização a uma entidade externa, no caso concreto a turma do 12.º Ano Tecnológico de Desporto da Escola Secundária Júlio Dinis. Aos alunos foi oferecida a hipótese de contactar com a dinâmica organizativa duma prova do género, levando-os a projectar e a elaborar os meios de promoção e divulgação do evento, a contactar pessoalmente as entidades autárquicas e a comunicação social e a providenciar os meios logísticos necessários ao normal desenrolar da iniciativa. A autarquia vareira prestou um forte contributo à organização da Caminhada, tendo a Junta de Freguesia oferecido a cada participante uma bonita e vistosa “t-shirt” onde se inscreve o lema “por Ovar… a caminhar!”.

 Com as bátegas de água a sucederem-se quase continuamente, contaram-se em 73 os intrépidos e determinados caminheiros que se aventuraram pelos trilhos da floresta. Um número que fica aquém das expectativas, na óptica dos organizadores, mas que não deixa de constituir um novo “record” de participações em caminhadas regulares. Lamenta-se apenas que a comunidade escolar (professores incluídos) não estivesse suficientemente sensibilizada a participar, mesmo “contra ventos e marés”, ousando uma experiência nova e diferente e, no mínimo, expressando a sua solidariedade para com o trabalho dos colegas. As “caretas” do tempo, só por si, não justificam tudo, mas isso “são contas de outro rosário”. 

A Caminhada, na distância aproximada de 11 kms, foi cumprida em ritmo vivo, havendo ainda lugar a uma pequena paragem nas praticamente desconhecidas pateiras. Aqui, mais do que reagrupar os participantes, a organização aproveitou o ensejo para chamar a atenção para uma realidade que nos deve preocupar a todos: as agressões ambientais, as consequentes alterações climáticas e o seu reflexo na natureza, bem patente ali aos olhos de todos, no que até há dois anos atrás foram lindíssimas extensões aquáticas e hoje se encontram reduzidas a inexpressivas depressões no terreno.

 

JOAQUIM MARGARIDO