Mais uma vez a orientação levou-me a um local bonito: o Parque
da Fundação Serralves.
Um local que, para além de se ter o prazer de estar no Porto, se pode apreciar a
arte, a arquitectura e os jardins.
Situada no coração do Porto, esta propriedade foi adquirida pelo Estado
Português em 1986 e em 1989 foi criada a Fundação de Serralves em conjunto com
entidades privadas.
No âmbito da arquitectura, há a salientar o Museu de arte Contemporânea
concebido pelo Arq. Siza Vieira e inaugurado em 1999.
Depois da arte e arquitectura, vêm os jardins. O Parque de Serralves tem dezoito
hectares – vestígios dum jardim do século XIX, uma quinta para crianças, um
lago, a mata e a paisagem do museu projectada para o século XXI.
Perante tal proposta, decidi convidar um casal amigo de Gaia inexperiente na
orientação. Aliás, sempre que posso "arrasto" jovens ou menos jovens para a
orientação. Às 10 horas estávamos a postos para a partida.
Feitas as formalidades da partida e lá vão os dois casais mais a indispensável (nestes casos) máquina digital.
Quinta a dentro lá vou explicando o porquê das cores do mapa, a orientação do mapa, a regra do polegar, o sistema 1,2,3 da bússola e, três, quatro pontos vencidos e começo a perceber nos rostos deles que estão radiantes e sôfregos de informação, a quererem saber mais, e o porquê disto e daquilo.
Entretanto, a minha esposa fazia a reportagem fotográfica e também dava umas dicas e sugestões de percursos.
Para não aquecer-mos muito, volta e meia, pancada de água, chuva torrencial. Mas nada nos demovia nem desmoralizava e às tantas, já se via uma corridita aqui e além, para chegarmos mais cedo à meta para fazer-mos boa figura.
O eterno problema do português que não gosta de ser último.
E, pé ante pé, 1h15m38s depois, concluímos o percurso e honrosamente na última posição.
Considerando o que vi e ouvi, acho que ganhámos mais um casal
para a orientação!
Um Abraço e até à próxima!
Orlando Duarte e Leonor Duarte (fotos)
















