- Surpresa no Palácio
Cristal
Se bem se lembram,
estava prevista uma “brincadeira”, no dia 21, nos jardins do Palácio,
responsabilidade do GD4C.
Era a prova ideal,
para um treininho, num ambiente bucólico (os parzinhos que o digam), de
“pessarinhos” chilreantes, de “florinhas” de todos os tons, jardins, fontes,
lagos, paisagens ribeirinhas (panorama soberbo), locais bem frondosos, a
convidar mais ao remanso do que ao exercício físico.
Brincadeira?
Quem disse isso? Ok! Mas só no parque infantil!
Mal pus o pé na
arena, notei imediatamente que tudo estava montado, como de uma prova oficial se
tratasse. Pensei cá com os meus botões: “os Quatro Caminhos não brincam em
serviço”.
A malta das
escolas começou a chegar, gerando um ambiente de “recreio” que até me fez recuar
uns trinta anos (que saudade, devo estar a ficar velho). Rapidamente se
concentraram umas centenas (seis?) de concorrentes, misturando-se em sã
confraternização, os escolares, as famílias (o grande ponto de referência desta
modalidade) e alguns craques (Maria Sá, Joaquim Sousa, Paula Nóbrega, José
Fernandes...). O cenário perfeito para mais uma jornada de divulgação.
Com cinco
minutos de atraso (o que ia provocando um ataque ao Fernando Costa
),
iniciou-se a partida dos atletas, calhando-me a mim ser um dos primeiros a
“desbravar” terreno. Bom, levei logo com uma pernada bem longa, para ir abatendo
aos 2300 metros e 24 pontos. Foi uma sequência de escadas, rampas, caminhos,
muros, paredes, sebes, patamares, lagos, canteiros, portões, uma diversidade de
pormenores, de nos deixar a cabeça (e os olhos) em água. Apesar da escala ser de
2000, o que facilitava um pouco, era necessário uma concentração acrescida, para
se conseguir acertar nas melhores opções. Um autêntico labirinto! Então aquele
ponto 13 (azar!), parecia que nem estava lá, que o diga o Cramez (meu
companheiro de desdita). No final estava todo “torcido” e completamente
estupefacto (é o termo). Gostei tanto(!), que de seguida fui acompanhar as
minhas filhas num OPT1, para apadrinhar o seu baptismo nestas andanças. E não é
que elas adoraram! (se fossem desmancha prazeres, iam para casa a pé
)
A grande e
agradável surpresa estava á vista. Os percursos foram traçados com tal cuidado,
que a “brincadeira” deu lugar a uma das melhores provas de sprint dos últimos
tempos (dito por quem sabe). “Percurso digno de um campeonato nacional!”
(citando Joaquim Sousa). A dificuldade técnica foi uma constante, que conjugada
com o sobe e desce, tipo “rompe pernas”, proporcionou uma espectacular prova de
orientação.
Como foi possível
elaborar um mapa desta qualidade no “meu” Palácio?