Arez – A minha primeira experiência na Orientação

II

 

Arez – “Os preparativos”

 

Sábado, 24 de Fevereiro

 

Arez é uma pequena freguesia do Concelho de Nisa. Terra de boas águas, em especial devido às termas da Fadagosa. Arez mantêm ainda toda a sua riqueza histórica e artesanal, própria de um meio rural bem preservado. Ainda bem que assim é.

 

Cheguei a Arez já as tropas estavam preparadas na parada. Alguns amigos habituados a encontrar-me noutras andanças, admirados, receberam-me com pompa e circunstância.

 

-Então! É a tua estreia?

-Escolhe o mais fácil!

-Tens Bússola? Tens perneira? Fazes isso na boa!

 

Fiquei em pânico, aqueles nomes, apesar de já serem familiares, pareciam-me estranhos.

Apresentei-me em Arez, como se fosse para uma prova qualquer, sem qualquer tipo de material e apreensivo em relação ao que me poderia acontecer.

O meu sentido de orientação não é famoso! já me perdi em Sevilha, em Londres, em Paris, no Porto, na Bobadela... Será que me vou perder nos campos de Arez?

 

Sem material de apoio, tive de tomar rapidamente algumas medidas! procurar uma Bússola! Com ela não perderei o Norte Geográfico

 

Já quase em cima da hora, um elemento da organização amavelmente facultou-me uma bússola. Ia assim partir mais descansado!

 

Um ligeiro aquecimento e mais alguns conselhos de atletas mais experientes:

 

-Não tenhas pressa, parte descontraído ao encontro das tuas balizas e certifica-te se o picador (também conhecido por alicate) efectua o registo da tua picagem.

-Escolhe o OPT1, que é o mais fácil!

-Toma atenção ao cartão de controle

 

Finalmente, na linha de partida.

Como não gosto de coisas fáceis, fiz ouvidos moucos e escolhi o percurso mais difícil, o OPT3. Para um estreante com pouca experiência e sem conhecimentos, a tarefa não ia ser fácil...

 

 

EDUARDO SANTOS