“Os nossos maiores problemas não estão nos obstáculos do caminho, mas na escolha da direcção errada…”

Esta frase de Augusto Cury está certa para o nosso quotidiano, ainda mais certa na orientação.

Paradoxalmente estou a sentir um misto de alegria/satisfação e tristeza/frustração.

Mas comecemos do princípio:

8 horas, saio de casa com céu limpo, uma pequena brisa algo fresca a indicar que íamos ter uma manhã propícia para a prática da modalidade.
8:30 h chego ao Cabeço de Montachique; puro engano. Denso nevoeiro e uma brisa fria e desagradável. Tenho tempo e decido visitar o Parque Municipal do Cabeço de Montachique. Fico agradavelmente surpreendido. O parque está situado a norte do concelho e fica a 8 km de Loures, ocupa cerca de 32 hectares de floresta de influência mediterrânica. É um equipamento muito interessante e é um bom exemplo de como se deve integrar a componente desportiva numa área natural preservada. É uma verdadeira “ilha” onde se pode encontrar um leque variado de opções: imaginem um parque florestal com: acácias, azinheiras, carvalhos, castanheiros, freixos, loureiros, medronheiros, oliveiras, pinheiros, sobreiros e ulmeiros; gaios, perdizes, pardais, verdelhões, tentilhões, águias-de-asa-redonda, tordos, mochos, cucos e rolas; coelhos bravos, doninhas, morcegos, texugos e outros animais como repteis e anfíbios e no meio de tudo isto, um vasto equipamento com circuitos de manutenção e orientação, campos de ténis, campos de futebol 11, campos de futsal, salão para ténis de mesa, polidesportivo, jogo do chinquilho, parede de escalada, zona de merendas com fogareiros para pic-nic, grelhador colectivo, lava-loiças, balneários, parque infantil, pavilhão multiusos, restaurante, café, esplanada e zona de acampamento. Já imaginaram? Então deixo uma sugestão: experimentem e vão sentir-se bem!

9:20 h encontro-me com Hugo Velez, simpático praticante e atleta do Clube Aventura da Margem Sul. Hugo traz uma bússola para me emprestar e um mapa (doutra prova) e de imediato começa a aula final para o baptismo na orientação. Fomos ao secretariado levantar o chip, tomar conhecimento da zona de partida e dos demais procedimentos prévios à partida. Junto à hora da partida somos informados que há um atraso de meia hora e que há atletas do CPOC dispostos a dar formação e informação aos iniciados como eu. Decidimos ouvir mais algumas explicações que são sempre úteis nestas ocasiões. No meu caso, tive o privilégio de receber instruções de brilhantes mestres – Fernando Costa e Hugo Velez que foi o grande vencedor no escalão sénior B – o aluno não foi tão brilhante, não por culpa dos emissores, mas sim do receptor, que ainda trabalha com válvulas.


Não sei porquê, mas comecei nervoso, e nestas condições o primeiro ponto foi o mais difícil (4m20s) de encontrar; o segundo já foi mais fácil e assim sucessivamente, ainda assim, continuei a passo e algo titubeante. Chegado ao 13º ponto entrei na zona menos técnica e mais fácil do percurso e já perfeitamente à vontade, veio o excesso de confiança, veio ao de cimo o espírito de competição (não havia necessidade) e comecei a correr e, depressa e bem não há quem…há dois pontos muito próximos (14º e 15º) e na corrida salto o 15ª e faço ponto nulo, sem saber, claro, e ao cabo de 31m50s chego ao fim naquilo que poderia ser um honroso 2º lugar e que assim deu num enxovalhado (para mim) desclassificado.


Conclusões:


Gostei muito desta experiência; é para repetir (talvez 9/6/07 IX G.P. RA4); gostei do ambiente humano, do convívio familiar, vêem-se muitos grupos familiares, e de estar no meio da natureza. Quanto à organização, quem sou eu para, desde já, criticar? Porém, um evento que começa com meia hora de atraso não abona muito a favor da organização. Contudo, dois aspectos a salientar: a quantidade de mulheres envolvidas na organização e a preocupação da organização para com os casais com filhos pequenos, criando para o efeito um local de entretenimento e brincadeira para os mais jovens que ainda não podem participar.


Por fim, gostei da simpática equipa do Clube Aventura da Margem Sul, que me recebeu de braços abertos, e na pessoa do Hugo Velez quero agradecer a todos elementos da equipa.

 

ORLANDO DUARTE