105 CAMINHANTES NO PASSEIO PEDESTRE NOCTURNO À SERRA DO LOURO

O passeio pedestre nocturno realizado no passado dia 14 de Junho constituiu um êxito, com 105 participantes.

Ao contrário do que sucedeu o ano passado, a noite esteve excelente e nem o desfile das marchas populares na Av. Luísa Todi ou a oferta de uma sardinhada nas Festas de S. Julião no jardim da Algodeia, impediu tão grande participação.

Caminhar na serra à noite tem naturalmente um sabor diferente do que fazê-lo durante o dia.

Os sons são diferentes, tal como é a paisagem do Vale de Barris, com as localidades nos arredores iluminadas, onde mais facilmente se identifica a ocupação humana nas antigas manchas verdes.

Os caminheiros passaram pelo povoado do Alto da Queimada, sítio arqueológico situado nas imediações do marco geodésico da Serra do Louro, ocupado desde o período romano até ao século XI da nossa era.

O Castro de Chibanes, ocupado há cerca de 4.800 anos, foi o povoado visitado seguidamente, com o regresso ao local de partida a registar-se cerca de duas horas após o início.

O único aspecto negativo verificou-se na impossibilidade da aquisição de pão no moinho pois estava encerrado.

Aquela hora da noite, pão quente vinha mesmo a calhar…
 

MANUEL SEQUEIRA

Folheto distribuído a todos os participantes:

Associação de Atletismo Lebres do Sado

 

PASSEIO PEDESTRE NOCTURNO À SERRA DO LOURO

 

PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO DE PALMELA

 

As prospecções arqueológicas realizadas em várias zonas do concelho, permitiram recolher vestígios da ocupação do território em áreas geográficas diferenciadas.

Os vestígios mais antigos remontam ao Paleolítico Médio e situam-se na área urbana de Palmela (escavações da Quinta do Cerco).

No mesmo local e também na Volta da Pedra e nas margens da Ribeira da Marateca foram registadas ocupações do Neolítico Antigo.

Em Palmela encontraram-se vestígios do Neolítico Final no Moinho da Fonte do Sol, Alto de S. Francisco, Chibanes e Sepulcros (grutas artificiais) da Quinta do Anjo.

 

SERRA DO LOURO

 

A Serra do Louro é uma zona de afloramento de calcários que proporciona uma flora diferente da existente na restante área do Parque Natural da Arrábida, rica em plantas da flora mediterrânea.

Por aqui, viveram povos dos períodos neolítico, romano e muçulmano. Na Serra do Louro são ainda visíveis os muito mais antigos bancos de corais e ostras fossilizadas, vestígios de tempos em que toda a área se encontrava debaixo do mar.

No início da visita, vamos encontrar os Moinhos do Casal de Santo Isidro, recuperados em 1996 e produzindo desde então pão caseiro, de fabrico tradicional e biológico.

Seguidamente, encontraremos o Castro de Chibanes, o povoado do Alto da Queimada, os Moinhos da Quinta do Anjo, semelhantes aos anteriores mas em pior estado de conservação. A visita irá terminar nos sepulcros situados na Quinta do Anjo.

 

CASTRO DE CHIBANES

 

A mais antiga ocupação humana do Castro de Chibanes iniciou-se há cerca de 4.800 anos, durante a Idade do Cobre. As boas condições naturais de defesa foram reforçadas pela construção de uma verdadeira fortificação com espessas e altas muralhas.

A vida deste povoado desenvolveu-se até há cerca de 3.700 anos e assentou sobre uma economia agro-pecuária florescente, muito embora a prática da caça e da recolecção de moluscos marino-estuarinos esteja igualmente documentada. A metalurgia do cobre fez parte das actividades artesanais.

A população de Chibanes terá enterrado os seus mortos na necrópole que iremos visitar na Quinta do Anjo. Abandonado há cerca de 3.700 anos, o sítio de Chibanes voltou a ser ocupado graças às suas boas condições geoestratégicas, em períodos de grande instabilidade sócio-económica, como foram a II Idade do Ferro (sécs. II-I a. C.).

Estas ocupações humanas levaram à construção de uma fortificação associada à urbanização do espaço intra-muros sob influência itálica. Verificaram-se ainda vestígios da ocupação da época romana imperial, embora reduzidas.

Neste sítio foram erguidos os dois castros que antecedem o castelo do período islâmico e medieval cristão do morro de Palmela. O espólio encontra-se no Museu nacional de Arqueologia.

 

POVOADO DO ALTO DA QUEIMADA

 

Este sítio arqueológico está situado no ponto mais alto da serra do Louro, a 224 metros de altitude, assinalados com um marco geodésico. Os trabalhos arqueológicos realizados neste local mostraram que esteve ocupado pelo menos desde o Período Romano até ao século XI da nossa era.

 

Secção de Pedestrianismo

14/06/08                                                                                   Manuel Sequeira

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