Ao contrário do que estava previsto, decidi
participar na prova dos Amigos de Atletismo de Mafra. Confesso que o local das
provas também era aliciante: Campo de Tiro de Alcochete, daqui a alguns anos
estou eu a contar aos meus netos que no local onde eles aterraram, eu pratiquei
orientação.
Na minha roda de amigos e familiares, tudo tenho feito e dito para cativar para
a orientação aqueles que não consegui levar para as corridas: uns alegavam ser
monótono correr uma hora na estrada, outros porque não gostavam de correr e era
pouco agradável andar no meio das ruas frias e despidas de qualquer interesse.
Na orientação tudo é diferente… e assim, não podia negar dois pedidos de familiares meus para experimentarem a modalidade.
Como tinha a Corrida do Tejo no dia seguinte, fizemos um grupo de 5 e lá fomos em OPT1.
Já ouvi e li relatos de atletas que levaram mais de dez minutos para "entrarem" no primeiro ponto.
Neste percurso, o começo não podia ser mais fácil, um lago à nossa direita, uma estrada à nossa frente e o ponto a 300 metros e, já está.
A comitiva toda alegre e toca a rumar para o segundo ponto que já não foi tão fácil, a organização decidiu colocar o ponto escondido atrás dum tronco velho, eu que já não vejo como via, não reparei na minúscula cruz verde e na sinalética não dizia de que lado estava o ponto, os neófitos não pescavam nada, e assim pastamos ali um pouco, mas demos com ele, há males que vêm por bem, pois eles já pensavam que os pontos eram todos como o primeiro e que aquilo era canja de galinha.
Eu ia transmitindo os poucos conhecimentos da matéria que conheço, fomos vencendo ponto a ponto e, rapidamente (47 minutos), atingimos o final.
Dizia a minha sobrinha "já acabou tio?", e o meu filho "foi muito pouco!".
Todos gostaram e querem voltar.
Fiquei satisfeito e, penso, com missão cumprida!
Até à próxima, em Novembro no Jamor (CPOC).
Orlando Duarte