Ao contrário do dia anterior, o Domingo acordou sob um manto de nevoeiro e uma chuva miudinha. Clima nada propício para o tipo de terreno onde íamos progredir. Contudo, com o decorrer das horas, o tempo foi melhorando, de tal modo que à hora da partida estava um céu praticamente limpo e um sol radioso a condizer com a maravilhosa equipa organizadora do Grupo Desportivo 4 Caminhos que não mereciam de modo algum aquela situação.


Fui dos primeiros a partir. Confesso que receei aquele "privilégio". Para um "espécie de orientista" um terreno com poucos participantes é mau porque, em caso de necessidade de apoio, há poucas hipóteses aonde se recorrer. Mas uma prova com mais de 700 participantes em pouco tempo o terreno fica colorido e pejado de atletas.


Mais uma vez comecei com cautela, e com facilidade (ou felicidade) encontrei o 1º ponto. A pouco e pouco fui superando altos desníveis, muros de pedra solta, giestas da minha altura, as odiosas silvas e as enormes pedras características daquela região. Só que, o maior problema, o maior obstáculo, estava em mim. Uma coisa tão simples, que é seguir uma linha recta que passa sequencialmente por pontos numerados de 1 a 20 por exemplo, nos azimutes, eu teimo em descair para a esquerda ou para direita. Na leitura do mapa vejo reentrâncias, depressões, curvas de nível, etc. etc. onde elas não estão, ou vice-versa, e como tenho queda para a pastorícia e adoro a natureza, lá ando mais vinte ou trinta minutos do que é necessário. São gostos…


Quantas vezes nas corridas a dois, três km da meta me questiono: o que é que eu ando para aqui a fazer?...ultrapassada a meta, a pergunta é inevitável, qual e quando é a próxima corrida? Domingo, no ponto 10 (31), ao fim de 15 minutos (aquilo é que foi um 31), eu também questionava: o que é que eu ando aqui a fazer?...naquele momento não encontrei resposta para a questão. Hoje, não tenho dúvidas para o que andava ali a fazer. Não obstante, não ter uma actividade laboral sedentária (sou operário da construção civil), também não sou nómada e, quer queiramos ou não, já não dispensamos as regalias e os privilégios da tecnologia actual, e se um ser humano com 50 anos se dedica ao sofá, TV, pevides, amendoins e sus afins, todos sabemos no que é que isso dá! Por isso…


O direito

O excelente restaurante itinerante do Comezainas. Vasta gama de iguarias. Quentes, frias, doces ou salgadas, e mais…a um bom preço! Organizar em dois dias, três eventos desportivos de orientação que, segundo julgo saber, envolve 150 controlos, é obra!


636 Classificados

421 Masculinos (66.20 %) – 110 jovens (26.12% dos 421)

215 Femininos (33.80%)… – 59 jovens (27.44 % dos 215)

169 Jovens (26.57 % dos 636)


E o torto…

Face à excelente amizade que tenho com Fernando Costa, gostaria muito de deixar este espaço em branco. Mas, o amigo é aquele que chama atenção para o que está menos bem. Assim, a única nota que tenho apontar, prende-se com a chegada do Sprint urbano, em que, por questões técnicas, a fila para o secretariado era bastante extensa. No local e à aquela hora, o vento já se fazia sentir e era muito fresco, e o perigo de se contrair uma constipação foi eminente.


Um Abraço e boas pernadas


Orlando Duarte

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